domingo, 17 de fevereiro de 2008

Foi assim que recomçou

A garota chega ao portão da casa do avô, churrasco de família, nota que a piscina já foi ocupada por alguns convidados, entre eles, o...
-Menina! Que demora! Assim a carne esfria! - disse a avó a recebendo.
Ela sorri e entra na casa, o garoto da piscina se lembra dela. E reaparece na varanda de biquíni laranja e não consegue encará-lo, não imagina o que ele está fazendo ali. Curiosa, ao se sentar a mesa, pergunta ao avô se aquele garoto é algum primo distante.
-Aquele um pouco loiro, de olhos azuis... - ela o descreve ao avô.
-Não, ele é filho de um amigo que mora aqui perto - responde ele à neta.
Após o almoço eles se encontram na sala vazia. Se viram apenas uma vez, mas conversam naturalmente. Ele ficava corada a cada vez que notava o brilho dos olhos dele sobre ela. A tarde vinha chegando, ia ficando mais quente e a piscina era tentadora, ela resistiu e ele não. Assim que o garoto se retirou da sala, o pai dele entrou, nisso ela estava observando uma apostila sobre a estante do avô.
-É do meu filho, o garoto com quem estava conversando - Disse o homem interrompendo a curiosidade da garota.
-Então, o que isso faz aqui? - perguntou com um timbre estranho na voz.
-Seu avô nos ajudou muito a respeito disso. - Ele respondeu - É o sonho dele, mas não acredita no seu próprio potencial. Eu que tive de convencê-lo a prestar o vestibular. Não foi novidade alguma quando soubemos que passou, ele decidiu fazer a faculdade.

A garota pegou a apostila na mão, se aproximou do homem de cabelos grisalhos e sentou-se no sofá com ele.
-Mas faz alguns dias que ele desistiu - ele continuou -, sem motivo algum. Falei isso para o seu avô e ele decidiu ajudar, conversou com o meu filho. Não adiantou nada, tanto que deixou a apostila aqui para tentar esquecer de tudo.
A garota fitava aquelas palavras da capa. E não entendia como ele poderia fazer aquilo.
A tarde passou e o sol começou a se por, ainda havia pessoas na casa, o garoto de olhos azuis também. Ela notou que ele estava no pomar, sentado em um banco improvisado, pegou o livro e foi atrás dele.
-Não te entendo - foi a única coisa que saiu de sua boca para tentar convencê-lo.
-O que você está fazendo com isso? - perguntou ele irritado.
-Seu pai me contou tudo, não entendo como você pode desistir tão fácil do que gosta! - ela se defendeu.
-Esquece isso! - disse ele secamente, se levantou e a deixou sozinha.
Ela se levantou rapidamente e, com a apostila em uma mão e o braço do garoto em outra, disse em seu tom de voz mais firme o possível:
-Você tem que acreditar em si mesmo! Eu andei vendo suas anotações no livro, você é muito bom!
Ele a olhou, seus olhos estavam tristes, porém, maduros. Ela continuou:
-Não me faça desacreditar em você!
Ainda segurava seu braço e, quando notou, ele também havia pegado na apostila.
-Quem sabe - ele tentou algumas palavras - você não está certa?
Um meigo sorriso surgiu nos lábios da garota, ele a acompanhou. Sua mão deslizou até a dele, a segurou. Foram juntos para a sala e aquele livro voltou para a mochila do garoto.

3 comentários:

Anderson disse...

=O

que da hora! ^^

tirou de um livro ou saiu da cabeca? =OOOOO

nossa esse foi legal... eh uma boa licao pra quem perdeu as forcas xDDDD

valeu por essa may! sinceramente dizendo eu jah estava perdendo forcas... e axo que me animei um pouquinho! ^^

arigatou neh! ^^

te amo muitooooooooooo ^^

beijao!

Mariana Guerra disse...

Esse saiu de um sonho.
Fico feliz que tenha lhe ajudado!
^_^

Juliano disse...

Ótimo texto !
Acho muito boa a sua linha de raciocínio ! Coisa que eu não tenho muito (:

Parabéns !