segunda-feira, 29 de setembro de 2008

As folhas laranjas no chão

Ela estava na praça com uma amiga quando o viu conversando com uma conhecida. Não pensou muito e logo correu para abraçá-lp. Despediram-se das outras garotas, afinal, a saudade era enorme. Caminharam até um parque próximo, falaram apenas de coisas boas.
O Sol de fim de tarde iluminava profundamente o caminho de terra com árvores. Repousaram de baixo de uma delas, seu tronco era bem grosso e estava descascando, as folhas estavam laranjas e haviam algumas espalhadas no chão. Um gramado com um verde tão vivo e intenso a fazia aceditar cada vez mais na vida.
E o Sol iluminava também seus rostos e a saudade da garota. Ele a abraçou e seus lábios acabaram se entendendo, calmamente, em um beijo. Ela fechou os olhos, poderia viver aquilo para sempre; quando abriu-os novamente, acordou.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A Música

Em uma noite silenciosa, onde os versos e notas ecoam, onde nos apaixonamos por eles e pedimos que se casem conosco, que se casem com nossos sonhos e lembranças.
Ela atrai aquelas cores do nosso dia; a paixão, a alegria, a liberdade e até mesmo a loucura. As cores que combinam com as coisas e com a múscia.
Poderia ser um falecer do Sol ou nascer da esperança, quem sabe o selo dos amantes ou o relógio da mesa.
Uma breve liberdade, o vendo que coiça os cabelos fazendo sua alma profunda como aquilo que te prende. Quem sabe uma estranha sensação de alegria. Ou satisfação.



Escrito em 2007, ouvindo 22-11 do Teatro Mágico enquanto se segue o suplemento de leitura do livro "Desenho Mudo".

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Roxo

Você não conseguia ver as flores no jardim, seu dia começou mal, começou sem sol. Queria poder fazer algo para colorir o que quase estava perdido, chamar o seu sorriso.
Parecia que tudo ia te engolir, as paredes te prendiam e a roupa te sufocava. Pouco era o que você fazia para muito ter o que sofrer.
Seu sorriso me contagia, fico tão bem ao te ver assim. Mas quando as asas negras voam sobre você, é como se elas também viessem em minha direção.
Sentei no sofá e deitei sua cabeça no meu colo. Seus olhos me fitavam, com um carinho imenso, agradecendo por uma coisa boa no dia. O que você não sabe é que tive que engolir tudo o que sentia e te ouvir, só para o sol brilhar no teu dia.

Escrito no dia 22 de junho de 2006.

domingo, 21 de setembro de 2008

Longe, lá longe...

E não é longe que fica para sempre. Um dia eu também vou morar lá, mas já agora estou distante de você - coisa que eu não gostaria. Ok, mas o que acontece não sou eu e você, é você e ele.
Eu já disse e repito - que fase clichê -, acredite no amor. Você fez isso o tempo todo, né? Eu sei. Espere. Esperar é chato e eu não gosto. Mas você consegue.
(silêncio de 10 min)
Eu também te amo, tá? Ouça o que o Dr. Adriano me disse uma vez quando eu pus o aparelho: depois que coloca, quando você viu já passou um ano. Verdade, já faz 1 ano e meio e agora eu tô com o móvel. Logo ele volta.

Confissões inúteis(para quem não entende)

Faz quase uma hora que eu penso sobre o assunto e não consigo digitá-lo, apenas olho o monitor, tentando retardar o momento de confessar isso. Essa crueldade é como negar meus sentimentos, apenas o faço pois os complementos não são muito agradáveis e favoráveis.
Tudo começou há um ano, quando eu conheci o Guilherme. Acabei por conhecer não apenas toda a turma dele, mas, especialmente, o melhor amigo dele. Dizer isso é quase como dizer "seria melhor se eu não tevisse o conhecido". Mas, o que eu queria fazer esse ano?
Viver.
E isso é vida. Uma forma bem tímida de vida. Sorrir no corredor, observar as palavras e sentar ao lado. Depois disso mandar um e-mail para a melhor-amiga-fake falando o que sente.
Eu falei muito disso comigo mesma.
Eu estou afim do Bruno.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Writers

Naquela tarde em que o céu se transformou em uma obra de arte e teus olhos o fitavam com toda a seriedade e profundidade, notei que, além de tua pele e carne, tens vida. Mas não uma vida como outra qualquer, tens vida difícil. Pessoas cujo contam histórias tocando o papel com a caneta, vivem de coisas difíceis. Se não houver luta, desejo, confiança e dor, não há vida.
Tens olhos ainda fitavam as cores se mesclando no céu. Desejos que, no horizonte, seriam alcançados, morriam em vontades não ditas pela sua boca sedenta de liberdade.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Meio de semana

Quando entrou no quarto, ele arruamva o armário, tirava algumas roupas velhas e vários tesouros guardados. Ela tinha orgulho de vê-lo executando tal tarefa. Tirava seu passado amargurado e o depositava em sacolas, ele se desfasia das noites ruins e dias cansativos.
Ela puxou a cadeira da escrivaninha e sentou-se. Ele começou a tirar todas as outras roupas, colocava-as na mala. Fuga? Sim, fugiria para sua nova vida.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Um site legal

Oie

Como hoje não tem nada de novo para ler, fuçem o Found Magazine, esse site já me animou várias tardes e me fez rir demais com o Caio.

:D

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Várias histórias

Ria descontroladamente, ele adora fazâ-lo e ela a
dora observá-lo. Não foi muito engraçado, mas ele fazia questão de rir daquela maneira.
Ela permanecia em silêncio, apenas gostaria de entender como ele via graça em tudo.
-Não é de tudo - ele se defendia -, é da vida.

domingo, 14 de setembro de 2008

Conversa Particular

-Você não entende - ele diz.
-É claro que entendo - ela fala.
-Você acha que entende - ele diz.
-Não confia em mim? - ela perguntou.
-Confio - ele responde.
-Então me diz - ela pediu.
-Você nunca a viu - ele fala.
-E daí? - ela retruca.
-E daí você não vai entender - ele informa.
-Mas eu quero saber - ela insiste.
-Você é chata, hein? - ele diz.
-Sou mesmo - ela fala.
-Por acaso você já viu um show de rock? - ele pergunta.
-Já - ela responde.
-Então você vai entender - ele concorda.
-Tá, então fala - ela pede.
-Ela - ele diz.
-Ela quem? - ela indaga.
-A Música - ele responde.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Fingidos

O clima estava tenso, após uma ano fingindo que o outro não existia, se redimiram e concordaram que aquela época foi boa. Estavam no cinema, o pior lugar para se decidir algo verbalmente, lá o encontro deve conter apenas ações.
Ele olhava para a tela, ela olhava para ele. Ele permanecia com a mão sobre o colo, tinha as dela sobre o porta copos. Ele assistia ao filme, ela fingia.
Ela esperou um ano para ver se agora dava certo ele apenas assistia ao filme. Sua mão acabou escorregando do porta copos e caiu sobre o colo dele; rapidamente, voltou com ele sobre o porta copos. Ele assistia ao filme.
-Eu vou ao banheiro, ok? - ela disse.
-Vou junto. - ele disse.
Seria uma boa oportunidade para conversarem. Até que ele realmente entrou no banheiro e, ela, fingiu, assim que ele trancou a porta ela saiu do cinema.

Layer Zero pelos críticos

O Mário estava procurando suas publicações pela net, quando, derrepente, se depara com isto.
Sendo mais clara:

Antologia explorando os temas Insônia e Tempo.
Antologias são quase sempre um saco de misturas. Elas não podem fazer nada respeito, é o jeito que elas são. O problema que geralmente tenho com elas é que sinto que as boas histórias parecem de alguma forma prejudicadas pela presença das porcarias.
As que funcionam, funcionam por causa de padrões editoriais aplicados, bons critérios de seleção e um com calibre de escritores e artistas.Dito isso, eu entendo seu propósito. Artistas e escritores novos tê ma chance de mostrar seu trabalho quando nenhuma outra companhia maior de HQ daria espaço. O que eles fazem é claramente valorizado. Às vezes, eles oferecem ao leitor a oportunidade de ver os criadores de HQ de manhã darem seus primeiros passos na indústira. Layer Zero apresenta muitos criadores ainda desconhecidos, mas também mostra alguns que foram para coisas melhores, mais notadamente Cy Dethlan.As várias histórias na antologia são geralmente de alta qualidade. Alguns roteiros são estranhos mas com esses termos, é óbvio que você vai ver um pouco de loucura.A arte varia do amadorismo e um pouco fraco para o incrivelmente brilhante (nas histórias "Undone" e "Dry Leaves")
Há grande variedade aí e felizmente essa antologia bem apresentada é mais boa do que ruim, então acho que Layer Zero definitivamente merece ser lida.
Por Glen Carter(tradução: Mário Cau)
Aliás, a coletânea recebeu, de 0 a 10, nota 8!
Ok, digamos que eu tenho muito que agradecer ao Senhor Cau. Se ele não tivesse feito do mini-conto uma HQ, não teria parado aí.
Obrigada, brother! Você sabe que eu devo muito do meu lado artista a você, cada vez mais!
Aliás, é só o começo!
Hehehehe
Obrigada também todo mundo que acredita em mim!
\m/~
Leia Dry Leves aqui.
Leia Folhas Secas aqui.
Leia a crítica original aqui.
Leia o Blog do Mário Cau aqui.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Where are you?

Ela jamais imaginou que conseguiria dançar sem tê-lo ali. Mas naquela noite ela o fez, era festa de sua amiga e as músicas que tocavam não faziam parte de seu gosto musical, mas ela se entregou a ele e à dança.
Conseguia senti-lo, e, quando seu corpo acompanhou o ritmo do som, ela decidiu dançar para ele, daria seu melhor e imaginou ele olhando-a. Se ela precisava disso para ele, finalmente, notar o que sentia, ela o faria.
Seus braços contornavam levemente seu corpo, fecheva os olhos e deixava a música entrar nela, seu quadril mechia conforme queria lhe tirar o ar. Ela encarava o nada como se fosse ele.
Ouve o momento que tocou a música deles, tomou ciência da distância e gritou o que vinha, "tente me ouvir agora", de alguma maneira eles estariam ligados, pela música. Cada refrão fazia sentido na ausência dele.
Se ela não poderia tê-lo, ela fez com que ele se apaixonasse de longe

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Pó de café

É um vício. Ela sempre punha um café na mesa. Minuciosamente, experimentava um odor a cada conto: cada cafeteria tem seu pó. Ela queria todos.
Visitou os das páginas laranjas da revista e fazia questão de ir sempre aos favoritos.
Se você sempre encontrar alguém em um café com poltronas, lustres diferentes, quadros parasienses, placa de 24h ou até mesmo um mezanino, é por causa dela.
Sua casa era um café, seus melhores momentos se passavam em um com grandes janelas e bancos aconchegantes.
Seus sonhos tinham uma boa música e um copo de papel com cappuccino quente com muito chocolate.
Eu confesso, ela sou eu.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

"M"

E quando a vida muda, a arte volta. As flores ficam roxas e a gente lê os livros rindo.
Tá tudo melhor, quando meu celular toca "Alguma Coisa", já se abre um sorriso e a certeza de um dia melhor. Eu acabo perdendo o sono apenas porque minha vida está tão boa que eu não consigo parar de escrever. E farei isso pelo resto da minha vida.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Tempo

Hey!
Um editorial para compensar.
Tenho muitos textos para postar, mas são muitos e só no finde posso digitá-los.
De qualquer maneira, venho fazer um pedido.
Votem no "Luz, câmera, diversão!" no http://www.sistemapoliedro.com.br/festivaldevideo/
É o vídeo das minhas amigas que ficaram no Villa. É chato de explicar a história xD

Obrigada pelos elogios do último texto, meus caros!

Beijos