terça-feira, 29 de abril de 2008

O Prazer do Frio

Manhã de outono, a época favorita de Camile em Paris. Gosta de despertar junto do Sol e, enquanto toma seu chá de maçã, observa a névoa dando melancolia à beleza da Tour Eiffel. Antes de sair, lembra-se de pegar sua sombrinha verde.
Seu maior prazer é andar devagar e sentir o princípio de frio que lhe dá a melhor das sensações. E no meio de seu passeio, em um campo aberto, Camile olhava o azul calmo; Claude fazia o mesmo, coicidentemente naquele campo da moça. Notou que era ela ao reconhecer um de seus doces perfumes, Camile costumeiramente exala chocolate, maçã e encanto, ele sempre sente-os ao se aproximar da boca da garota. Ao vê-la, com um aconchegante vestido branco(ao qual havia um detalhe, uma flor vermelha, a mesma cor dos l´bios que Claude tanto aprecia), sorriu.
Camile notou uma presença e, após parar seus olhos no rapaz, ela assemelhou seu sentimento com o odor de oxigênio em combustão, pois quando o vê, ela perde o ar. Fita-o intensamente, acostuma-se com a química e lhe dá um sorriso.
Claude, por sua vez, observa sua echarpe esvoaçante, ele admira tudo nela; sorri, ainda mais, perdido à ela. O prazer do frio, o perfume de maçã e falta de ar.
A distância entre eles é menor, mais combustão, Camile fita-o e sente o mundo se perdendo por sua pele, ela pode sentir o gosto de licor de chocolate que ele havia tomado a pouco, ela perde o ar e desmaia sua boca na dele.
Claude e Camile se misturaram como na noite, em frente a lareira, que tomavam chá de maçã e comiam chocolate, ele olhou-a, ela fitou-p; no inverno passado ocorreu a ciência do que havia entre eles. Na manhã de outono as coisas são simplesmente amenas.



Quando eu descrevi o quadro e confrontei opiniões, descobri que o outono me deixa melancólica. Ou eu que me tornei melancólica?

Quadro: Mulher com sombrinha, de Monet

2 comentários:

Anderson disse...

melancolica? xD

eu to melancolico desde que eu vim pra k xDDD

aehueheuheuhEUEHUhuHeuha

belo texto =)

bjos love love you!

Mário Cau disse...

Monet era um gênio.
Era um pássaro voando numa direção errada, na era certa. E isso fez com que se voasse mais longe.
Impressionismo foi algo necessário na história da arte, pra mostrar pras pessoas que nada é perfeito nem ideal.
Apésar de ser, por dentro.
A aparência, a impressãpo, persiste, e é isso que se mostra. Tudo que se vê por debaixo disso, pertence ao interior decada um.

Adorei o post, ainda mais por tersido baseado na minha velhae cara moça de sombrinha.

Rock on!
Bjo!