segunda-feira, 27 de outubro de 2008

eu fragmentado

Já li esse livro, já vi esse filme, já contei essa estória antes e sei exatamente como tudo se repete. Devo não ter aprendido o que precisava ou então eu sou a mais falha das criaturas. Aquela que insiste nos mesmos erros, que comete os mesmos pecados, que tem os mesmos deslizes e que sente tudo errado, de novo.

"Tem coisa mais triste que gente feliz entristecida?"
Juliana Kalid

Escrito por Telma no My colorful Word
Fim da Primeira Semana do Intercâmbio

domingo, 26 de outubro de 2008

Você

Sinestesia, catarse, transcendência
Arrepio
Beijo na nuca
Pensamento
Desenho na areia da praia
Sentimento
Atrito das lembranças
Quase saudade de você.

Uma saudade tatuada
Seu desenho
Reticência sem fim
O fim é o encontro, o toque, o beijo, o abraço
O mar infinito
O doce mar infinito.

O doce, pede mais
Quero mais
Sonho mais
Desejo mais
O mais, o desejo, o mar, vão além
Sempre além
Além mar, mas não infinito
No finito do infinito.

No toque, você
Tudo que na areia da praia se desenha
Pleno de lembranças, de corpos
Corpos, catarse, transcendência
O movimento não tem fim
Como as ondas do mar sem fim
Reticência...

Toque das mãos, dedos que se cruzam, segredos
Braços que aproximam, abrigo
Esconderijo, tesouro
Raro, escondido, camuflado
De buscas, de merecimentos, de tempos
Encontrado.

Poder ficar nu, escancarado
Sem fronteiras
Sem rostos ruborizados
Toque de lábios
Abraços
Palavras ausentes
Tampouco necessárias.
O som do mar cobre tudo em silêncios
Lindo como sempre esteve
Do começo ao fim
Único.


Escrito por Telma no My colorful Word

sábado, 25 de outubro de 2008

Taxonomia

Um verbo: transitivo
Um lugar: tão longe
Um adjetivo: tétrico
Um carinho: ternura
Um objeto: telescópio
Um excesso: transtorno
Uma falta: tormento

Uma dor: tão
Uma recusa: tabu
Uma saudade: tempo
Uma marca: tatuagem
Uma palavra: transcender
Uma qualidade: tenacidade
Um defeito: teimosia
Uma proteção: trincheira
Uma igualdade: tal qual
Uma diferença: tolice
Um gosto: tempero
Um sem gosto: trivial
Um sim: também
Um não: tampouco.
Um tempo: temporal

Um sentido: tangível
Um desejo: tácito
Um perdão: tesouro
Um estado: todo
Uma sensação: tesão
Uma regra: tradição
Uma verdade: teorema
Uma amizade: talismã
Uma incerteza: talvez
Uma certeza: turbilhão
Pra começar: tentativa
Pra acabar: tchau
Pra acalmar: Trindade
Pra ajudar: tônico
Pra chorar: tristeza
Pra alegrar: tanto
Pra ver: tato
Pra não ver: tapume
Por saber: técnica
Por não saber: talento
O que passa: temporário
O que não passa: temporão

Da música: tom Da voz: timbre Do corpo: toque Da alma: tamanho
Da cor: tonalidade Da vida: trecho Da morte: temor De nome: Telma
De Telma: TOTALIDADE.


Escrito por Telma no My colorful Word

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sentidos

Têem sido dias diferentes ao redor. É estranho perceber que há muito mais que 15 passos até a porta do vizinho. Eu perco a noção das horas. Me desencontro dos dias da semana. É tão profunda a tua maneira de me explicar segredos. Nascer, crescer e morrer me assusta. Mudanças calam sentimentos. Choro uma incapacidade de tudo quanto cabe na minha mão. Um mundo à observar.

Um único lugar. Um único dia. Quantas pessoas te abraçaram? Pra quantas você sorriu? Quantas novidades te contaram? Quantos sonhos você viu? O que te desejaram? Quantos obrigados você ouviu? Que sentidos te aguçaram? Que refrão você repetiu? Há muito, muito mais pra experimentar do que você jamais imaginaria. Em todos os lugares, por todos os dias.



A esperança é mutável.
Ore!

Escrito por Telma no My colorful Word

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Relíquia

Eu sinto por não ter nenhuma foto sua para me fazer companhia em cada dia cinza. Algo que eu pudesse olhar, segurar e que pudesse talvez fazer realidade novamente. Tudo o que eu tenho de você são memórias. Memórias de mente e coração. Tudo que posso vasculhar dentro de mim para encontrar você, farei. No cinza, em chuvas, a cada dia. O que eu guardo de você ninguém pode ver, e sentir jamais. O que eu guardo de você é à cores. O sorriso, o jeito de falar, os trejeitos e os defeitos. O que eu guardo de você é meu e eterno.

Eterna saudade... Você.

Escrito por Telma em My colorful Word

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Sensível

...Quisera...
Quisera eu voltar o tempo, viver as coisas que eu já vivi de forma diferente. Acelerar o tempo e viver o futuro logo, aquele que me espera na próxima vez que eu respirar.
Se eu pudesse olhar para esse mesmo futuro e ter a certeza ou a quase certeza ou mesmo a ilusão da certeza de que eu posso dobrar a esquina sem medo, que eu posso cometer qualquer erro inocente e que eu posso enfrentar tudo e todos sem que eu sinta a pele dilacerar, eu assim o faria. E assim seria outra, nova, pura.
...Quimera...


Escrito por Telma no My colorful Word

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Desassossego

Eu descobri. Descobri que quero preencher com palavras todos os cantos que você deixou em branco quando partiu. Sei que elas não serão as mais doces, nem mesmo poderão me acalentar. Não serão digeríveis ou tangíveis. Elas serão sim aquelas marcadas pelo vazio, pela melancolia trazida nos olhos de quem não vê o finito das coisas. Aquelas descoradas e gastas de si mesmo, jamais entendidas.
Eu me cerco então em páginas, capítulos e livros de mim. Todos empilhados à altura da mão estendida e dos sentidos famintos. Um mundo ao redor das estórias pisadas e repisadas. E a cada linha, espremida com tamanha força, cada letra do seu nome irá saltar. E assim, da reescrita de todas as palavras haverá uma nova ordem, em cada canto, um novo conto em branco se descobrirá.

Escrito por: Telma do My colorful Word.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Semana do Intercâmbio

A Semana do Intercâmbio quer dizer: uma semana sem posts meus, mas de um blog que eu acabei me apaixonando. Talvez role outras semanas assim, tipo quando eu esqueço que sou uma tentativa de escritora e preciso postar. Ok, aproveitem.

O blog: My colorful Word
A autora: Telma

Perguntas freqüentes:
Da onde?: Minha professor de inglês na JET
O que ela faz da vida?: ela dá aula de inglês
O que ela fez para ser assim?: nasceu e fez faculdade de letras
Porque ela foi escolhida?: Porque o blog dela me diverte e me inspira
Porque a Mariana teve essa idéia?: achei que fosse legal as pessoas conhecerem outras pessoas
É obrigatório comentar?: Sim!
Se for legal e eu viciar, o que faço?: Entra no tanta-palavra.blogspot.com e leia mais
Posso fazer um protesto para a semana durar 14 dias?: Sim, fique a vontade.
Eu posso ignorar tudo isso e seguir a vida feliz?: Não, você jamais será feliz sem cultura. Agora, se você não ligar pra isso, sim.
A Telma é legal?: Sim, se você falar em inglês na aula dela ela é mais legal ainda
A Telma gosta de Teatro Mágico?: Sim
A Telma tem orkut?: Sim
A Telma vai rir quando ler tudo isso?: pode apostar que sim
O que eu faço a partir de agora?: visite o blog todos os dias e comente


O blog My colorful Word é escrito por Telma desde o dia 15 de dezembro de 2005 e tem uns botõezinhos muitos fofos.

sábado, 18 de outubro de 2008

A gente


Minha semana por aqui acaba hoje. Ela foi boa, foi realmente, como você havia me dito, férias. Novamente, eu senti uma mudança. Quero cortar meu cabelo daquele jeito que você olharia e diria: "combinou perfeitamente com a nossa futura tinta vermelha". Eu passei essa semana aproveitando a arte e a diversão.
Eu me esforcei ao máximo para achar feliz aquela pessoa que começa a rir sem motivo, e eu acho que fiquei assim. Talvez a vida realmente mereça isso, risadas a qualquer hora. Talvez? O que eu estou falando, é claro que merece!
Entre copos de café, doces na sala e seriados no quarto, eu joguei video game e parei de ter medo de coisas que estão dentro de uma tela. Qualquer coisa chama o 190 ou os bombeiros, anyway, se eu tenho você comigo, eu não tenho medo.
Enquanto eu ia aos bares, às ruas e avenidas, eu pensava em você e se iria gostar daquela foto. Eu te disse, né? Andando por aqui, sentindo essa cidade, eu descobri o quanto nós combinamos com ela.
Uma viagem que eu esperava arte, diversão e primas, eu notei como a gente, você aí longe, se dá bem. Não sei você, mas essa semana deixou tudo tão... como nós mereciamos! Eu preciso de uma declaração em publico, eu nem quero saber sua opinião sobre isso, mas eu não tenho receio de deixar todo mundo(quem eu gosto ou não) saber. Eu sou apaixonada por você. Não foi preciso eu me afastar para perceber, me afastar e ficar acordada até 2h10 de um sábado que nem começou foi necessário para não pensar muito antes de postar.
Mas, e aí, gostou da foto?

sábado, 11 de outubro de 2008

Aqueles momentos Pieces

Esperavam vir buscá-la, ambos encostados na parede e observavam a rua cheia de carros. O homem e a garota conversavam. Sobre arte e sorvetes. Logo o assunto acabou. Silêncio.
Ambos olham na mesma direção. Ela tinha uma lata de Coca na mão, a qual durante toda a conversa pouco deu atenção. Finalmente, toma um gole.
-Tá quente

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Tudo acontece...

Saí da piscóloga e decidi caminhar pelo bairro. Minha primeira conclusão foi de que não é lindo ver um que passa por uma cidade, principalmente aquele. Eu vi uma tentativa de urbanização destruindo a natureza. Não é lindo ver onde desemboca o esgoto.
Andei, entrei eu ruas onde sempre tive curiosidade de ver. 30 metros e rua sem saída. Conclui que lá não tem mistérios, ruas que me fazem procurar seu final durante dias.
Andei mais, entrei em ruas que nem sabia que existiam, deixei a conversa comigo mesma me levar. Conversei sobre o Rogério, pensei em como sou poética com ele. Pensei em faculdade, pensei nos amigos.
Chorei muito vendo minha vida e o mundo se fundindo na caminhada, o vento levava as palavras da minha boca.
Via coisas que aparentavam ser a natureza. Mas eram indícios dela, meros indício que logo atrás tinham mãos humanas.
Minha música foi o som do rio que passava ao lado. "Eu tô andando para tentar ver um rio e concluir que ele é poluído".
Mandava eu voltar e ir fazer tarefa, ser uma aluna como outra qualquer. Ser bege no meio dos pálidos. Ser... ninguém e ao mesmo tempo ser uma nada. Estudar, fazer faculdade e procurar um empreguinho que muita gente tem igual.
Cheguei a conclusão que não preciso de uma faculdade. Eu posso me empenhar, comprrar livros e estudá-los. Eu posso aprender sozinha. Para que eu preciso ser igual a todo mundo?
E o Rogério. Bom, o Rogério tem a vida dele. Eu admito que tenho medo dele não me escolher para fazer parte dela. Eu tenho medo do cara que eu amo... não ser o que vai ficar para sempre! Essa é a maior dificuldade que ao mesmo tempo que eu não sei enfrentar sozinha, eu não vejo alguém que consiga me ajudar. Nem mesmo eu mesma.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Happy Ending

Seu postal chegou ontem. Fico feliz pela conquista e pelas novas idéias. Te adianto que viajarei, como um pássaro. Ninguém pode me prender, portanto, chega de fotos e cartas.
Sabine, agora eu sou quem eu preciso ser.
G.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Garota do Outono

Ela tinha um olhar que me cortava e do ferimento vinha uma ótima sensaçào. O vento esvoaçava seu cabelo, um frio que me assustava, portanro, ela sorria. Parece impossível, eu a procuro(em sonhos, multidões e distrações) mas não a encontro. Ela é a escuridão em um dia ensolarado.
Seu rítimo é uma música, que veio em minha mente no velório do meu tio-avô; ele, imóvel, e a música me endoidecia. Ela dizia coisas através do olhar.
Forte, misteriosa; tentava me enganar com aquele sorriso, uma meiguiçe profunda, como uma flor.
Uma flor em um jardim seco. Uma foto colorida de 1900. Ela pára, mas todos andam, numa pode decidida, que me domina. Diferente, incomum. Ela some ao meu olhar, reapareçe entre as pessoas; e se prende junto a mim em meus sonhos.
Parece que ela sabe, mas eu não.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Pronto Atendimento

Ela entrou na sala do P.A. para visitar sua avó, ela teve pressão alta, encontrou sua tia conversando com uma mulher que tinha seu filho tomando soro no mesmo quarto.
-Oi, Luana! - sua tia a comprimentou - A vovó está melhor! Acredita que esse garoto se chama Pedro Henrique? Igual a teu pai.
O garoto era um fofo, seu cabelo era liso, usava franja de lado. Ele torcia para o mesmo time que o pai da garota. 8 anos, disse a tia.
Não podia tirar os olhos do garoto, sua tia dizia que a avó teria alta dali não muito tempo. O Pedro queria jogar bola, ela ria.
-Maria - dizia a avó à tia -, onde está o Pedro Henrique, meu filho?
-Mãe - a tia respondeu -, o Pedro Henrique morreu faz 14 anos, a senhora tomou remédio, precisa repousar.
A garota sentia falta do pai e achou que encontrou algo dele no menino. A enfermeira pediu para ir embora, o tempo da visita acabou; ao abrir a porta para a sala de espera, sentiu as lágrimas escorrerem.