sábado, 29 de novembro de 2008

The bad guy

Bella estava deitada sobre a grama do parque, com o pescoço irresistivelmente à mostra e seu cheiro me era enlouquecedor. Eu a observava enquanto me aproximava com cautela, estava adorável e adormecida - talvez não resistiu ao exercício de relaxamento.
Inofensiva, enquanto minha pela brilhava sob a luz do Sol, deitei ao seu lado. Pude sentir o perfume de morango que vinha de seu cabelo. Não ousei tocar em sua pele, embora a vontade faz minha mão formigar. Queria o calor dela.
Ela me enlouquecia. Aproximei-me de seu rosto, a vontade era tentadora. Inspirei seu aroma, ao expirar, meu hálito gélido tocou sua pele e a fez abrir os olhos.



(créditos à Stephenie Meyer, que concedeu ao mundo sua narrativa)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Lançamento da Café Espacial #3

No próximo sábado, dia 22, lançaremos a 3ª edição da Café Espacial em São Paulo, na HQ Mix Livraria.

O evento começará às 19h30, e contará com a presença dos nossos colaboradores:
Mario Cau, Mariana Guerra, Sissy Eiko, Gus Morais, Sueli Mendes, Lídia Basoli, Laura Gattaz e Ebbios.


O QUÊ
Lançamento da revistas CAFÉ ESPACIAL#03
ONDE?
HQ MIX LIVRARIA
Praça Franklin Roosevelt, 142 - Centro - São Paulo/SP
QUANDO?
Dia 22, sábado, a partir das 19:30h
QUANTO?
Entrada franca.

sábado, 15 de novembro de 2008

Café Espacial #3

O terceiro número da Café Espacial traz as HQs: História de amor (de DW), Amor de cinema (de Sergio Chaves e Fernanda Chiella), Folhas secas (de Mariana Guerra e Mario Cau), e Nada será como antes (de Sueli Mendes). A seção Café Literário traz os contos As asas de uma bailarina (de Ebbios) e A coadjuvante (de Leonardo Siviotti).

A edição traz também: a estréia da seção Além do cinema, retratando a obra do cineasta Woddy Allen (por Lídia Basoli); ilustrações de Gus Morais; a seção Mais uma dose (por Talita Prado); a seção Arte revelada, com fotografias de Sissy Eiko; entrevista com a trupe de O Teatro Mágico (por Lídia Basoli e Paula Mello), e na seção Cafeína pura! resenhas dos álbuns de Poderoso Chefão e Baranga (por André Chaves). Capa: Fábio Lyra.

Descrição: 60 páginas, formato 14×21cm, capa colorida e miolo em preto e branco.
Valor: R$ 5,00 + R$ 1,00 para despesas postais.

Como ou onde comprar? Clique aqui.

Deseja conferir nossas edições anteriores? Clique aqui.


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Retirada do site da Café Espacial!

Aguaredem o lançamento!!

domingo, 9 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Twilight

"De 3 coisas eu estava convicta. Primeira, Edward era um vampiro. Segunda, havia uma parte dele - eu não sabia que poder essa parte teria -que tinha sede do meu sangue.E a terceira eu estava incondicional e irrevogavelmente apaixonada por ele."
Eu acho que... me apaixonei não só por um livro inacreditavelmente bem escrito e totalmente instigante, mas por um personagem...

domingo, 2 de novembro de 2008

(sendo sincera, eu sequer consegui dar um título)

Enigmático, era essa a palavra que eu gostaria de usar na nossa próxima conversa, uma indireta ao jeito de ser dele que me atraia. Embora eu não demonstrasse medo, tão pouco interesse, ele sabia escolher as palavras. Talvez lesse meus pensamentos, pensei muito sobre isso, mas cheguei a conclusão de que eu talvez fosse mais enigmática. Gostava dos rumos que nossas conversas tomavam, os olhos dele ansiavam por muitas coisas, eu sempre soube disso.
Quando tive a oportunidade, na carona em um dia chuvoso, não hesitei em irritá-lo. Ele escondia verdades de mim, eu gostaria de saber a razão.
-Eu sei o que você está tentando - ele me disse rindo daquela maneira reconfortante -, mas não irá conseguir. Eu escondi muito bem.
-Até de si mesmo, pelo visto - eu o fitava intensamente, sentia-o arder.
-Você sabe das coisas que também esconde - ele dirigia devagar apenas para aquilo durar mais.
Talvez tivesse razão. Seus olhos me caçavam, eu me sentia perdida naquilo. Tentávamos parecer normais, como se alguém estivesse no banco de trás. Era desconfortável. Eu estava presa e não agia naturalmente. Queria entender do que estávamos fugindo ou, pelo menos, nos escondendo.
-Nós escondemos coisas de nós mesmos - ele disse baixo, talvez porque nem ele gostaria de ouvir o que pronunciou, sabia que era verdade, e isso ele não queria admitir.
Então eu percebi o que nós temíamos. Ele o temia e eu me temia. Era horrível notar aquilo. Mas as mãos tremulas e vertigens a qualquer hora não eram normais. Ele descobriu primeiro. Soubera da verdade antes de mim.
-Você acha possível? - perguntei receosa, ele teve mais tempo para pensar sobre o assunto.
Fez um tempo de silêncio. Seu olhos percorriam por toda a estrada. Enigmático.
-Eu percebi que... você é tão enigmático - eu confessei.
Fitou-me tentando encontrar razão naquilo. Era inocente como me observava.
-E você é tão persuasiva - agora estava atendo as linhas brancas pintadas à direita da estrada.
Tentei me concentrar na música. Não conseguia. Eu descobrira a verdade.
-É claro que é possível - ele finalmente respondeu -, você gosta de decifrar enigmas.
Verdade. Eu adorava. Ainda mais vindos das meias-frases dele.
Engoli seco, eu queria compartilhar o que eu sabia, mas era terrível mais para conseguir facilmente. Após um momento doentio, eu escolhi as palavras.
-Quando é desafiado - eu pronunciei receosa - seus olhos queimam e brilham intensamente que me fazem acreditar que você é meramente um sonho.
E quando isso ocorria, a sensação que me tomava era incrível.

Novo

Eu faria linhas bonitas. Não sei como, mas eu as desenharia. Não somente e simplismente retas, eu daria um certo movimento à elas. Merecem sair do papel, daquele jeito inusitado que ocorre todas as horas que eu não espero - se eu esperasse não seriam inusitadas. Não compreendo como eu poderia seguir o roteiro normalmente sem nenhuma objeção.
A verdade é que meu peito dói e minhas mãos suam. Eu não deveria me importar, mas eu me importo. Filme. Para algumas pessoas isso acontece, não sei se isso aconteceria um dia para mim. Uma cena curiosa que eu nem ouso desenhar, ainda. Eu não poderia estar me importando.
Não sei como são os outros desenhos, nem os que gostaria de ler, mas eu me importo tanto quanto não deveria. Eu leio três histórias ao mesmo tempo e não as confundo, uma delas diz repeito à mim, mas eu não sei o que diz sobre mim. A narrativa é cheia de rodeios, como esta, então é complicado para decifrá-la.
Parece uma novela, mas a tela da TV foi quebrada por uma sandália estérica que voou da minha mão - não gosto de falsas histórias. Porque a maioria delas parecem fajutas. Os olhares e toda a dedicação do autor, todo dia é o último capítulo. Mas é sempre prolongado por conta da audiência, eu e mais duas pessoas. Minha mãe, claro, ela sempre ali com seus cabelos grisalhos e sua receita de bolo de chocolate infalível.
Eu desenho palavras no meu caderno vazio, mas eu não gosto de lê-las depois. Prefiro deixar que elas amadureçam ali e depois que venham me enfrentar. Minhas mãos suam enquanto eu não desenho, as palavras voam enquanto eu espero a hora que os desenhos aconteçam.
Algo me prende acordada e eu não o conheço. Conheço apenas seu timbre. Gostaria de conhecer outras coisas as quais eu não deveria me importar, porque, afinal de contas, quando eu desenhei isso pela primeira vez foi diferente de como o filme está sendo rodado.