terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Fim de ano... mas já??

Olá! Eu não sei que dia é hoje. Eu só sei que é terça-feira. Não me pergunte se é 30 ou 28, eu não sei responder. Me perdi completamente. Enão façamos este como o último de 2008, talvez.
Acho que ninguém sabe, mas 2008 foi o ano mais difícil e mais fácil em todos os aspectos. Eu mudei de escola 3 vezes, foi fácil, mas depois de um tempo tornou-se difícil. E essa descoberta teve um delta t de 3 dias, 7 meses e 2 meses, em ordem respectiva de escola.
Vamos recomeçar do começo. Meu ano começou com um castigo: mocidade; devido a um passeio sem autorização que fiz à Serra Negra, tudo bem, eu superei e amei a mocidade. Para quem não sabe, é como crisma, mas de espíritas.
Então veio o colegial, duro e chato. Escola nova, o que durou três dias, anyway, voltei para a antiga escola.
Estudei, me empenhei na escola. Escrevi, fiz o que eu amo.
Tanto que eu ganhei boas notas de redação, literatura e uma publicação.
Não apenas uma, mas duas.
Layer Zero #2 foi lançado em maio, dias antes do meu aniversário. Café Espacial #3 em novembro, entre as minhas provas finais(que eu passei)(com uma nota linda de história, vitória).
Eu fui realmente vitoriosa, li 359 páginas de Lua Nova em apenas um dia.
Eu li livros incríveis. Escrevi coisas ótimas por conta dessas leituras. (Marina, essa foi pra você)
Eu me apaixonei, acho. Talvez, quem sabe, eu não sei. Eu era sincera, vocês sabem. Todo mundo aqui deve saber.
Agradeço imensamente esse ano incrível aos meus professores que me ajudaram com minhas notas melhores, Stephenie Meyer, Jane Austen, meus amigos(novos, velhos e os peridos, os achados e os comprados), minha família(principalmente meu pai), minha nova tia de 16 anos. Tipo, todo mundo que me fez calma por pelo menos um instante, calma ou feliz, alegre, realizada, vocês que sabem que adjetivo usar.
2009 está quase aí, porque eu não sei que dia é hoje.
Posso fazer uma pequena e última observação?
Ok, o blog é meu, eu faço o que quero.
Que o verde esteja com vocês. Eu quero dedicar tudo que bom que tive este ano à Bela, a coisa mais próxima que eu tive de filha até hoje.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Sonho

Ela tinha o celular nas mãos mas não sabia o que fazia com ele, decidiu então rezar. Sua avó, ao seu lado, sentada junto do apoio da escada, disse assustada:
-Seu pai está aqui.
A garota parou, olhou perdida para algum lugar. Antes que conseguisse pensar "Então peça para ele cuidar da minha prima", ela sentiu algo atrás de si. Grande, como ela sempre imaginou. Abraçando-a. Ela desejou aquele calor para sempre.
-Que abraço apertado - a voz que ela mais quis ouvir em toda a sua vida disse, como se fosse algo comum para ela. Como se fosse comum para esse mundo.
Aquela voz, era parecida com a de seu tio, mas tinha algo mais nela... um traço desconhecido. Nunca ouvido antes. Era simplesmente a voz de seu pai, aquela voz que ela nunca pode guardar.
Aquele calor encantador, o melhor abraço. Ela não viu seu rosto, mas aquilo era o que ela queria para sempre.

Abriu os olhos e se viu na realidade. O quarto da prima. Escuro. Bom dia.
"Que abraço apertado", ela pensava com a voz dele. Não queria jamais esquecê-la. Parecida com a de seu tio. "Que abraço apertado", "Que abraço apertado", a mais linda voz do mundo.
Então nos pensamentos para gravar aquela voz em sua cabeça, ela começou a ouvir sua própria voz dizendo a frase, "assim não vale", ela pensou, "eu não posso esquecer a voz dele".
Até que, depois de um certo tempo pensando naquele abraço que ela sempre esperou todos os dias desde o primeiro sonho com seu pai, ela a esqueceu.

Mas jamais o calor e a surpresa do abraço.
"Que abraço apertado", ela deseja ouvir tantas outras vezes.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Paleta de cores

A tarde estava calma e a casa estava vazia, exceto pela segunda filha de Mr Bennet. Ele e Mrs Bennet haviam partido com as outras garotas para Meryton, esperando encontrar Mr e Mrs Phillips em casa para conversarem a respeito do baile da noite anterior.
Lizzie ficara cansada demais por conta disso e decidiu por ficar lendo na varanda, mandando apenas os cumprimetos à família.
Após meia hora da partida deles, apesar de mergulhada no conteúdo do livro, avistou o que parecia ser um rapaz muito bem vestido de lindos cabelos negros. A garota ruborizou, estava sozinha em casa e ameaçava de chover, sabe-se lá o que poderia acontecer.
-Boa tarde, Mr Darcy - ela disse com uma pequena reverência. - Ao que devo a honra de sua visita?
-Boa tarde, Miss Bennet - ele retribuiu o gesto. - Apenas estava andando por esses bosques, me perdi e vim parar aqui. Um bom acontecimento, tenho de admitir, encotrar a senhorita tão concentrada presa a uma leitura incessante, sinto de ter de atrapalhá-la.
Ela sorriu pelo canto da boca, pode sentir um certo sentimento escondido por trás das palavras do homem.
-Não há do que se culpar, Mr Darcy, é a terceira vez que leio este livro.
-Talvez então devo convidar a senhorita para a ir a Londres comigo o mais breve possível, vejo que precisa de novos livros.
-Isso bem é verdade, Mr Darcy, mas imagino que seja uma aventura conseguir a permissão de meus pais.
Os olhos azuis e profundos de Mr Darcy penetraram na garota desarmando toda a coragem da indefesa garota.
-Miss Bennet, acho que bem conhece nossa intimidade, acredito que pode me chamar apenas de Darcy, ou então, de Fritzwillian.
-Mr Darcy, se assim fosse sua opinião, me trataria também sem formalidade.
-Claro, Lizzie.
-Obrigada, Fritz.
Até então a seriedade mantida por ambos estava intacta, mas, após essa altura da conversa, se desfizeram em risadas. Darcy então sentou-se ao seu lado, não perdendo seu doce olhar. O silêncio do momento, após a magia das gargalhadas, doía nos tímpanos de Lizzie. Ouviram, então, o primeiro trovão da tarde.
-Lizzie.
Ele, timidamente, sorriu ao falar seu nome. Mais próximo dela, sentindo muito mais calor que a prévia da chuva lhe permetia, segurou sua mão. O cinza do céu começava a se desfazer em gotas.
-Minha Lizzie.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Summer

E eu fico esperando inutimente que o meu celular sambe e cante. Mas ele não o faz.
Se o fizesse, seria você. E eu ia ter as minhas esperanças de fazer coisas melhores, de dormir melhor e de escrever... bem melhor!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

I said:

Enquanto eu escrevo isso eu ouço Moon River - música tema de "Breakfast at Tiffany's" - tocando na minha cabeça.

sábado, 29 de novembro de 2008

The bad guy

Bella estava deitada sobre a grama do parque, com o pescoço irresistivelmente à mostra e seu cheiro me era enlouquecedor. Eu a observava enquanto me aproximava com cautela, estava adorável e adormecida - talvez não resistiu ao exercício de relaxamento.
Inofensiva, enquanto minha pela brilhava sob a luz do Sol, deitei ao seu lado. Pude sentir o perfume de morango que vinha de seu cabelo. Não ousei tocar em sua pele, embora a vontade faz minha mão formigar. Queria o calor dela.
Ela me enlouquecia. Aproximei-me de seu rosto, a vontade era tentadora. Inspirei seu aroma, ao expirar, meu hálito gélido tocou sua pele e a fez abrir os olhos.



(créditos à Stephenie Meyer, que concedeu ao mundo sua narrativa)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Lançamento da Café Espacial #3

No próximo sábado, dia 22, lançaremos a 3ª edição da Café Espacial em São Paulo, na HQ Mix Livraria.

O evento começará às 19h30, e contará com a presença dos nossos colaboradores:
Mario Cau, Mariana Guerra, Sissy Eiko, Gus Morais, Sueli Mendes, Lídia Basoli, Laura Gattaz e Ebbios.


O QUÊ
Lançamento da revistas CAFÉ ESPACIAL#03
ONDE?
HQ MIX LIVRARIA
Praça Franklin Roosevelt, 142 - Centro - São Paulo/SP
QUANDO?
Dia 22, sábado, a partir das 19:30h
QUANTO?
Entrada franca.

sábado, 15 de novembro de 2008

Café Espacial #3

O terceiro número da Café Espacial traz as HQs: História de amor (de DW), Amor de cinema (de Sergio Chaves e Fernanda Chiella), Folhas secas (de Mariana Guerra e Mario Cau), e Nada será como antes (de Sueli Mendes). A seção Café Literário traz os contos As asas de uma bailarina (de Ebbios) e A coadjuvante (de Leonardo Siviotti).

A edição traz também: a estréia da seção Além do cinema, retratando a obra do cineasta Woddy Allen (por Lídia Basoli); ilustrações de Gus Morais; a seção Mais uma dose (por Talita Prado); a seção Arte revelada, com fotografias de Sissy Eiko; entrevista com a trupe de O Teatro Mágico (por Lídia Basoli e Paula Mello), e na seção Cafeína pura! resenhas dos álbuns de Poderoso Chefão e Baranga (por André Chaves). Capa: Fábio Lyra.

Descrição: 60 páginas, formato 14×21cm, capa colorida e miolo em preto e branco.
Valor: R$ 5,00 + R$ 1,00 para despesas postais.

Como ou onde comprar? Clique aqui.

Deseja conferir nossas edições anteriores? Clique aqui.


=====

Retirada do site da Café Espacial!

Aguaredem o lançamento!!

domingo, 9 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Twilight

"De 3 coisas eu estava convicta. Primeira, Edward era um vampiro. Segunda, havia uma parte dele - eu não sabia que poder essa parte teria -que tinha sede do meu sangue.E a terceira eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele."
Eu acho que... me apaixonei não só por um livro inacreditavelmente bem escrito e totalmente instigante, mas por um personagem...

domingo, 2 de novembro de 2008

(sendo sincera, eu sequer consegui dar um título)

Enigmático, era essa a palavra que eu gostaria de usar na nossa próxima conversa, uma indireta ao jeito de ser dele que me atraia. Embora eu não demonstrasse medo, tão pouco interesse, ele sabia escolher as palavras. Talvez lesse meus pensamentos, pensei muito sobre isso, mas cheguei a conclusão de que eu talvez fosse mais enigmática. Gostava dos rumos que nossas conversas tomavam, os olhos dele ansiavam por muitas coisas, eu sempre soube disso.
Quando tive a oportunidade, na carona em um dia chuvoso, não hesitei em irritá-lo. Ele escondia verdades de mim, eu gostaria de saber a razão.
-Eu sei o que você está tentando - ele me disse rindo daquela maneira reconfortante -, mas não irá conseguir. Eu escondi muito bem.
-Até de si mesmo, pelo visto - eu o fitava intensamente, sentia-o arder.
-Você sabe das coisas que também esconde - ele dirigia devagar apenas para aquilo durar mais.
Talvez tivesse razão. Seus olhos me caçavam, eu me sentia perdida naquilo. Tentávamos parecer normais, como se alguém estivesse no banco de trás. Era desconfortável. Eu estava presa e não agia naturalmente. Queria entender do que estávamos fugindo ou, pelo menos, nos escondendo.
-Nós escondemos coisas de nós mesmos - ele disse baixo, talvez porque nem ele gostaria de ouvir o que pronunciou, sabia que era verdade, e isso ele não queria admitir.
Então eu percebi o que nós temíamos. Ele o temia e eu me temia. Era horrível notar aquilo. Mas as mãos tremulas e vertigens a qualquer hora não eram normais. Ele descobriu primeiro. Soubera da verdade antes de mim.
-Você acha possível? - perguntei receosa, ele teve mais tempo para pensar sobre o assunto.
Fez um tempo de silêncio. Seu olhos percorriam por toda a estrada. Enigmático.
-Eu percebi que... você é tão enigmático - eu confessei.
Fitou-me tentando encontrar razão naquilo. Era inocente como me observava.
-E você é tão persuasiva - agora estava atendo as linhas brancas pintadas à direita da estrada.
Tentei me concentrar na música. Não conseguia. Eu descobrira a verdade.
-É claro que é possível - ele finalmente respondeu -, você gosta de decifrar enigmas.
Verdade. Eu adorava. Ainda mais vindos das meias-frases dele.
Engoli seco, eu queria compartilhar o que eu sabia, mas era terrível mais para conseguir facilmente. Após um momento doentio, eu escolhi as palavras.
-Quando é desafiado - eu pronunciei receosa - seus olhos queimam e brilham intensamente que me fazem acreditar que você é meramente um sonho.
E quando isso ocorria, a sensação que me tomava era incrível.

Novo

Eu faria linhas bonitas. Não sei como, mas eu as desenharia. Não somente e simplismente retas, eu daria um certo movimento à elas. Merecem sair do papel, daquele jeito inusitado que ocorre todas as horas que eu não espero - se eu esperasse não seriam inusitadas. Não compreendo como eu poderia seguir o roteiro normalmente sem nenhuma objeção.
A verdade é que meu peito dói e minhas mãos suam. Eu não deveria me importar, mas eu me importo. Filme. Para algumas pessoas isso acontece, não sei se isso aconteceria um dia para mim. Uma cena curiosa que eu nem ouso desenhar, ainda. Eu não poderia estar me importando.
Não sei como são os outros desenhos, nem os que gostaria de ler, mas eu me importo tanto quanto não deveria. Eu leio três histórias ao mesmo tempo e não as confundo, uma delas diz repeito à mim, mas eu não sei o que diz sobre mim. A narrativa é cheia de rodeios, como esta, então é complicado para decifrá-la.
Parece uma novela, mas a tela da TV foi quebrada por uma sandália estérica que voou da minha mão - não gosto de falsas histórias. Porque a maioria delas parecem fajutas. Os olhares e toda a dedicação do autor, todo dia é o último capítulo. Mas é sempre prolongado por conta da audiência, eu e mais duas pessoas. Minha mãe, claro, ela sempre ali com seus cabelos grisalhos e sua receita de bolo de chocolate infalível.
Eu desenho palavras no meu caderno vazio, mas eu não gosto de lê-las depois. Prefiro deixar que elas amadureçam ali e depois que venham me enfrentar. Minhas mãos suam enquanto eu não desenho, as palavras voam enquanto eu espero a hora que os desenhos aconteçam.
Algo me prende acordada e eu não o conheço. Conheço apenas seu timbre. Gostaria de conhecer outras coisas as quais eu não deveria me importar, porque, afinal de contas, quando eu desenhei isso pela primeira vez foi diferente de como o filme está sendo rodado.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

eu fragmentado

Já li esse livro, já vi esse filme, já contei essa estória antes e sei exatamente como tudo se repete. Devo não ter aprendido o que precisava ou então eu sou a mais falha das criaturas. Aquela que insiste nos mesmos erros, que comete os mesmos pecados, que tem os mesmos deslizes e que sente tudo errado, de novo.

"Tem coisa mais triste que gente feliz entristecida?"
Juliana Kalid

Escrito por Telma no My colorful Word
Fim da Primeira Semana do Intercâmbio

domingo, 26 de outubro de 2008

Você

Sinestesia, catarse, transcendência
Arrepio
Beijo na nuca
Pensamento
Desenho na areia da praia
Sentimento
Atrito das lembranças
Quase saudade de você.

Uma saudade tatuada
Seu desenho
Reticência sem fim
O fim é o encontro, o toque, o beijo, o abraço
O mar infinito
O doce mar infinito.

O doce, pede mais
Quero mais
Sonho mais
Desejo mais
O mais, o desejo, o mar, vão além
Sempre além
Além mar, mas não infinito
No finito do infinito.

No toque, você
Tudo que na areia da praia se desenha
Pleno de lembranças, de corpos
Corpos, catarse, transcendência
O movimento não tem fim
Como as ondas do mar sem fim
Reticência...

Toque das mãos, dedos que se cruzam, segredos
Braços que aproximam, abrigo
Esconderijo, tesouro
Raro, escondido, camuflado
De buscas, de merecimentos, de tempos
Encontrado.

Poder ficar nu, escancarado
Sem fronteiras
Sem rostos ruborizados
Toque de lábios
Abraços
Palavras ausentes
Tampouco necessárias.
O som do mar cobre tudo em silêncios
Lindo como sempre esteve
Do começo ao fim
Único.


Escrito por Telma no My colorful Word

sábado, 25 de outubro de 2008

Taxonomia

Um verbo: transitivo
Um lugar: tão longe
Um adjetivo: tétrico
Um carinho: ternura
Um objeto: telescópio
Um excesso: transtorno
Uma falta: tormento

Uma dor: tão
Uma recusa: tabu
Uma saudade: tempo
Uma marca: tatuagem
Uma palavra: transcender
Uma qualidade: tenacidade
Um defeito: teimosia
Uma proteção: trincheira
Uma igualdade: tal qual
Uma diferença: tolice
Um gosto: tempero
Um sem gosto: trivial
Um sim: também
Um não: tampouco.
Um tempo: temporal

Um sentido: tangível
Um desejo: tácito
Um perdão: tesouro
Um estado: todo
Uma sensação: tesão
Uma regra: tradição
Uma verdade: teorema
Uma amizade: talismã
Uma incerteza: talvez
Uma certeza: turbilhão
Pra começar: tentativa
Pra acabar: tchau
Pra acalmar: Trindade
Pra ajudar: tônico
Pra chorar: tristeza
Pra alegrar: tanto
Pra ver: tato
Pra não ver: tapume
Por saber: técnica
Por não saber: talento
O que passa: temporário
O que não passa: temporão

Da música: tom Da voz: timbre Do corpo: toque Da alma: tamanho
Da cor: tonalidade Da vida: trecho Da morte: temor De nome: Telma
De Telma: TOTALIDADE.


Escrito por Telma no My colorful Word

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sentidos

Têem sido dias diferentes ao redor. É estranho perceber que há muito mais que 15 passos até a porta do vizinho. Eu perco a noção das horas. Me desencontro dos dias da semana. É tão profunda a tua maneira de me explicar segredos. Nascer, crescer e morrer me assusta. Mudanças calam sentimentos. Choro uma incapacidade de tudo quanto cabe na minha mão. Um mundo à observar.

Um único lugar. Um único dia. Quantas pessoas te abraçaram? Pra quantas você sorriu? Quantas novidades te contaram? Quantos sonhos você viu? O que te desejaram? Quantos obrigados você ouviu? Que sentidos te aguçaram? Que refrão você repetiu? Há muito, muito mais pra experimentar do que você jamais imaginaria. Em todos os lugares, por todos os dias.



A esperança é mutável.
Ore!

Escrito por Telma no My colorful Word

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Relíquia

Eu sinto por não ter nenhuma foto sua para me fazer companhia em cada dia cinza. Algo que eu pudesse olhar, segurar e que pudesse talvez fazer realidade novamente. Tudo o que eu tenho de você são memórias. Memórias de mente e coração. Tudo que posso vasculhar dentro de mim para encontrar você, farei. No cinza, em chuvas, a cada dia. O que eu guardo de você ninguém pode ver, e sentir jamais. O que eu guardo de você é à cores. O sorriso, o jeito de falar, os trejeitos e os defeitos. O que eu guardo de você é meu e eterno.

Eterna saudade... Você.

Escrito por Telma em My colorful Word

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Sensível

...Quisera...
Quisera eu voltar o tempo, viver as coisas que eu já vivi de forma diferente. Acelerar o tempo e viver o futuro logo, aquele que me espera na próxima vez que eu respirar.
Se eu pudesse olhar para esse mesmo futuro e ter a certeza ou a quase certeza ou mesmo a ilusão da certeza de que eu posso dobrar a esquina sem medo, que eu posso cometer qualquer erro inocente e que eu posso enfrentar tudo e todos sem que eu sinta a pele dilacerar, eu assim o faria. E assim seria outra, nova, pura.
...Quimera...


Escrito por Telma no My colorful Word

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Desassossego

Eu descobri. Descobri que quero preencher com palavras todos os cantos que você deixou em branco quando partiu. Sei que elas não serão as mais doces, nem mesmo poderão me acalentar. Não serão digeríveis ou tangíveis. Elas serão sim aquelas marcadas pelo vazio, pela melancolia trazida nos olhos de quem não vê o finito das coisas. Aquelas descoradas e gastas de si mesmo, jamais entendidas.
Eu me cerco então em páginas, capítulos e livros de mim. Todos empilhados à altura da mão estendida e dos sentidos famintos. Um mundo ao redor das estórias pisadas e repisadas. E a cada linha, espremida com tamanha força, cada letra do seu nome irá saltar. E assim, da reescrita de todas as palavras haverá uma nova ordem, em cada canto, um novo conto em branco se descobrirá.

Escrito por: Telma do My colorful Word.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Semana do Intercâmbio

A Semana do Intercâmbio quer dizer: uma semana sem posts meus, mas de um blog que eu acabei me apaixonando. Talvez role outras semanas assim, tipo quando eu esqueço que sou uma tentativa de escritora e preciso postar. Ok, aproveitem.

O blog: My colorful Word
A autora: Telma

Perguntas freqüentes:
Da onde?: Minha professor de inglês na JET
O que ela faz da vida?: ela dá aula de inglês
O que ela fez para ser assim?: nasceu e fez faculdade de letras
Porque ela foi escolhida?: Porque o blog dela me diverte e me inspira
Porque a Mariana teve essa idéia?: achei que fosse legal as pessoas conhecerem outras pessoas
É obrigatório comentar?: Sim!
Se for legal e eu viciar, o que faço?: Entra no tanta-palavra.blogspot.com e leia mais
Posso fazer um protesto para a semana durar 14 dias?: Sim, fique a vontade.
Eu posso ignorar tudo isso e seguir a vida feliz?: Não, você jamais será feliz sem cultura. Agora, se você não ligar pra isso, sim.
A Telma é legal?: Sim, se você falar em inglês na aula dela ela é mais legal ainda
A Telma gosta de Teatro Mágico?: Sim
A Telma tem orkut?: Sim
A Telma vai rir quando ler tudo isso?: pode apostar que sim
O que eu faço a partir de agora?: visite o blog todos os dias e comente


O blog My colorful Word é escrito por Telma desde o dia 15 de dezembro de 2005 e tem uns botõezinhos muitos fofos.

sábado, 18 de outubro de 2008

A gente


Minha semana por aqui acaba hoje. Ela foi boa, foi realmente, como você havia me dito, férias. Novamente, eu senti uma mudança. Quero cortar meu cabelo daquele jeito que você olharia e diria: "combinou perfeitamente com a nossa futura tinta vermelha". Eu passei essa semana aproveitando a arte e a diversão.
Eu me esforcei ao máximo para achar feliz aquela pessoa que começa a rir sem motivo, e eu acho que fiquei assim. Talvez a vida realmente mereça isso, risadas a qualquer hora. Talvez? O que eu estou falando, é claro que merece!
Entre copos de café, doces na sala e seriados no quarto, eu joguei video game e parei de ter medo de coisas que estão dentro de uma tela. Qualquer coisa chama o 190 ou os bombeiros, anyway, se eu tenho você comigo, eu não tenho medo.
Enquanto eu ia aos bares, às ruas e avenidas, eu pensava em você e se iria gostar daquela foto. Eu te disse, né? Andando por aqui, sentindo essa cidade, eu descobri o quanto nós combinamos com ela.
Uma viagem que eu esperava arte, diversão e primas, eu notei como a gente, você aí longe, se dá bem. Não sei você, mas essa semana deixou tudo tão... como nós mereciamos! Eu preciso de uma declaração em publico, eu nem quero saber sua opinião sobre isso, mas eu não tenho receio de deixar todo mundo(quem eu gosto ou não) saber. Eu sou apaixonada por você. Não foi preciso eu me afastar para perceber, me afastar e ficar acordada até 2h10 de um sábado que nem começou foi necessário para não pensar muito antes de postar.
Mas, e aí, gostou da foto?

sábado, 11 de outubro de 2008

Aqueles momentos Pieces

Esperavam vir buscá-la, ambos encostados na parede e observavam a rua cheia de carros. O homem e a garota conversavam. Sobre arte e sorvetes. Logo o assunto acabou. Silêncio.
Ambos olham na mesma direção. Ela tinha uma lata de Coca na mão, a qual durante toda a conversa pouco deu atenção. Finalmente, toma um gole.
-Tá quente

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Tudo acontece...

Saí da piscóloga e decidi caminhar pelo bairro. Minha primeira conclusão foi de que não é lindo ver um que passa por uma cidade, principalmente aquele. Eu vi uma tentativa de urbanização destruindo a natureza. Não é lindo ver onde desemboca o esgoto.
Andei, entrei eu ruas onde sempre tive curiosidade de ver. 30 metros e rua sem saída. Conclui que lá não tem mistérios, ruas que me fazem procurar seu final durante dias.
Andei mais, entrei em ruas que nem sabia que existiam, deixei a conversa comigo mesma me levar. Conversei sobre o Rogério, pensei em como sou poética com ele. Pensei em faculdade, pensei nos amigos.
Chorei muito vendo minha vida e o mundo se fundindo na caminhada, o vento levava as palavras da minha boca.
Via coisas que aparentavam ser a natureza. Mas eram indícios dela, meros indício que logo atrás tinham mãos humanas.
Minha música foi o som do rio que passava ao lado. "Eu tô andando para tentar ver um rio e concluir que ele é poluído".
Mandava eu voltar e ir fazer tarefa, ser uma aluna como outra qualquer. Ser bege no meio dos pálidos. Ser... ninguém e ao mesmo tempo ser uma nada. Estudar, fazer faculdade e procurar um empreguinho que muita gente tem igual.
Cheguei a conclusão que não preciso de uma faculdade. Eu posso me empenhar, comprrar livros e estudá-los. Eu posso aprender sozinha. Para que eu preciso ser igual a todo mundo?
E o Rogério. Bom, o Rogério tem a vida dele. Eu admito que tenho medo dele não me escolher para fazer parte dela. Eu tenho medo do cara que eu amo... não ser o que vai ficar para sempre! Essa é a maior dificuldade que ao mesmo tempo que eu não sei enfrentar sozinha, eu não vejo alguém que consiga me ajudar. Nem mesmo eu mesma.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Happy Ending

Seu postal chegou ontem. Fico feliz pela conquista e pelas novas idéias. Te adianto que viajarei, como um pássaro. Ninguém pode me prender, portanto, chega de fotos e cartas.
Sabine, agora eu sou quem eu preciso ser.
G.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Garota do Outono

Ela tinha um olhar que me cortava e do ferimento vinha uma ótima sensaçào. O vento esvoaçava seu cabelo, um frio que me assustava, portanro, ela sorria. Parece impossível, eu a procuro(em sonhos, multidões e distrações) mas não a encontro. Ela é a escuridão em um dia ensolarado.
Seu rítimo é uma música, que veio em minha mente no velório do meu tio-avô; ele, imóvel, e a música me endoidecia. Ela dizia coisas através do olhar.
Forte, misteriosa; tentava me enganar com aquele sorriso, uma meiguiçe profunda, como uma flor.
Uma flor em um jardim seco. Uma foto colorida de 1900. Ela pára, mas todos andam, numa pode decidida, que me domina. Diferente, incomum. Ela some ao meu olhar, reapareçe entre as pessoas; e se prende junto a mim em meus sonhos.
Parece que ela sabe, mas eu não.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Pronto Atendimento

Ela entrou na sala do P.A. para visitar sua avó, ela teve pressão alta, encontrou sua tia conversando com uma mulher que tinha seu filho tomando soro no mesmo quarto.
-Oi, Luana! - sua tia a comprimentou - A vovó está melhor! Acredita que esse garoto se chama Pedro Henrique? Igual a teu pai.
O garoto era um fofo, seu cabelo era liso, usava franja de lado. Ele torcia para o mesmo time que o pai da garota. 8 anos, disse a tia.
Não podia tirar os olhos do garoto, sua tia dizia que a avó teria alta dali não muito tempo. O Pedro queria jogar bola, ela ria.
-Maria - dizia a avó à tia -, onde está o Pedro Henrique, meu filho?
-Mãe - a tia respondeu -, o Pedro Henrique morreu faz 14 anos, a senhora tomou remédio, precisa repousar.
A garota sentia falta do pai e achou que encontrou algo dele no menino. A enfermeira pediu para ir embora, o tempo da visita acabou; ao abrir a porta para a sala de espera, sentiu as lágrimas escorrerem.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

As folhas laranjas no chão

Ela estava na praça com uma amiga quando o viu conversando com uma conhecida. Não pensou muito e logo correu para abraçá-lp. Despediram-se das outras garotas, afinal, a saudade era enorme. Caminharam até um parque próximo, falaram apenas de coisas boas.
O Sol de fim de tarde iluminava profundamente o caminho de terra com árvores. Repousaram de baixo de uma delas, seu tronco era bem grosso e estava descascando, as folhas estavam laranjas e haviam algumas espalhadas no chão. Um gramado com um verde tão vivo e intenso a fazia aceditar cada vez mais na vida.
E o Sol iluminava também seus rostos e a saudade da garota. Ele a abraçou e seus lábios acabaram se entendendo, calmamente, em um beijo. Ela fechou os olhos, poderia viver aquilo para sempre; quando abriu-os novamente, acordou.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A Música

Em uma noite silenciosa, onde os versos e notas ecoam, onde nos apaixonamos por eles e pedimos que se casem conosco, que se casem com nossos sonhos e lembranças.
Ela atrai aquelas cores do nosso dia; a paixão, a alegria, a liberdade e até mesmo a loucura. As cores que combinam com as coisas e com a múscia.
Poderia ser um falecer do Sol ou nascer da esperança, quem sabe o selo dos amantes ou o relógio da mesa.
Uma breve liberdade, o vendo que coiça os cabelos fazendo sua alma profunda como aquilo que te prende. Quem sabe uma estranha sensação de alegria. Ou satisfação.



Escrito em 2007, ouvindo 22-11 do Teatro Mágico enquanto se segue o suplemento de leitura do livro "Desenho Mudo".

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Roxo

Você não conseguia ver as flores no jardim, seu dia começou mal, começou sem sol. Queria poder fazer algo para colorir o que quase estava perdido, chamar o seu sorriso.
Parecia que tudo ia te engolir, as paredes te prendiam e a roupa te sufocava. Pouco era o que você fazia para muito ter o que sofrer.
Seu sorriso me contagia, fico tão bem ao te ver assim. Mas quando as asas negras voam sobre você, é como se elas também viessem em minha direção.
Sentei no sofá e deitei sua cabeça no meu colo. Seus olhos me fitavam, com um carinho imenso, agradecendo por uma coisa boa no dia. O que você não sabe é que tive que engolir tudo o que sentia e te ouvir, só para o sol brilhar no teu dia.

Escrito no dia 22 de junho de 2006.

domingo, 21 de setembro de 2008

Longe, lá longe...

E não é longe que fica para sempre. Um dia eu também vou morar lá, mas já agora estou distante de você - coisa que eu não gostaria. Ok, mas o que acontece não sou eu e você, é você e ele.
Eu já disse e repito - que fase clichê -, acredite no amor. Você fez isso o tempo todo, né? Eu sei. Espere. Esperar é chato e eu não gosto. Mas você consegue.
(silêncio de 10 min)
Eu também te amo, tá? Ouça o que o Dr. Adriano me disse uma vez quando eu pus o aparelho: depois que coloca, quando você viu já passou um ano. Verdade, já faz 1 ano e meio e agora eu tô com o móvel. Logo ele volta.

Confissões inúteis(para quem não entende)

Faz quase uma hora que eu penso sobre o assunto e não consigo digitá-lo, apenas olho o monitor, tentando retardar o momento de confessar isso. Essa crueldade é como negar meus sentimentos, apenas o faço pois os complementos não são muito agradáveis e favoráveis.
Tudo começou há um ano, quando eu conheci o Guilherme. Acabei por conhecer não apenas toda a turma dele, mas, especialmente, o melhor amigo dele. Dizer isso é quase como dizer "seria melhor se eu não tevisse o conhecido". Mas, o que eu queria fazer esse ano?
Viver.
E isso é vida. Uma forma bem tímida de vida. Sorrir no corredor, observar as palavras e sentar ao lado. Depois disso mandar um e-mail para a melhor-amiga-fake falando o que sente.
Eu falei muito disso comigo mesma.
Eu estou afim do Bruno.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Writers

Naquela tarde em que o céu se transformou em uma obra de arte e teus olhos o fitavam com toda a seriedade e profundidade, notei que, além de tua pele e carne, tens vida. Mas não uma vida como outra qualquer, tens vida difícil. Pessoas cujo contam histórias tocando o papel com a caneta, vivem de coisas difíceis. Se não houver luta, desejo, confiança e dor, não há vida.
Tens olhos ainda fitavam as cores se mesclando no céu. Desejos que, no horizonte, seriam alcançados, morriam em vontades não ditas pela sua boca sedenta de liberdade.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Meio de semana

Quando entrou no quarto, ele arruamva o armário, tirava algumas roupas velhas e vários tesouros guardados. Ela tinha orgulho de vê-lo executando tal tarefa. Tirava seu passado amargurado e o depositava em sacolas, ele se desfasia das noites ruins e dias cansativos.
Ela puxou a cadeira da escrivaninha e sentou-se. Ele começou a tirar todas as outras roupas, colocava-as na mala. Fuga? Sim, fugiria para sua nova vida.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Um site legal

Oie

Como hoje não tem nada de novo para ler, fuçem o Found Magazine, esse site já me animou várias tardes e me fez rir demais com o Caio.

:D

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Várias histórias

Ria descontroladamente, ele adora fazâ-lo e ela a
dora observá-lo. Não foi muito engraçado, mas ele fazia questão de rir daquela maneira.
Ela permanecia em silêncio, apenas gostaria de entender como ele via graça em tudo.
-Não é de tudo - ele se defendia -, é da vida.

domingo, 14 de setembro de 2008

Conversa Particular

-Você não entende - ele diz.
-É claro que entendo - ela fala.
-Você acha que entende - ele diz.
-Não confia em mim? - ela perguntou.
-Confio - ele responde.
-Então me diz - ela pediu.
-Você nunca a viu - ele fala.
-E daí? - ela retruca.
-E daí você não vai entender - ele informa.
-Mas eu quero saber - ela insiste.
-Você é chata, hein? - ele diz.
-Sou mesmo - ela fala.
-Por acaso você já viu um show de rock? - ele pergunta.
-Já - ela responde.
-Então você vai entender - ele concorda.
-Tá, então fala - ela pede.
-Ela - ele diz.
-Ela quem? - ela indaga.
-A Música - ele responde.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Fingidos

O clima estava tenso, após uma ano fingindo que o outro não existia, se redimiram e concordaram que aquela época foi boa. Estavam no cinema, o pior lugar para se decidir algo verbalmente, lá o encontro deve conter apenas ações.
Ele olhava para a tela, ela olhava para ele. Ele permanecia com a mão sobre o colo, tinha as dela sobre o porta copos. Ele assistia ao filme, ela fingia.
Ela esperou um ano para ver se agora dava certo ele apenas assistia ao filme. Sua mão acabou escorregando do porta copos e caiu sobre o colo dele; rapidamente, voltou com ele sobre o porta copos. Ele assistia ao filme.
-Eu vou ao banheiro, ok? - ela disse.
-Vou junto. - ele disse.
Seria uma boa oportunidade para conversarem. Até que ele realmente entrou no banheiro e, ela, fingiu, assim que ele trancou a porta ela saiu do cinema.

Layer Zero pelos críticos

O Mário estava procurando suas publicações pela net, quando, derrepente, se depara com isto.
Sendo mais clara:

Antologia explorando os temas Insônia e Tempo.
Antologias são quase sempre um saco de misturas. Elas não podem fazer nada respeito, é o jeito que elas são. O problema que geralmente tenho com elas é que sinto que as boas histórias parecem de alguma forma prejudicadas pela presença das porcarias.
As que funcionam, funcionam por causa de padrões editoriais aplicados, bons critérios de seleção e um com calibre de escritores e artistas.Dito isso, eu entendo seu propósito. Artistas e escritores novos tê ma chance de mostrar seu trabalho quando nenhuma outra companhia maior de HQ daria espaço. O que eles fazem é claramente valorizado. Às vezes, eles oferecem ao leitor a oportunidade de ver os criadores de HQ de manhã darem seus primeiros passos na indústira. Layer Zero apresenta muitos criadores ainda desconhecidos, mas também mostra alguns que foram para coisas melhores, mais notadamente Cy Dethlan.As várias histórias na antologia são geralmente de alta qualidade. Alguns roteiros são estranhos mas com esses termos, é óbvio que você vai ver um pouco de loucura.A arte varia do amadorismo e um pouco fraco para o incrivelmente brilhante (nas histórias "Undone" e "Dry Leaves")
Há grande variedade aí e felizmente essa antologia bem apresentada é mais boa do que ruim, então acho que Layer Zero definitivamente merece ser lida.
Por Glen Carter(tradução: Mário Cau)
Aliás, a coletânea recebeu, de 0 a 10, nota 8!
Ok, digamos que eu tenho muito que agradecer ao Senhor Cau. Se ele não tivesse feito do mini-conto uma HQ, não teria parado aí.
Obrigada, brother! Você sabe que eu devo muito do meu lado artista a você, cada vez mais!
Aliás, é só o começo!
Hehehehe
Obrigada também todo mundo que acredita em mim!
\m/~
Leia Dry Leves aqui.
Leia Folhas Secas aqui.
Leia a crítica original aqui.
Leia o Blog do Mário Cau aqui.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Where are you?

Ela jamais imaginou que conseguiria dançar sem tê-lo ali. Mas naquela noite ela o fez, era festa de sua amiga e as músicas que tocavam não faziam parte de seu gosto musical, mas ela se entregou a ele e à dança.
Conseguia senti-lo, e, quando seu corpo acompanhou o ritmo do som, ela decidiu dançar para ele, daria seu melhor e imaginou ele olhando-a. Se ela precisava disso para ele, finalmente, notar o que sentia, ela o faria.
Seus braços contornavam levemente seu corpo, fecheva os olhos e deixava a música entrar nela, seu quadril mechia conforme queria lhe tirar o ar. Ela encarava o nada como se fosse ele.
Ouve o momento que tocou a música deles, tomou ciência da distância e gritou o que vinha, "tente me ouvir agora", de alguma maneira eles estariam ligados, pela música. Cada refrão fazia sentido na ausência dele.
Se ela não poderia tê-lo, ela fez com que ele se apaixonasse de longe

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Pó de café

É um vício. Ela sempre punha um café na mesa. Minuciosamente, experimentava um odor a cada conto: cada cafeteria tem seu pó. Ela queria todos.
Visitou os das páginas laranjas da revista e fazia questão de ir sempre aos favoritos.
Se você sempre encontrar alguém em um café com poltronas, lustres diferentes, quadros parasienses, placa de 24h ou até mesmo um mezanino, é por causa dela.
Sua casa era um café, seus melhores momentos se passavam em um com grandes janelas e bancos aconchegantes.
Seus sonhos tinham uma boa música e um copo de papel com cappuccino quente com muito chocolate.
Eu confesso, ela sou eu.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

"M"

E quando a vida muda, a arte volta. As flores ficam roxas e a gente lê os livros rindo.
Tá tudo melhor, quando meu celular toca "Alguma Coisa", já se abre um sorriso e a certeza de um dia melhor. Eu acabo perdendo o sono apenas porque minha vida está tão boa que eu não consigo parar de escrever. E farei isso pelo resto da minha vida.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Tempo

Hey!
Um editorial para compensar.
Tenho muitos textos para postar, mas são muitos e só no finde posso digitá-los.
De qualquer maneira, venho fazer um pedido.
Votem no "Luz, câmera, diversão!" no http://www.sistemapoliedro.com.br/festivaldevideo/
É o vídeo das minhas amigas que ficaram no Villa. É chato de explicar a história xD

Obrigada pelos elogios do último texto, meus caros!

Beijos

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Crie uma narrativa

Eu não conheço meu mundo, cheguei de viagem às 15h e ainda não consegui um táxi que me levasse ao meu lugar. Não conheo o cappuccino que me faria acordar dessa vida cinza e nubulosa; embora gostasse de neblina, cada vez mais densa no meu olhar. Ela emvobre a tristeza e a calma, enxergo só a ilusão; um volto que jamais conseguiu chegar até mim.
O meu caso é que meus sonhos se tornam realidade; como São Paulo e Osasco, conumbardos, quando eu acordojá estou vivendo o que não deveria. De todo meu passado encaixotado no último banho do lago do último país que abandonei, me resta apenas uma nostalgia: os óculos. Lembro-me deles, antes que minha mãe pudesse morrer de cancêr, ela os comprou para mim.
Do meu pai não me lembro, ela abandonou minha mãe antes mesmo que eu fosse o espermatozóide campeão. Nasci homem, assim como ele, infelizmente. Gostaria de ter nascido mulher, já me envolvi com elas, não me atraem. Todas as frescuras e cremes, é mais simples se apaixonar por homens como eles são, rústicos. Já me envolvi com eles, o último me pegou tão bem que me senti uma mulher. E, se fosse uma, seria lésbica; acho que meu destino é ser estranho.
As coisas mudam ao meu redor muito rápido, há 3 anos estão reformando a casa do meu amigo, só ontem eu reparei que ela acabou há 5 anos. O pior foir no meu 2° ano do colegial, estranhei que pulamos de sistema nervoso para genética, me senti no 7° ano naquele momento. Não sei se gosto de ser assim.
Teve um dia que eu decidi arrumar um emprego para comprar uma cafeteira nova, mas alguém poderia roubá-la, então eu teria que gastar mais dinheiro com uma outra e com um apartamento mais seguro, desisti. Eu nem gosto tanto assim de espresso.
Certo dia fui num café pedir um cappuccino, para me tirar do mundo de ilusões e de vultos. Na mesa ao lado havia um homem de cabelosque cogitavam em serem grisalhos, tinha jeito de executivo. Ele me olhou e nem reparou que aquele dia estava nme passando por um membro da raça rival. Ficamos sentados lá até a tarde virar noite, pagou minha conta e não trocamos uma palavra sequer.
Beijou-me e me senti mulher, como a fantasia, então meus sonhos-reais vieram. Estava no meu quarto, era uma mulher ruiva e grávida, eu tinha um violão de mogno nas mãos. O relógio marcava 19h, enfim conhecia meu mundo.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Passado Vivo

Ela escrevia diariamente a ele, era um amigo muito bom ao qual podia desabafar tudo de ruim no seu dia e encarar o outro com mais ânimo. Ele jamais leu uma das cartas, não era sua culpa, ela nunca as enviava. Sabia que ele não compreenderia sua paixão, tanto pela vida quando por ele. Ela escrevia sobre as melhores coisas que lhe acontecia, as ruins que intrigavam e o quando queria que assistissem aquele novo filme juntos.
Respirava-o; não gostava de passar muito tempo sem vê-lo. Não era um obssessão qualquer, tinha motivos. Ele ensionou-a as asas. Virou contestadora e sempre lutava pelo melhor para si. Ele não fazia isso, mas o fato de ser maior de idade influenciava ela.
Ela sentia saudades. E naquelas cartas ela mostrava a alguém que jamais leria aquilo, como era humana. Descrevia a poesia e as flores que encontrava pela frente como suas maiores alegrias. E as dificuldades e desigualdades, algo que ela pretendia lutar para mudar, e não tinha medo.
As cartas durante 1 mês e meio eram diárias, depois foi perdendo a frequência; até que terminaram encaixotadas no porão do passado da garota. Ela cresceu, tornou-se sucedida e, enquanto selecionava o que ia para a casa nova, encontrou a vida de uma garota sonhadora ali.
Ela leu, carta por carta; descobriu o que deveria ter feito todos os dias de seu passado, enviado todas.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Arquivo: Novo

Realmente, tudo vai mudar. "Vou botar fé. Onde eu quiser, eu vô lá. Tudo vai mudar", eu ainda me lembro dessa música. Pode parecer uma leta hiper simples, mas nesse contexto, ela é incrível.
Antes:
Eu dormia pouco, e quando dormia bem, não era o bastante. Tinha bloqueio criativo devido as várias tarefas a fazer e provas a estudar. Eu tinha medo de não seguir meu futuro como eu queria. Tinha que ouvir certas músicas para alegrar meu dia e me tirar do fracasso. Não fazia certas coisas pois achava que eram meio incoveniente, ou porque iam falar de mim. Me importava com o que as pessoas pensavam, e tentei ser melhor, mas não adiantava, eu só queria ver TV, comer e dormir.
Agora:
Eu consigo dormir o mesmo número de horas e acordar renovada. Minha vida deixou de ser o lixo que eu achava que era. Consigui voltar a escrever e a acreditar em mim mesma. Finalmente posso olhar para minha agenda e não ver as várias tarefas e provas agendadas. Eu cuido mais de mim. Eu posso finalmente falar o que quiser, sem me preocupar com comentários.

Estou, mais uma vez, mudando de ares. Claro, isso vai deixar algumas pessoas magoadas, vai mudar outras de lugar e vai dar novas amizades para algumas. Mas eu estou confiante.
É ruim largar a minha turma das 7h15 da manhã, vou sentir falta deles sim. Só que a vida é assim, as coisas mudam, o tempo todo.
Quer dizer, uma coisa não vai mudar, o carinho.

Jusa, Bah, Véri, Lari... sabe o que eu acho? Que vocês estão comigo onde mais importa, não no Villa Lobos, mas na vida!

domingo, 24 de agosto de 2008

O que toda mulher inteligente realmente deve saber

Ela não queria perder muito tempo com aquilo, então ela preferia esquecer tudo facilmente. Ele era um idiota, fazia tudo para conquistá-la, mas porque fazer tudo e depois ir direto para a separação? Ela lia um livro, acreditava nele. Uma "mulher inteligente" não perde tempo com "homens errados".
Aquele garoto era o típico de "homem errado"; não tinha rotina, seu emprego era primário e não fez faculdade. Um péssimo homem, ele gostava de ir à baladas e não tinha tempo para tomar café com ela a tarde.
O "homem certo" deveria ser estável e aberto para manter uma boa relação. Com o livro ela aprendeu que um relacionamento com rotina é o mais correto, e ele deveria pagar o restaurante.
Desistiu dele e de vários homens. Tinha 20 anos quando ela começou a procurar o "homem certo". Pouco saia e conhecia novas pessoas, durante 2 anos saiu com apenas 3 "canditados" - isso depois de dispensar exatamente 14 caras divertidos.
Na primeira conversa, ele deveria ter um vocabulários correto, uma conversa culta e falar de New York Times ou Folha de São Paulo. Ela tornava-se a tal mulher inteligente, segundo o livro. É melhor apostar apenas nos homens que tem potencial para ser certo, do que se jogar em um primeiro simpático que aparece.
Algumas vezes ela recebia alguns e-mails de Tiago, o primeiro dispensado por aconselhamento do livro. Falava de seus projetos concretizados, sua arte e as festas que eles poderiam ir juntos. "Ele tem 25 anos, deveria levar a vida mais a sério. Só me convida para festas, porque não me chama para um jantar ou simplismente um café?", ela se perguntava. Ela tinha 22 anos e achava que seu futuro deveria ser rotina com alguém rico.
Quando chegou aos 23 anos conheceu o "homem certo" na vernissage de um amigo; ele falou de NY Times, sobre os documentários que assistiu na Inglaterra e seu vocabulário era impecável. Convidou-a para um café, perto da empresa na qual ele é diretor, falou de suas viagens e empregos que dispensou para crescer. Convidou-a para jantar num restaurante francês que foi elogiado na GoWhere - foi até capa. Finalmente o livro deu efeitou.
Com 24 anos já morava com ele e quase conseguiu uma rotina. Formada hà 2 anos como jornalista, travalhava em uma boa revista e pretendia subir mais. Em uma dia, voltando de carro para a casa, imaginou o que seria sua vida se escolhesse Tiago. Ele era divertido, porém falava algumas palavras erradas e só lia Metro - às vezes Art Computer. Ela não teria um carro e teria que conciliar as escolhas profissionais.
Na mesma noite comemoravam seu aniversário de 25 anos, o namorado tinha uma surpresa: mudariam de casa. Um condomínio luxuoso, com lareira na sala e closet no quarto.
Uma tarde no trabalho, finalmente na revista mais lida do país, teria que entrevistar um artísta plástico conceito, novo na carreira mas revolucionário. Sua secretária procurou se informar de tudo e, quando entrou no escritório dele, se deparou com Tiago.
Ele tinha na mesa Art Computer, Zupi, Metro, Folha de São Paulo e Newsweek, sua sala era decorada com toy-art. Todo descontraído, comprimentou-a alegre. Ela lia as perguntas que um colega desenvolveu, não acreditava em suas respostas - ele continuava o mesmo. Perguntas técnicas, respostas simples; descobriu, finalmente, o artista que havia nele.
-Você não quer tomar um milkshake? - convidou ele.
-Han, milkshake? - espantou-se ela - Não prefere um café?
-Ou pode ser um Iced Làtte na Starbucks - ele respondeu -, está quente demais para um café.
-Aceito - ela disse.
A Starbucks era na frente do escritório, então foram a pé. Na mesa, Tiago olhava discaradamente aquela mulher inteligente. Falavam do que aconteceu nos últimos 5 anos, como ele aprendeu tanto sem faculdade e sobre os lugares que ela trabalhou.
Aquela mulher inteligente não conseguia se apaixonar por ele, o livro ensinou que não é assim. Ele foi à festas, conheceu ídolos, aprendeu coisas e se divertiu.
E ela? O que fez foi estudar e trabalhar; uma "mulher inteligente" não depende de um homem para se sentir segura, e sim de um status. Seu namorado - quase noivo - mal estava em casa, apenas dormiam lá, almoçavam em restaurantes e nunca puderam ter uma viagem de verdade.
Como seria a vida com Tiago? Cheia de imprevistos, mas totalmente divertida. Poderiam ir de ônibus à peaia e relaxariam juntos.
-Tiago, eu sei o que quer - ela disse -, está tentando me conquistar. Eu tenho namorado, é o homem certo.
-Bom para você - ele não teve medo -, finalmente a procura acabou. Me lembro que você sempre dispensava os melhores programas para achar um marido rico. Achou ele, né?
-Não fala assim - pediu ela.
-Katy, você só estudava - respondeu ele -, o que foi sua adolescência?
-Dedicação - ela disse.
-E a vida? - indagou ele.
Deixou-a sozinha, que permaneceu ali, pensando. O livro lhe sugeriu um caminho fácil para achar o "homem certo"; mentira, aquele era o errado. Pois ela perdeu sua vida apenas dispensando festas e recusando experiências.
Tiago, o tal "homem errado", porém vivido, saiu por aquela porta e ela deixou. Ela foi para casa e fez sua mala. Ligou para Tiago assim que chegou a um hotel:
-Quer ir ao cinema?

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Os sem-uniforme

Antes, ela fazia questão de esquecê-lo. Hoje ela não o usa mais.

Conhecer aquelas novas pessoas melhorou, era seu novo mundo. Ela sabia que ia mudar e melhorar.

O vaso das flores roxas ficava mais interessante a cada dia.

Hoje, ela conheceu sua nova vida. E daqui 15 minutos, ela vai se encontrar com a melhor pessoa dela, o sentido da sua antiga vida e o da atual.

domingo, 27 de julho de 2008

Os Insetos Interiores

O Teatro Mágico - Segundo Ato

Notas de um observador:

Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.

A futilidade encarrega se de “mais tralos".
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.

Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, “infértebrados”.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se


A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.

Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Maquiagem

Porque achar que sou louca? Quem nunca no fim da noite pegou a maquiagem e fingiu ser outra pessoa apenas para se divertir? Se olhar no espelho e ver aquela pessoa que se parece como você, mas sorri sendo outra pessoa. Ele me disse uma vez que amava quando meus olhos maquiados o olhavam intensamente, besteira, ele não sabia da minha verdadeira identidade. Quando maqueio meus olhos é para ter um escudo, eu olho para as pessoas, mas elas não me veêm de verdade. A maquiagem domina minha identidade e eu nem sei mais quem sou.
-Você não sabe o que diz - respondi a ele-, não sabe como eu sou na verdade.
-Como você é na verdade? -pediu ele.
-Quando estou maquiada eu não sou eu -expliquei-lhe-, sou outra pessoa. Faço coisas que sempre tive vontade de fazer mas jamais consegui. Acho que quando estou maquiada, eu sou eu mesma, mas as pessoas estão acostumadas comigo maquiada. Exceto você.
-Eu não acredito -ele me acertou.
-Como assim, -indaguei- não acredita em mim?
-Você esta maquiada. -respondeu sério.
Era verdade. Nem notei. Eu me sinto melhor maquiada, pode parecer um escudo, mas é a minha liberdade. Eu passo lápis e sou marcante; quando escolho o batom vermelho, sou sexy; a sombra rosa é para quando quero fingir ser eu mesma. Para que sofrer de amor se a gente pode deixar de ser a Lady Hill e passar o vermelho, colocar o vestido de paetê e esquecer de quem não quis brincar com fogo(?).
Quando passo o demaquilante no meu rosto, eu vejo a verdadeira eu indo embora, me dói de saber que só com ela eu falo o que quero que seja dito. Eu deveria agir como ela, deixar de ser essa eu e ser ela. Ela era eu. Afinal de contas, eu devia deixar de ser falsa. Ou, ao menos, fingir ser quem eu realmente deveria ser.
-Eu não moro mais aqui -eu disse, em plenas férias-, moro na capital. Fiquei lá tanto tempo que resolvi me mudar.
-A gente não vai mais se ver? -ele perguntou, preocupado.
-Não se preocupa, -acalmei-o - vou passar as férias aqui. Durante 3 anos ainda estarei por aqui, de férias. Vou voltar para casa, na capital, a cada 6 meses para ajeitar minha vida lá.
-Não entendi, -ele disse- você mora lá e passará férias de 3 anos aqui?
-Você entende sim, -eu informei- você não vê a hora de passar no vestibular e sair dessa cidade. Não agüentamos mais morar aqui. O que eu fiz foi ser mais otimista. Fingir que moro lá, e essas são minhas férias. Bem mais simples.
-Você ainda deseja essa cidade sim -ele falou-, tem gente aqui que ainda te importa, teus avós, teus pais... eu.
-Realmente -respondi-, mas eu pretendo levá-los comigo, sou egoísta demais de deixá-los aqui. Quando eu me mudar definitivamente, você e eles irão comigo. Você na mesma casa. Eles no mesmo bairro.
Nunca conheci pessoa mais parecida comigo do que ele, sempre me acalmou e aconselhou. Ele sairia da cidade primeiro, duraria pouco. Depois eu iria. Estava tudo planejado, faria jornalismo na capital e levaria minha família. Sempre vivi a minutos deles, não queria crescer e mudar isso.
Não, eu não era estranha; apenas parecia. Tirando a história da maquiagem, da capital, do café e da comida, eu era perfeitamente normal para os olhos críticos. Eu apenas abandonaria aquilo que me abandonou; uma vez me excluiram apenas porque eu comia diferente. Eu não gostava de ser tratada daquele jeito e fugi para um show. Nada fez sentido mais naquela família.
Apenas ele me contentava. Nós iriamos morar juntos, assim que ele terminasse a faculdade em outra cidade. Sonhei demais com aquilo; tanto que outro dia me peguei num sonho de colegial dentro do museus que mais quis conhecer na capital. Foi afobante o sonho, a garota que se achava mais cultural que eu estava lá, ela morou naquela cidade, mas não queria estar lá como eu planejei morar lá. Eu era mais cultural, eu fiz jornalismo depois de tudo. E o que ela fez? Passou numa particular cara, o pai que a abandonou teve que pagar a faculdade após 13 anos sem saber quem a filha era. Seus 4 anos na faculdade era fazendo programa(não vou especificar o que) para os ricos. Se instalou na casa de um deles, nunca casou; ele já era casado. E se achou mais cultural que eu, só porque conhecia a capital.
Na verdade eu sempre quis alguém que me cuidasse. Meus pais era legais, eu amava meus avós e convivia muito com primos e amigos. Eu queria alguém que pudesse dormir na mesma cama que eu após um longo dia na redação do jornal e ele no escritório. Era a vida perfeita. Que depois de muito café e maquiagem eu consegui alcançar.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Três pessoas "sortudas"

Hoje tem duas homenagens e um comentário.
Antes, quero contar uma história. É da mais recente ovo-lacto-vegetariana. Ela parou, definitivamente, de comer carne. Sua última dose de amargura foi o presunto de uma pizza. Hoje ela planeja amadurecer ao mesmo tempo que controla sua alimentação saudável. Ela não se importa que falem que é uma romântica emotiva, que chora o filme Wall-e inteiro. Ela só se importa se o que faz é certo para o meio ambiente ou não. Essa veg sou eu, tenho o maior orgulho de anunciar que agora é oficial. E, como aviso, futuramente farei alguns posts sobre a minha nova vida sendo quem eu realmente sou.

As três pessoas "sortudas" são o Mário, a Tia Mercedes e a Júlia. Mário por fazer o que eu queria, conhecer o mundo; tia Mercedes está, sem dúvida, com a pessoa que eu mais desejo ter comigo, meu pai; a Júlia está passando a semana na cidade que eu amo, São Paulo.

Homenagem
Mário: parabéns por estar arransando em San Diego.
Tia Mercedes: faleceu ontem, e sempre estará conosco, principalmente porque foi o maior praser conhecê-la no início do mês.


Eu preciso me concentrar nas minhas 4 idéias de contos. 2 começadas e 2 imaginadas.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

"You see this life as nothing but a song without no rime"

Nós riamos muito quando ele colocou a calça apertada, tudo porque eu pedi. Tudo bem, eu estava com um vestido preto muito esquisito que ele sugeriu que eu usasse. Para ele eu estava linda, para mim ele era o único. Não importava que fantasia era aquela noite.
Mas, depois de um tempo aquilo virou só história. A quem eu contava a achava fora do contexto da vida, se vestir como o outro quer.
Eu gosto mesmo de pessoas que aceitam as nossas mudanças e loucuras, principalmente porque eu e ele sabiamos o que fazer. Quem mais me criticou, não. Apenas nos divertiamos e os precipitados nos julgavam erradamente e, ainda, não entendendo a magia da vida quando se ri. Não nos importamos com os comentários, mas aquilo me deixou intrigada, tudo poderia ser mais calmo.
Quando voltamos para casa, depois de um final de semana esquisito, tudo o que não aconteceu parecia que aconteceu. Decidimos viajar para uma cidade calma para poder passear e encontrar uns amigos. O que fizemos foi passar a noite no hotel ouvindo música e escrevendo, no dia seguinte passamos na melhor doceria. Na mesma noite voltamos contando toda a calmaria como se fosse o máximo que alguém pudesse atingir, como ir a Paris, por exemplo.
"Perderam um excelente show", disse um amigo que queria nos levar a um barzinho. Perdemos? Não, porque a nossa vida já é uma música. Para as pessoas é totalmente sem rima, mas, fazer o que? Essas pessoas não entendem a poesia.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Jogo: perguntas bobas, respostas boas

COMPLETE:
- Eu tenho: uma visão diferente
- Eu desejo: um mundo novo
- Eu odeio: quem odeia muito
- Eu escuto: música boa e silêncio
- Eu tenho medo de: fogo
- Eu não estou: conformada
- Eu estou: com cafeína na veia
- Eu perco: meu tempo com coisas inúteis
- Eu preciso: de um novo lugar
- Me dói: esperar por coisas que já espero

SIM OU NÃO?
- Tem um diário? Sim
- Gosta de cozinhar? Muito, mas tenho muito que aprender
- Gosta de tempestades? Se ela gostar de quem gosta dela
- Há algum segredo que vc não tenha contado à ninguém? Sim
- Acredita no amor? Por poucos segundos eu deixo de acreditar
- Toma banho todos os dias? Sim, quando não dá, fazer o que??
- Quer casar? Sim
- Quer ter filhos? Loucamente sim!

QUAL É?
- A frase que mais usa no msn: hahaha
- Sua banda favorita: isso não tá no plural...
- Seu maior desejo: melhorar o mundo
- 3 Lugares estranhos em que vc transaria: na lua, na chuva e numa biblioteca

OUTRAS PERGUNTAS
- Signo: Touro
- Cor dos olhos: Castanhos claros
- Numero favorito: 157
- Dia favorito: início de férias
- Mês favorito: Julho
- Estação do ano favorita: Inverno
- Café ou chá? Cappuccino
VOCÊ
- Tem problemas de auto estima: um pouco
- Abriria mão de ficar com alguém muito gato por respeito ao próximo: Sim
- Iria a uma micareta: jamais
- Cuidaria de amigos bêbados: Sim
- Dá toco sem problema nenhum: já dei!

NAS ULTIMAS 24HS VC:
- Chorou? Sim(com o perfume da minha mãe no pijama)
- Ajudou alguem? Sim
- Ficou doente? Não
- Foi ao cinema? Sim! Wall-e, o filme começou e eu já chorei!
- Disse “te amo”? Senti, apenas.
- Escreveu uma carta? Um e-mail, apenas.
- Falou com alguem? Muitas pessoas
- Teve uma conversa séria? Muito séria!
- Perdeu alguem? Quase quis isso
- Abraçou alguem? Não, mas deu vontade
- Brigou com algum parente? Muito pelo contrário
- Brigou com algum amigo? Yeah

ALGUMA VEZ VC PODERIA:
- Beijar alguem do mesmo sexo? Sem problema algum
- Fazer sexo com alguem do mesmo sexo? Nunca pensei nisso, talvez
- Saltar de paraquedas? Demorou!!
- Cantar em um karaoke? Lógico, o que importa é a emoção
- Ser vegetariano? Já sou!
- Se embebedar? Não!
- Roubar uma loja? Neeem
- Se maquiar em publico? Isso não é educado!

sábado, 12 de julho de 2008

Piratas do Caribe - A Espada e o Frango

Oh, Jack. Lutei por você a tarde toda, entre uma corrida de kart e uns strikes no boliche. Você me divertia com sei jeitinho de saturação de rum, que eu adoro. O Will me deixava indecisa, mas eu venci pelos dois. "Oh, capitain, my capitain", eu dizia a tarde toda quando você espaldeava os inimigos sozinho. Desviada de armadilhas e, que me deixou com raiva, beijou várias mulheres. Dizia que eu era a única, mas, e todas aquelas que te deram um tapa pode terem sido abandonadas?
Decidi ficar com o Turner mesmo, pelo menos ele não bebe.


Post ás dez para quatro da matina enquanto o primo Muri joga Piratas do Caribe(O Fim do Mundo). O intuito do jogo é você lutar com espada com vários carinhas doidos, como é no Wii, a espada mexe com o movimento da mão. E sempre que você tá morrendo, come frango. Ou seja, o que você mais faz no jogo é lutar e comer frango!
Deram o nome errado ao jogo!!

Faz 10 vezes que a gente tá jogando a mesma parte, tá muito difícil!! Dá muita raiva, decidi pegar o leptop e escrever enquanto vejo, tá uma loucura! É tornado, 4 monstros, tempo a seguir, frangos, raios!! Credo! É O FIM DO MUNDOOOOO!!
Hahaha

Então, notícias da escritora Guerra(todo mundo em paz, a Mariana, Guerra!; by Muri):
Consegui escrever um dos contos pra Café Espacial, intitulado Olhos Bipolares.
Quero escrever um mais calminho pro Tio Sergio escolher. Um com a nova Mari(a Guerra) e um by Mari(a menininha romântica).
Fui na Livraria HQ Mix esses dias, na quarta. Lá é uma vertigem! Parece sonho. Você respira quadrinho.

Mariana funga o ar, e diz:
ótimo sentir o aroma de arte.
Marina faz o mesmo e responde:
-Só sinto cheiro de cigarro.

Não quis dizer que quadrinhos são uma droga, mas foi o que aconteceu. Mas, arte é uma das melhores drogas do mundo, assim como a paixão. Mas, essa última pode acabar rápido; a Arte, é imortal.

Esse post tá grande, ? Vou contar uma história.

O copo estava mais quente do que ela gostava; mesmo assim, ousou um gole. Enquanto sua garganta queimava, seus olhos lacrimejavam; o liquido que seria seu mais novo vício infiltrava em seu corpo. Quando sua visão voltou ela olhou ao garoto que acompanhava as amigas na mesa; começava sua outra mania.

Agora a parte agoiante acabou. Estamos lutando contra os britânicos, entre frangos e faíscas de espadas. Amanhã eu volto pra Amapro. Aliás, estou em São Paulo, não contei isso no blog ainda. Mas volto no domingo para passar mais uma semana. Esses britânicos parecem padres, vestidos de pretos.

Estou narrando o jogo até fazermos final. 4h12. Cada vez mais tarde. Uma dúvida, como o Jack consegue lutar tão bêbado? Nos três filmes, em nenhum ele estava sóbrio. Em um, quando estava em uma ilha deserta para tartar o vício, achou um carregamento de rum enterrago. O Will Turner bebeu junto.

Enquete: quem é mais bonito?
  • Will Turner (Orlando Bloom)
  • Jack Sparrow(Jonny Depp)

Bom, vamos dormir. 4h20.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Sobre recomeçar

É realmente difícil refazer sua vida depois que tudo muda, principalmente quando você e um colegadecidem fazer coisas que te levam a sérias consequências. Pra que depois de engravidar ficar com o ruivo magricelo? É preferível o cara que toca guitarra. Enquanto a mãe cuida de seu filho adotivo, a verdadeira mãe dele passa a noite com o ex-futuro pai adotivo; e o pai original abre a caixa de tic-tac de laranja sobre a mobilha descartada.

sábado, 5 de julho de 2008

Cafeteria

Assim que cheguei, pude notar que ela me esperava lá há muito tempo; quando fica impaciente começa a rasgar papel - a mesa estava cheia deles. Ao chegar ao seu lado, nem me encarou, abriu a boca e pediu:
-Mais um cappuccino com chocolate, por favor.
-Amigo, -chamei o garçom- um cappuccino com bastante chocolate e um espresso, capricha no creme.
Ela me olhou assustada e se desculpou pela falta de atenção; mesmo após duas xícaras de café tradicional e outra com leite, estava desatenta, explicou-se enquanto me sentava.
-Por acaso me atrasei muito? - perguntei estranhando.
-Não, eu cheguei cedo mesmo! -ela sorriu- Tarde vazia, cheguei às 14h. -disse normalmente, eram 16h!- Mas, porque pediu com muito chocolate?
-Eu sei do que gosta. -soou normal. Éramos amigos desde meus 15 anos, naquele dia, faltavam dois meses para chegar aos 19- Como no dia da cachoeira, aquele gosto de chocolate na tua...
O garçom nos serviu, ela ficou pálida, fitou meus olhos de uma maneira que nunca fez. Contemplei-a, era linda, o cabelo ondulado caia leve nos ombros.
-Nossa, a cachoeira! -ela cortou o silêncio- Só fomos lá uma vez. Já faz um ano.
-Foi maravilhoso! -eu disse sorrindo- Em casa estava aquele calor terrível, quando você teve a idéia de me levar lá.
-A caminhada foi um pouco cansativa, -ela continuou o que eu dizia- a mata era densa, árvores enormes por todos os lados. Aquele aroma de natureza. -Você gritou tanto quando viu a cobra! -eu disse, rindo.
-Lógico! Ela era enorme! Você bem que ficou com medo! -ela se defendeu e desafiou-me - Tinham tantos liquens nos troncos, o ar de lá era puríssimo! Tanto que pude sentir o perfume delicioso das bromélias, isso porque é muito suave e doce.
Enquanto conversávamos, aquele cheiro de café, que há pouco me consumia, era substituído pelo da mata e, conforme as lembranças vinham, da cachoeira.
-Mas vimos a cascata e você correu para pular na piscina natural -divertia-se enquanto contava. Nunca vi água tão pura e viva, nadei tão forte para chegar até a queda d'água.
Fechei os olhos e acalmei-me ali, pude tirar o calor e a angústia, senti meu corpo desfalecer com a calmaria das sensações e o som zen. Queria ficar naquilo para sempre. Mas voltei para buscar aquela garota maravilhosa de biquíni vermelho; ainda me lembro de seus gritos quando a abracei, "Me solta! Você tá gelado! Não quero pular agora.", respondi, calmo, que não queria jogá-la.
-E você me beijou -ela completou, depois de lembrar-lhe daquela frescura. Ela disse que aquilo com um tom de reprovação; eu sorri, com a melhor cara de safado que pude arranjar. -Nunca senti boca tão gelada -ela continuou.
-Você tinha acabado de comer chocolate -brinquei.
Foi estranho voltar ao carro em um silêncio atordoante; talvez fosse o cansaço, nadamos tanto; ou foi o beijo, nunca mais tentei aquilo.
-Devemos voltar lá neste verão -ela sugeriu.
-Realmente -concordei.
Terminamos logo o café conversamos mais um pouco e resolvemos ir embora. Ela fez questão de pagar seus 4 cafezinhos; fiquei intrigado enquanto a observava, ela nunca gostou tanto assim de café. Ao sairmos ela sugeriu:
-Tem uma loja de chocolate aqui perto que é incrível, conhece?
-Sim, -respondi- mas o chocolate não é tão bom... -ela fez uma cara de "seu-estraga-prazeres" que eu sempre gostei- quanto o gosto que fica na tua boca após comê-lo.
Antes que ela pudesse ter alguma reação, beijei-a. Sua boca estava quente e com gosto de café. Não podia mais esperar para tocá-la, não importava o paladar, o tato ou a visão.



Mais um texto para a aula de Redação. Sabe que nota essa ganhou? Dez! :D

sexta-feira, 4 de julho de 2008

O Caos

O dia que a Internet parou e São Paulo parou junto

Foi na madrugada passada que eu descobri o que o estado de São Paulo viveria amargamente durante 24h. A Internet não conectava. Pode parecer pouca coisa para Mariana que tem acesso discado, mas não era. Liguei para a Juliana e ela contou que também não conseguia acessar. Achávamos que foi por conta de terem bloqueado o Google, mas fiquei de plantão na televisão e tudo se esclareceu: houve pane no sistema da Telefonica. Acabou na quinta por volta das 23h, mas o motivo não foi esclarecido.
O caos se instalou porque os sistemas públicos necessitam do acesso para operarem, para se ter uma idéia, não foram atendidas 20.000 pessoas no Poupa Tempo por falta de conexão. 800 carros não foram emplacados só na capital e dezenas de B.O.s não puderam ser feitos. Sem contar com as lan houses que dependem da Internet e outras empresas que operam online.
É ficando 24h sem Internet em apenas um estado que se faz pensar: e se a Internet apagar para sempre? Já calcularam os gastos, o mundo realmente entraria em caos e a maior parte dos serviços deixariam de existir.
A conexão continua lerda, mas pode ter certeza, ficar acordada até de madrugada para ouvir a Internet discando é um calmante, um sinal que o mundo voltou a girar para nós, paulistas. Acho que o único leitor desse blog que não enfrentou a pane foi o Anderson, , japa??

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Outros lugares

Fiquei perdido todo aquele tempo, nem sei o quanto foi. Perdido, chamando por solidão. Morrer sozinho, sem ninguém sofrer por mim, sem ninguém saber, sem se importar. Ela abriu a porta de sua casa, a dias, anos, não a via... de frente pra ela, ela me olha, eu estava acabado. Não tinha mais idéia do tempo.
-Por quanto tempo eu sumi? -perguntei, ela devia saber.
Esperava ouvir vinte anos, quando ela disse:
-Duas horas...
Ela estava assustada, eu senti isso.
-Quer entrar? -disse carinhosa, como sempre.
Eu entrei de má vontade, ela fez um gesto me convidando ao sofá. Me sentei, ela sentou ao meu lado e me olhou fundo.
-Eu não entendi o que aconteceu, -ela fala com cautela- nós estávamos conversando calmamente lá na praça, depois você me olhou estranho e...
-Pára de se importar comigo! Pára! -eu protestei.
Ela é sensível, os olhos maquiados e vermelhos, cheio de lágrimas que ainda não escorreram. Do que tinha culpa, ela não entendia o que se passava comigo. Eu estava preso, sem liberdade alguma. Como podia culpá-la, condená-la. Eu mesmo que me pus naquela situação. Deixá-la sofrer não seria certo; mas não consigo me controlar mais, não sou eu que faço isso. Estou dominado por aquilo que sempre temi e me entreguei.
-Não ouse derramar uma lágrima, -ameacei- se não aqui mesmo eu me mato. Se você chorar, merecerá meu sangue!
Assustada. Estava pálida, me encarava triste. Queria me calar, mas não conseguia; tinha toda a consciência do que fazia, mas não podia me conter. Eu fiz um pacto comigo mesmo, pararia de me drogar e daí merecia tê-la. Podia ver em seus olhos, ela gostava de mim; mas nunca gostou do meu hábito. A conheci quando estava drogado, fumei ao seu lado muitas outras vezes quando conseguimos nos encontrar. Outro dia, quando estávamos conversando ela me contou que tinha nojo de quem usa drogas e não conseguia entender como acabou conversando comigo. Para poder tê-la, eu teria que ser como ela espera que eu seja no mínimo. Prometi a mim mesmo parar com isso, até para o meu bem. Sou fraco, injetei e fumei até acabar com tudo que tinha em casa.
A amava. Por isso eu não podia vê-la mal, eu a amava. Sempre com seu jeito certinho, sua delicadeza. Todas aquelas coisas que me enjoam. Havia ali duas dúvidas enormes: como gostei dela e como ela se aproximou de mim? Cada um com seus desgostos no outro, nos tornamos próximos.
-Não diz isso... -ela pediu.
-Não preciso de ninguém. -disse firme, resistindo aos seus olhos.
-Marcos, se você não tem nem a si mesmo, você precisa de alguém. -disse com olhar de súplica.
Sozinho, eu não me acharia, porque eu me abandonei. Mas e ela? Eu estava mesmo sozinho? Ela me abraçava, queria me dar carinho, mostrar que eu tinha a ela. Só a ela, pois nem a mim eu tinha. Eu queria ela, mas ela sofrer por mim... não. A empurrei, ela caiu no chão e não conseguiu me olhar. Seu braço estava vermelho, pois havia a agarrado sem me dar conta. Teve medo de mim, vendo-a ali, caída e desprotegia, entendi que não precisava mais de pacto algum. Segurei-a mais forte ainda, onde doía, coloquei-a de pé.
-Marcos, pára! -ela pediu- Tá me machucando.
Até aquele momento não me dei conta, mas ela era linda. No ímpeto na minha loucura fitei-a. Deixei de ser humano, fui tão consumido que jamais podia voltar a ter sentimentos por ela. O que me deixou fazer aquilo? Eu a amava e machucava sem sentimento algum. Cai no chão e vi que tudo escureceu. Apenas me lembro de ter acordado no sofá da casa dela, será que tudo aquilo foi um pesadelo? Notei que ela estava no outro sofá, me olhando e cuidando de mim. Tinha uma xícara de chá na mão, observei seu corpo, o braço ainda estava vermelho; o pesadelo era real.
-Como você consegue?
-Consigo o quê?
-Machuquei teu braço e você tá aqui cuidando de mim.
-Marcos, você não estava bem. Foi culpa de...
-Ter me drogado, eu sei. Sou um idiota.
-É o maior idiota que eu já vi.
-Sou mesmo. O mais estúpido, menos sensível.
-O mais insano, por sinal.
Insanidade. Me lembrei de tudo que ela me disse naquela tarde, do porque foi falar comigo. Disse ela que, naquele show que nos vimos pela terceira vez, estava com os amigos e não conseguia mais aguentá-los, todos perfeitos, mais estranhos que ela. Então eu me aproximei e quis conversar com ela. Eu fumava e ela recusou sem pensar. Mas, quando se virou e viu seus amigos reclamando do som alto e querendo ir embora para o shopping, ela decidiu se apresentar.
-Lembra de quando nos conhecemos?
-Sim.
-Lembra do que você me disse? Do porquê foi falar comigo.
-Claro.
-Você é a mais insana.
-Talvez tenha razão. Quanto mais eu convivo contigo, mais eu entendo que aquilo foi a melhor solução. Olhei para meus amigos e vi minha vida certinha e chata, que eu sempre achei que fosse vida mesmo. Mas quando me deparei com aquele cara louco, drogado e animado, decidi dar uma chance às coisas novas que eu poderia conviver. Mas eu jamais quis ser como você, drogado. O que eu gosto de você é de não se importar com a opinião dos outros, de viver o que acha que tem que ser vivido.
-Roberta... obrigada por ser uma boba que cuida desse idiota.
Desmaiar foi a melhor solução, me perder na loucura por alguns minutos. Eu quase a matei, eu quase morri. Roberta foi a melhor solução para a minha vida. Aguentando meus ataques, minha fraqueza até que, por não poder me controlar, eu me perdi de vez. A última vez que fitei em seus olhos ela não estava assustada e nem aliviada. Garota forte, foi mais tempo tendo que se acostumar a não me ter do que tento que cuidar de mim. Eu a amei como nunca pude imaginar, aquela certinha. Roberta hoje caminha pelo parque se lembrando do que poderia não ter feito e, como consequência, teria a vida mais vazia.