quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Outra noite

Parece que não tem mais fim. Ela bate na porta dele, logo aqueles olhos azuis a recebe, ambos sorriem. Aquela camisa branca dele a lembra a da primeira vez que tiveram a sorte de se encontrarem. Se olha no espelho do quarto, cabelos cacheados caindo ao ombro da blusa rosa, acha que aquele jeans a deixa simples demais comparando-se a ele.
Sentam-se na cama.
-A gente precisa conversar - ele diz.
-Eu sei - ela responde.
Ela se levanta e vai ao banheiro, tira da bolsa a maquiagem e se olha no espelho. Ele, ainda na cama, ajusta a gola da camisa, deixando um silêncio entre os dois.
-Acredito que temos futuro, - recomeçou ela - você me fascina. Ainda falta muito para nos conhecermos, mas isso não é impedimento.
Ele concorda com a cabeça, ela volta ao quarto, os braços ele a envolvem, se sente protegida, se sente incapaz de fazer outra coisa a não ser tocá-lo.
-Vamos jantar? - ele pergunta.
-Na verdade, eu queria ficar mais um pouco contigo. - ela responde.
-Eu tenho espaço para ti na cama.
Ela ri, é o que mais quer.
-O que acha de me visitar no meu quarto? Se meus pais descobrem que não estou lá, me obrigam a dormir com eles - ela sugere.
O casal dá as mãos e sai pela porta. Quem diria que iriam se encontrar justo naquele hotel?

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Foi assim que recomçou

A garota chega ao portão da casa do avô, churrasco de família, nota que a piscina já foi ocupada por alguns convidados, entre eles, o...
-Menina! Que demora! Assim a carne esfria! - disse a avó a recebendo.
Ela sorri e entra na casa, o garoto da piscina se lembra dela. E reaparece na varanda de biquíni laranja e não consegue encará-lo, não imagina o que ele está fazendo ali. Curiosa, ao se sentar a mesa, pergunta ao avô se aquele garoto é algum primo distante.
-Aquele um pouco loiro, de olhos azuis... - ela o descreve ao avô.
-Não, ele é filho de um amigo que mora aqui perto - responde ele à neta.
Após o almoço eles se encontram na sala vazia. Se viram apenas uma vez, mas conversam naturalmente. Ele ficava corada a cada vez que notava o brilho dos olhos dele sobre ela. A tarde vinha chegando, ia ficando mais quente e a piscina era tentadora, ela resistiu e ele não. Assim que o garoto se retirou da sala, o pai dele entrou, nisso ela estava observando uma apostila sobre a estante do avô.
-É do meu filho, o garoto com quem estava conversando - Disse o homem interrompendo a curiosidade da garota.
-Então, o que isso faz aqui? - perguntou com um timbre estranho na voz.
-Seu avô nos ajudou muito a respeito disso. - Ele respondeu - É o sonho dele, mas não acredita no seu próprio potencial. Eu que tive de convencê-lo a prestar o vestibular. Não foi novidade alguma quando soubemos que passou, ele decidiu fazer a faculdade.

A garota pegou a apostila na mão, se aproximou do homem de cabelos grisalhos e sentou-se no sofá com ele.
-Mas faz alguns dias que ele desistiu - ele continuou -, sem motivo algum. Falei isso para o seu avô e ele decidiu ajudar, conversou com o meu filho. Não adiantou nada, tanto que deixou a apostila aqui para tentar esquecer de tudo.
A garota fitava aquelas palavras da capa. E não entendia como ele poderia fazer aquilo.
A tarde passou e o sol começou a se por, ainda havia pessoas na casa, o garoto de olhos azuis também. Ela notou que ele estava no pomar, sentado em um banco improvisado, pegou o livro e foi atrás dele.
-Não te entendo - foi a única coisa que saiu de sua boca para tentar convencê-lo.
-O que você está fazendo com isso? - perguntou ele irritado.
-Seu pai me contou tudo, não entendo como você pode desistir tão fácil do que gosta! - ela se defendeu.
-Esquece isso! - disse ele secamente, se levantou e a deixou sozinha.
Ela se levantou rapidamente e, com a apostila em uma mão e o braço do garoto em outra, disse em seu tom de voz mais firme o possível:
-Você tem que acreditar em si mesmo! Eu andei vendo suas anotações no livro, você é muito bom!
Ele a olhou, seus olhos estavam tristes, porém, maduros. Ela continuou:
-Não me faça desacreditar em você!
Ainda segurava seu braço e, quando notou, ele também havia pegado na apostila.
-Quem sabe - ele tentou algumas palavras - você não está certa?
Um meigo sorriso surgiu nos lábios da garota, ele a acompanhou. Sua mão deslizou até a dele, a segurou. Foram juntos para a sala e aquele livro voltou para a mochila do garoto.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Declaração de amor

E ela se vai, sem ao menos dar adeus. Eu a amo tanto, é terrível ter que me separar dela. O tempo até que é pouco, mas já que se trata dela, parece uma eternidade. Ela sempre volta, por enquanto não me preocupa ficar sem ela, pois eu sei que a terei novamente.
Os poucos meses que eu fico com ela são, geralmente, os melhores. Nos divertimos, passamos a noite em claro nos amando. Ela é incrível. Quando está para vir, fico ansioso, só sei fazer esperar, fico a imaginando, tão linda. E quando, finalmente, está diante de mim, eu a abraço e a amo.
Mas o tempo nos pega e ela tem que partir, eu geralmente conto, chateado, os dias que faltam. E a gente se ama mais ainda no final, porque eu sei que vou sentir falta dela. Então a gente passeia juntos, a gente ri, come muitos doces(para quando comê-los novamente, lembrarmos desses dias).
Eu sei que outras pessoas a amam tanto quanto eu, mas isso não me intimida, isso prova o quando ela é boa.
E hoje é o seu último dia comigo, ainda bem que é apenas nesse semestre, ao começar o próximo, ela volta.

Férias, te amo muito.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Só de passagem

O pressentimento foi intenso, e se comprovou verdadeiro. Os olhos da garota foram parar para fora da jenela do carro por simples acaso, acabou por reencontrar os dele. Um sorriso dela veio, mas ambos seguiram em frente.
O que mais lamenta é o fato irem para lados opostos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Uma pincelada de vermelho

Ele, cuidadosamente, colocou sua mão na cintura dela. Foi aonde a noite começou. Ela fitou seus olhos azuis, entre os dois ocupavam-se uma música e algumas pessoas. Foram facilmente superáveis assim que ela decidiu se entregar a intensidade. Ele falou em seu ouvido coisas tímidas e sem jeito, a voz dele entrou em seu sorriso.
As possibilidades daquela noite eram tantas, podem dizer que ela se deixou levar, mas aqueles olhos cor de mel não mentem quando brilham. Ela ria, seu sorriso era sincero, puxava o lábio para a direita. Aquele vermelho natural o fazia olhá-lo.
Pegou em sua mão, macia e carinhosa, segurava a dele como se estivesse fazendo carinho em uma flor. Ela toda era leve, seu andar risonho continha uma suavidade, mas, fazia-se notar a determinação. Uma sedução tão eclética, a firmeza e a doçura, a verdade e o vermelho, seus lábios e o levantar desafiador da sobrancelha.
Pôs-se na frente dele, sua boca se abriu em um sorriso, ele beijou-a. Começou a conhecer os prazeres da vida, ele a abraçava de tal forma que se sentia o mesmo corpo que ele. Ela deslizava seus dedos entre o castanho claro dele, sentia ele delirar. E quanto mais um se divertia, mais o outro exaltava-se.
Aqueles lábios vermelhos eram mordidos enlouquecedoramente, sentia que aquilo jamais poderia acabar. A mão dele passou por seu corpo: o pescoço foi o primeiro a experimentar, suas costas nuas sentiram o toque que lhe fascinava, aonde o vestido voltava a cobrir, sentia uma aventura.
Como aquela pele era afortunada, os lábios dele voltaram a encantar o pescoço dela.
A despedida não deixou por menos, a abraçou de tal forma que a idéia de intensidade nunca mais foi a mesma. E com um sorriso, com aquele vermelho, se despediu. Naqueles olhos azuis ficaram para sempre a sensação e a atração esperando um novo desafiar de cores.
"Até o próximo beijo."

domingo, 3 de fevereiro de 2008

O sonho acabou...

Nem rosquinha ou quindim resolve, se for levar em consideração aquela piada do padeiro e o Jonh Lennon.
Mas eu não sou uma blogueira da Capricho, isso foi um choque. Mesmo tendo que aprender que o importante foi competir, não dá pra não ver o site e não me sentir triste. Todo aquele esforço e desejo não serviram para nada. Fiquei três dias esperando me ligarem, olhei meu e-mail e não tinha recebido nada que fosse deles e quando entrei no site que foi o choque maior.
Dá uma vontade tremenda de desistir de tudo. Nem adianta alguém ousar me consolar e falar "coisas vão para melhores vir", porque eu criei essa frase e isso não funciona comigo. Quem é meu amigo imagina que eu queria ouvir um "como pode? Você deveria ter entrado, você é melhor que muita garotinha lá! Jamais desista disso, se desistir eu vou ficar decepcionado". Mas não quero ouvir isso só porque eu disse que gostaria de ouvi-la.

http://capricho.abril.com.br/tudodeblog/
Quem quiser saber as garotas que conseguiram.

Quer saber? É difícil acreditar no próprio potencial depois de tanto falarem e logo de cara quebrar a cara.
Foram mais de 1300 inscrições para 130 vagas. E nenhuma delas foi minha.