sábado, 13 de dezembro de 2008

Paleta de cores

A tarde estava calma e a casa estava vazia, exceto pela segunda filha de Mr Bennet. Ele e Mrs Bennet haviam partido com as outras garotas para Meryton, esperando encontrar Mr e Mrs Phillips em casa para conversarem a respeito do baile da noite anterior.
Lizzie ficara cansada demais por conta disso e decidiu por ficar lendo na varanda, mandando apenas os cumprimetos à família.
Após meia hora da partida deles, apesar de mergulhada no conteúdo do livro, avistou o que parecia ser um rapaz muito bem vestido de lindos cabelos negros. A garota ruborizou, estava sozinha em casa e ameaçava de chover, sabe-se lá o que poderia acontecer.
-Boa tarde, Mr Darcy - ela disse com uma pequena reverência. - Ao que devo a honra de sua visita?
-Boa tarde, Miss Bennet - ele retribuiu o gesto. - Apenas estava andando por esses bosques, me perdi e vim parar aqui. Um bom acontecimento, tenho de admitir, encotrar a senhorita tão concentrada presa a uma leitura incessante, sinto de ter de atrapalhá-la.
Ela sorriu pelo canto da boca, pode sentir um certo sentimento escondido por trás das palavras do homem.
-Não há do que se culpar, Mr Darcy, é a terceira vez que leio este livro.
-Talvez então devo convidar a senhorita para a ir a Londres comigo o mais breve possível, vejo que precisa de novos livros.
-Isso bem é verdade, Mr Darcy, mas imagino que seja uma aventura conseguir a permissão de meus pais.
Os olhos azuis e profundos de Mr Darcy penetraram na garota desarmando toda a coragem da indefesa garota.
-Miss Bennet, acho que bem conhece nossa intimidade, acredito que pode me chamar apenas de Darcy, ou então, de Fritzwillian.
-Mr Darcy, se assim fosse sua opinião, me trataria também sem formalidade.
-Claro, Lizzie.
-Obrigada, Fritz.
Até então a seriedade mantida por ambos estava intacta, mas, após essa altura da conversa, se desfizeram em risadas. Darcy então sentou-se ao seu lado, não perdendo seu doce olhar. O silêncio do momento, após a magia das gargalhadas, doía nos tímpanos de Lizzie. Ouviram, então, o primeiro trovão da tarde.
-Lizzie.
Ele, timidamente, sorriu ao falar seu nome. Mais próximo dela, sentindo muito mais calor que a prévia da chuva lhe permetia, segurou sua mão. O cinza do céu começava a se desfazer em gotas.
-Minha Lizzie.

6 comentários:

Anderson disse...

Oh My God!

maravilhoso texto! espetacular como sempre...

é por textos assim que eu acho um desperdício você não publicar na Front... >__<

vê se convence sua mãe! ò.ó

beijos May!

(L)

Mário Cau disse...

Fantástico!
Esse texto dá um salto monstro em relação aos anteriores... Forma, contepudo, muito bom!
Keep on rocking!
Bjão!

Mariana Guerra disse...

Thx

Foi depois de ler e assistir Orgulho e Preconceito

(recomendo)

Mário Cau disse...

Verei... Apesar de não curtiu mto a Kiera.
Aliás, é paleta! ehehe
Artista que sou, tinha que saber!
Bjão!

Anderson disse...

fiquei por fora do papo de artistas xD

Marina disse...

Ahhhh! Sabia!!!

Adoro orgulho e preconceito!!!!

Aliás, ontem mesmo assisti ao filme da Jane Austen, aquele com a Anne Hathaway, chamado Becoming Jane. Muito bonito! E nesse exato momento estou no site da Saraiva comprando Orgulho e Preconceito!
Enfim.... Coincidências!

AMo vc!