sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Proxemia

Ensaio fotográfico inspirado em singulares aproximações humanas produzidas pela urbanidade paulistana.

A fotógrafa Carolina Kurcis expõe algumas fotos do movimento Bicicletada.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Love in elevator

Ela bateu a porta do carro com força e atravessou o estacionamento do prédio, sua testa estava franzida, o homem que dirigia a seguia, pensando no que dizer. Ela entrou no elevador, ele a impediu de fechar a porta e entrou também. Ela apertou o botão do décimo andar. Entre o subsolo e o segundo andar, ele estava com a boca aberta, ainda pensando no que dizer. Ao chegar no terceiro, pensou em abraçá-la. No quarto, ele o fez. No quinto, um estalo irrompeu o elevador. No sexto, o rosto dele ardia enquanto ela discutia mais uma vez. Entre o sétimo e o oitavo, as luzes se apagaram e o elevador parou.
—Era tudo o que eu precisava! — ela gritou — Ficar presa no elevador com esse idiota!
—Não precisa se desesperar — ele disse pegando o celular para iluminar o local, pegou o interfone e discou o número do porteiro.
—Você é um idiota! Eu só concordei em voltar para o apartamento porque eu não tenho onde dormir!
Na portaria, o telefone tocava, mas não havia ninguém para atender.
—E quando a gente chegar lá, você vai dormir na sala!
Ele recolocou o aparelho no gancho.
—Cris, problema — ele sussurrou, era inaudível após os gritos da moça —, problema grande. O porteiro não atende.
—Arromba essa porta então! — era possível ouvir a conversa nas salas do 7A, 7B, 8A e 8B, se houvesse alguém lá para ouvir. As duas famílias do oitavo saíram para jantar. Os amigos que dividiam o 7A estavam em uma festa em outro bairro. Havia apenas duas pessoas no 7B, uma estava ouvindo música no Ipod(na varanda) e outra já dormia. Eram 22h13, naquele momento ninguém os podia ouvir.
A luz do celular se apagou enquanto o casal(ou ex-casal) trocava olhares desesperados. Ele apertou mais uma vez o botão de "end", o elevador voltou a ser iluminado.
—E agora? — ela disse, mais calma.
—Agora você pode voltar a gritar — ele confessou, receoso —, quem sabe alguém escuta...
Ela berrou mais alto ainda, pedindo ajuda. Esperaram. Ninguém respondeu. Ele tentou de novo o interfone. Nada. Ela deu outro grito, tentando a sorte. Os celulares estavam sem sinal.
—Esse prédio não tem gerador? — ela rosnou.
—Não — ele discou no interfone novamente —, mas deveria ter porteiro.
Ela sentou no chão e pediu por socorro. Uma mulher na sala do 6A praticava ioga na sala silenciosa, percebeu o barulho, imaginou ser o garotinho do 8B com medo de tomar banho, como acontecia toda noite.
Ele sentou-se ao lado da namorada(ou ex-namorada), os olhos dela estavam úmidos, antecedendo o pânico. A luz do celular apagou, ele segurou sua mão. No escuro, podia fingir que não sabia onde a mão dela estava. Mas ela não se importou.
—E agora? — ela sibilou.
—Esperamos — ele suspirou.
—Sim, por quanto tempo?
—Não muito. Se foi queda de energia, logo deve voltar. Semana passada aconteceu a mesma coisa, durou vinte minutos.
Ela pegou o próprio celular e olhou o horário, 22h28.
—Se em cinco minutos eu não estiver no meu apartamento... — ela parou para pensar em algo bem terrível.
—Que estranho, semana passada caiu por causa de tempestade — ele não ligou para as ameaças da moça —, hoje nem choveu.
—Eu vou processar esse condomínio.
—Será que estão fazendo reparos na rua?
—E vou quebrar a cara desse porteiro!
—Eu não vi caminhão da companhia...
—LIGA PARA AQUELA DROGA DE PORTEIRO!
Ele se arrastou até o interfone, discou, no escuro, havia decorado as posições dos botões. Dois toques depois o porteiro atendeu.
—Finalmente! — sua voz saiu mais grosseira do que pretendia — Eu estou preso no elevador há vinte minutos.
Dezenove, na verdade. O porteiro se desculpou, estava no banheiro e, com a escuridão do bairro todo, foi difícil voltar antes para a portaria. Prometeu ligar logo para a assistência.
—Quanto tempo? - ela perguntou quando o companheiro do pequeno espaço desligou o interfone.
—Eles geralmente demoram dez minutos para chegar.
—Ótimo, os cinco minutos vão ter passado. Eu vou processar o condomínio.
—Mas que droga — ele gritou —, quer mudar de assunto?!
—Certo — ela se irritou —, vou mudar. Me fala logo porque você teve a coragem de sair com aquelazinha?
—Você me mandou ficar calado a respeito disso.
—Me diz porque você teve a pachorra de me trair com a irmã do Marcelo? Eu sei que ela é sua ex-namorada, assim como eu também sou agora. Mas me diz a verdade!
—Elevador não é lugar para se discutir isso...
—Você pediu para eu mudar de assunto! — ela gritou tão alto que mal pode se ouvir o interfone tocando.
Ele atendeu. Era o porteiro. A assistência não tinha mais técnicos disponíveis, haviam outros chamados. Parecia que a cidade toda estava apagada. Mas os bombeiros já haviam sido acionados, neste caso demoraria vinte minutos. Essa informação não agradou a moça, que ouvia tudo no escuro.
—Se você não me disser porque você me traiu — ela ameaçou —, eu vou começar a gritar!
—Certo! — ele bufou — Merda! Eu fui um idiota!
—Eu sei disso — ela acendeu a luz do celular para olhar em seus olhos.
—Eu fui um estúpido. Eu jamais deveria ter feito aquilo com você — ainda mais sabendo que toda a gritaria era fruto disso. Ela era tão impiedosa que sua raiva apagou a cidade toda —, você não merece.
—Você está dizendo coisas que eu sei. Eu quero saber do que eu não sei. Porque?
—Porque eu estava bêbado. Você tinha discutido comigo só porque eu não guardei o leite na geladeira. Eu estava com tanta raiva, afinal, a gente mora junto há apenas três meses. Três meses! Se por causa de um leite estragado você faz isso, eu nem queria imaginar do que mais você é capaz.
Ele não precisou imaginar, ficar preso com ela mostrou-lhe mais coisas do que ela era capaz.
—Vê-la na festa do Marcelo — ele continuou —, sem você lá, me deu uma vontade de chutar tudo. Eu estava muito bêbado. Me deu vontade e eu fiz. Sem pensar. Você sabe como isso acontece. Como naquele seu aniversário que você dançou em cima da mesa...
—Certo — ela interrompeu —, eu entendi. Você estava muito bêbado.
—Estava. Mas quando acabou, quando eu olhei para ela deitada do meu lado, pensei em você. Em como você é muito mais bonita deitada ao meu lado. Como você é bem mais especial que ela. Ela passou a festa toda falando de novela e de Britney Spears!
O rosto dele aparentava dor.
—Tocou "... Baby one more time" do "Bowling for soup" e ela começou a falar de como a versão da Britney é mais animada! Ela prefere a Britney! Você acredita nisso?
Ela fez cara de nojo. Ele tentou pegar em sua mão, mas ela se afastou dele. Ela nojento pensar que ele a traiu com uma pessoa que gostava de Britney Spears.
—Cris — ele sussurou —, my lonlyness is killing me, I must confess I still belive, I am not with you I lose my mind, give me a sign, hit me, baby one more time...
Ela fechou o celular, escurecendo o cubículo. Não queria olhar para ele, estava chorando.
—Me dá mais uma chance... — ele pediu — Aquilo foi raiva momentânea. Eu cheguei em casa me odiando. Não tive coragem de encostar em você nos últimos três dias por causa disso.
Ela suspirou.
—Se em algum momento — ela soluçou — você fizer isso de novo, eu juro, juro, vou colocar fogo no apartamento com você lá dentro! E eu aproveito e convido a irmã do Marcelo e a Britney para te acompanhar!
—Jamais vou fazer isso de novo — ele a abraçou —, só de pensar em morrer e nunca mais ficar com você... eu não consigo pensar nisso.
Ele a beijou, o interfone tocou. Ele atendeu.
—Esse apagão foi quase geral! — o porteiro contou — Foi uma pane em alguma distribuidora de energia. Pelo menos uns dez estados estão apagados, a moça da Globo disse que não conseguiram fazer contato ainda com outras regiões. Ainda é muito cedo para conseguirem muitas informações. Ainda bem que o celular do síndico tem TV! Aliás, eu liguei de novo para o corpo de bombeiros, disseram que vai demorar mais, estão atendendo a toda região. Talvez demore uma hora para chegarem, mas liguei para a polícia, ver o que eles podem fazer. Prometeram vir em dez minutos.
—Quer saber? — ele respondeu — Que se dane!




Título em homenagem ao Steven Tyler que teve juízo e voltou para o Aerosmtih 

domingo, 8 de novembro de 2009

Antítese


Eu sei que a gente briga aos montes, eu sei que você se acha dona do sofá verde da sala, eu sei que eu te acho a maior chata de todos os tempos, eu sei que eu roubei seu RG para as primas fazerem seu presente de aniversário, eu sei que agora tem uma placa no meu quarto escrito "Proibido para maiores de 18 anos" especialmente para você, eu sei que você nunca lava a louça, eu sei que quando eu lavei seu jeans para aproveitar a maquinada de roupa você disse que não pediu e foi grossa comigo, eu sei que eu já taquei várias almofadas na tua cara pra você parar de me perturbar, eu sei que você revidou todas, eu sei que você fala que eu não sabia cozinhar mas mesmo assim comia todos os meus bolos, eu sei que você pegou o quarto mais perto do banheiro na casa nova só para me irritar, eu sei que eu queimei teu filme para todos os meus amigos, eu sei que eu pego sua chapinha emprestada o tempo todo, eu sei que você tá me devendo 35 reais, eu sei que eu ainda preciso te devolver o anel que eu peguei emprestado há uma semana, eu sei que você nem sabe que eu peguei o anel, eu sei que você sempre diz que quando nasci acabei com sua vida de filha única. Eu sei disso tudo. Mas sei também o quanto você é madura e inteligente.
Vou sentir muito sua falta quando você passar no vestibular. Por isso estou torcendo para você passar na USP e não na UNESP.
Você pode ter sido a irmã mais espaçosa e encômoda do mundo, mas você vai ser sempre minha irmã. O que te torna a melhor irmã do mundo.
Feliz aniversário dos tão esperados 18 anos.

sábado, 17 de outubro de 2009

Sonhos bobos

Cada um se sentou de um lado da mesinha quadrada, pedimos dois milkshakes de chocolate. Eu falava do novo livro que estava lendo, mas ele nem parecia estar muito atento. Não aparentava estar com problemas, era totalmente o oposto. O garçom nos serviu, fiquei surpresa vir tão rápido.
—Você tá com uma cara de quem tá de love — eu comentei, sem pensar.
—De love? — me olhou com uma expressão estranha.
—É, apaixonado. Ou saindo com alguém.
—Sim, estou saindo com você neste momento — piadinha infame, eu ri para não ficar chato.
—Falo sério...
—Sim — ele corou.
—Opa! — aquilo me animou, fofoca! — Quem é a felizarda?
—Você.
Eu ri de novo, tomei um gole do milkshake e sua expressão séria me fez engasgar. Olhei para ele, totalmente muda. Ele só podia estar brincando.
—É sério! - reafirmou.
Ele se levantou, colocou sua cadeira do lado da minha e sentou-se nela novamente. Tocou meu rosto com a mão, me fitou enquanto seus lábios se aproximavam dos meus. Ele me beijou. Sua boca pressionava a minha. Quando me dei por mim, estava apenas sonhando.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Pequenos Momentos, Grandes Prazeres

Minhas obrigações diárias são: ir para a escola, dar comida para as minhas três cachorras, estudar e lavar a louça. Parece, e são, coisas chatas, mas com um pouco de força de vontade eu consigo mudar tudo.
No ônibus a caminho da escola, eu adoro olhar o céu azul e puro. Sempre coço a barriga das minhas meninas(ou melhor, cachorras) quando elas pedem com aquelas carinhas super fofas. Estudar combina totalmente com amigas, então, quando não podemos nos reunir pessoalmente, temos os melhores plantões de dúvidas via MSN.
E, a minha favorita, lavar louça ouvindo, cantando e dançando as melhores músicas dos anos oitenta no volume máximo do rádio! Mas, como todo prazer da vida, só tenho coragem de fazê-lo poucas vezes, quando não tem gente em casa!



Texto para a Revista Capricho

domingo, 11 de outubro de 2009

Sweet twenty-five!

Era ele. Aquele bigode e aquele cabelo eram reconhecíveis há quilometros, mesmo que ele estivesse em Belo Horizonte e eu em Amparo. Andei em sua direção e então lhe dei um abraço. Como sempre, um daqueles bem apertados, como se não nos víssemos há anos(mas eram apenas uns dois meses). Não pude deixar de rir ao ver seu novo visual, muito a cara dele como sempre. Tentando dar um tom mais sério ao encontro, eu disse, sincera:
-Feliz aniversário, bro!


Sinta-se abraçado, brother! Feliz aniversário!!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O dia da tempestade

Eu andava pela calçada multicolorida vendo as nuvens cinzas e baixas ameaçando uma tempestade, mas como o céu estava há horas naquela indecição, não liguei e encarei o exercício. Anotava a paisagem na minha retina, até que a primeira garoa irregular caiu. Novamente, ignorei. Me provocando, começou a chuva.
Desisti e saí correndo em direção à loja de materiais de construção, me escondi debaixo do toldo. Então a chuva aumentou. Várias pessoas pararam ali também, outras se acumularam no ponto de ônibus. O vento trouxe até nós algumas gotas d'água.
Assim como veio, de repente virou apenas uma garoa grossa. Quatro garotas passaram na minha frente e enfrentaram o céu nu, rindo e sem ligar para as poças d´água. A primeira coisa que reparei foi a roupa, duas usavam short e as outras bermuda. Depois a minha inveja.
Porque eu fui caminhar sozinha? Porque eu simplesmente não podia ter amigas assim para me acompanhar? Passei sozinha por tantas coisas, só queria alguém para mudar isso. Reparei que eu sempre andava só pela cidade. O que estava divertindo, depois da chuva virou uma aungústia desmedida.

domingo, 20 de setembro de 2009

A Rainha e suas súditas

Eu colocaria como título "A Rainha e a plebéia", mas na real, MUITAS meninas foram nesse evento. E não foi apenas um não, foram vários. Eu tenho conhecimento apenas da Bienal do Rio e a tarde de autógrafos em São Paulo. Eu acordei 7h na quinta, faltei no colégio, peguei bus até São Paulo(foram 2h30 ansiosos), peguei trânsito, mas cheguei. Provavelmente muitas outras meninas fizeram outros absurdos para ela, bom ela merece!

Meg Cabot escreveu quase 50 livros, sua série mais famosa é "O Diário da Princesa", e agora a série "Avalon High" virou HQ. Isso sem contar com os vários livros programados para lançar ano que vem. Essa mulher me inspira, por isso eu decidi viajar atrás dela.


Muita gente pode não gostar de romances adolescentes, bom, eu achava muito coisa de patricinha ler "O Diário da Princesa", mas foi lendo que eu descobri que as coisas não são assim não. A Princesa Mia é vegetariana, defende as baleias, o sonho da vida dela é terminar o colegial e ir trabalhar no Greenpeace, e também ser escritora. Deu pra perceber como eu me identifiquei com a Mia, né?
E dos outros vários livros, eu só li "A Rainha da Fofoca"(que fica melhor traduzido como "A Rainha da Boca Grande", mas tudo bem), porque é o único que tem na biblioteca. Me perdoem, mas eu ainda não tive dinheiro suficiente para comprar alguma outra série.

Mas, aqui nós estamos falando da Meg. A linda, maravilhosa, fofa e totalmente princesa, Meg. Eu simplesmente fiquei na fila do autógrafo totalmente babando pela sandália e o vestido dela. Essa foto de cima é da Bienal do Rio, que eu infelizmente não fui. Quem estiver interessado, pode ver algumas fotos aqui.

Na fila, deu para perceber como as garotas estavam emocionadas de estar ali. Provavelmente era o sonho delas encontrar a mulher que ocupou as várias tardes que seriam chatas, se não fosse pelos livros. Depois eu encontri várias delas chorando, com as tiaras, falando como foi bom conhecê-la.
Ela foi muito simpática, adorável e tudo mais. Foi muito engraçado trocar três frases em inglês com ela.

Foram os melhores cinco minutos da minha vida. Me diverti muito!
E, claro, os créditos: Fotos por Carolina Kurcis(exceto a da Meg de corpo inteiro). Aliás, obrigada, Carol, por me agüentar esses dias aqui em São Paulo!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Semana passada

O telefone toca, toca, toca, toca. Ele finge que não ouve.
O celular pisca, pisca, pica. Ela finge que não vê.
Ele olha, olha, olha. Ela conclui coisas erradas.
Ele fala, fala, fala. Ela finge que não entende.
Ela tenta, tenta, tenta, tenta. Ele não sabe o que pensar.

domingo, 13 de setembro de 2009

Poente

Se você não terminou de ler "Amanhecer"(da série Crepúsculo), talvez não queira se aventurar com alguns spoleirs, então pule para o final do post.


Coloquei o vestido azul e dei uma última olhada no espelho, rosto todo maquiado por Alice e, claro, o resto do visual era obra dela. Todos me esperavam no andar debaixo da casa, podia ouvir as vozes dos meus antigos colegas de escola. Apaguei a luz do quarto e, tentando parecer humana, atravessei o corredor lentamente e depois desci as escadas. Estavamos comemorando meu aniversário, tirando a minha família, todos acreditavam que aquele seria o vigésimo. As duas festas antecendentes também foram comemoradas ali, naquela mesma sala. Mas, desta vez tinha outro sobrenome, um marido e uma filha. Reneesme me esperava no colo de Edward, ambos me deram um abraço. Então, depois de tanto tempo me escondendo deles, cumprimentei colega por colega. Eles nunca saberiam meu segredo, todo o segredo dos Cullen, ao menos, com a nova memória de vampira, jamais me esqueceria deles.



Feliz aniversário, Bella.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Insônia

Os ventos não vão me deixar dormir. Nem os teus pensamentos.
Mas sempre existe outra possibilidade e eu já sei sobre meus sonhos.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Outro recado

Você não precisa me dar nada em troca. Não precisa me devolver favor algum, nem telefonemas. Só me devolve o livro.

domingo, 30 de agosto de 2009

Desencontros

45min26s
—Então, aconteceu uma coisa engraçada semana passada.

-68h15min09s
"Um cara veio me cumprimentar e eu não reconheci ele de cara. Disse que gostava do meu trabalho. Daí que eu olhei bem pra cara dele e eu reconheci"

46min03s
—Eu tava com receio de te contar.
—Não, tudo bem.

46min58s
Os batimentos cardíacos aumentam, o estômago revira, os pêlos se arrepiam e o canto direito do lábio se estica em um leve sorriso.

46min59s
—Mas é uma estranha coincidência.
—Achei que talvez isso te deixasse mal.
—De jeito algum. Não me faz mal.

47min11s
—Apenas me causa um sentimento.
—Entendo.

-68h16min20s
Olhos abertos apesar de estar deitada há duas horas.

47min16s
—Às vezes me acho idiota por continuar nesse jogo insano.
—Você está falando com um especialista em jogos insanos.
—Estamos competindo.

-68h03min43s
Ele fita o vulto dela no meio da escuridão de sua retina.

47min38s
—Ficamos a mercê deles.

+2h06min01s
Seus dedos digitam: "ele me contou do encontro engraçado".

+2h15min07s
Ele se pergunta se aperta send ou não.

sábado, 29 de agosto de 2009

Recado

Não, eu não me importo com isso. É sério. Se você é fraco, isso não me afeta. Apenas me impressiona, você consegue ser mais fraco que eu. Certo, pode se esconder. Me esquece, até. Mas antes, por favor, devolve o livro que eu te emprestei.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Escrevinhando

Eu invejo a amizade entre o papel e a caneta, eu apenas obrigo esta a fazer o que quero. Ela está apaixonada pelo papel, por sua vez, é tímdo, deixa a caneta riscá-lo também sem objeção. Assim eles ficam por dias, páginas e capítulos. A timidez nunca é quebrada, até que a caneta se cansa do papel e a tinta acaba. Troco de caneta e volto a escrever, e esta nova também se apaixona pelo papel sempre tímido. Até gastar meu bloco de sulfite e comprar outro.

domingo, 23 de agosto de 2009

Desculpas

Me perdoem pela escassez de posts.

Será que alguém podia me aparecer com algo total fora do normal para me fazer escrever?!

Notas da semana: as aulas voltaram, desde então não pára de chover. Eu encontro a The todos os dias às 19h, o que torna meu dia bem melhor. Estou tentando escrever algo para postar faz alguns dias, mas não sai nada. Viciei em Regina Spector, Cat Power, Madeleine Peyroux e Belle & Sebastian. Peguei na biblioteca um livro de Arthur Rimbaud e me apaixonei pela bio dele.

Boa semana :D

domingo, 16 de agosto de 2009

Vermelho sangue

As mil rosas que joguei aos teus pés, mil rosas feitas de sangue. Meus lábios dormiam quando meus olhos passearam em seus sonhos. Lábios discretos que dormiam, não mais. Adormecidos, eram seu sonho. Milhões de pétalas despencaram de seus pés, elas voltam a ser pele.
A pele que te toca todas as manhãs. E a noite são os lábios, eles dormiam mas as rosas falavam demais, invejavam demais. Rosas vermelhas de sangue invejam lábios rosas que são seus. Vermelhas, também suas.
Não tão sua quanto eu.
Em teus pés, invejosas de sangue foram deixadas. Os inocentes dormiam, um sonho adormecido nos teus olhos. Quando os viram, você sonhou com eles.
Lábios, não tão seus quanto o sangue.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Fitei intensamente aqueles olhos cor de mel e fiquei presa naquele momento para sempre.

domingo, 9 de agosto de 2009

"Morreria, se lhe fosse vedado escrever?"

A minha leitura de um trecho de uma carta escrita por Rainer Maria Rilke.

"relate... sua fé em qualquer beleza..."
São três horas da tarde de uma quarta-feira qualquer em julho, em uma cidade de apenas trinta mil habitantes, interior de São Paulo. Na entrada de uma casa, entre um extenso gramado ainda verde, uma árvore colore sua copa com tons vermelho-alaranjados. No galho mais baixo uma de suas folhas ganha um tom de morte mais marrom e, sem fazer alarde, é a primeira daquele outono a cair da árvore.

"...as imagens de seus sonhos..."
Perdida num mar de pessoas conhecidas mas, ao mesmo tempo, estranhas, andava pelos corredores da escola, a procura da sala onde a cordenadora estava à minha espera. Ao passar pela possível sala, meus olhos encontraram um homem de ombros largos, alto e um tanto grisalho. Por frações de segundo, questionei-me de quem seria ele. Mas uma certeza se instalou em mim sem razão, apenas por sentimento. Ele sabia muito bem quem eu era. Sua voz me foi inconfundível ao sibilar um oi. Sem forças nos pés, fui ao encontro de seu abraço. O único que eu tive em toda minha vida.

"... e os objetos de sua lembrança."
Meu ritual favorito aos 8 anos era, com um tempo livre na casa dos meus avós paternos, abrir o armário do quarto de meu avô e dedilhar o antigo violão do meu pai, tinha até uma pequena placa no braço do instrumento com o nome dele. Eu tocava em suas cordas desejando conhecê-lo, saber fazer o mesmo que meu pai. Ao mesmo tempo, tentava invocar seu espírito musical presente naquela madeira velha.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Meio Termo — Extra — O Fim

Ela surge novamente no Meio Termo como se aquele diz não existisse mais. Pois, tecnicamente, tudo não passou de uma grande mentira.
Pede um chá de maçã, um aroma suave. Enquanto ela o aprecia, nota que volta a pensar nele. Ela saboreia o líquido doce, se lembra do beijo que ele poderia ter dado.
A xícara branca se esvazia no meio de sensações e oportunidades. Ela pede, igual ao daquela outra tarde, uma torta de chocolate. Ela gosta de lembrá-lo.
Enquanto o doce derrete em sua boca, imagina ele sentando-se ao seu lado, sussurrando em seu ouvido tudo o que ela gosta de ouvir, e beija seu pescoço de uma maneira intensa.
Acorda daquele doce devaneio e se depara com ele. À sua frente, encarando seus olhos que brilham. E ela nota que ele é apenas uma abstinência de sonho.

Chá de maçã não deixa de ser outro vício meu(neste caso, não de bebida, mas de escrever).

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Meio Termo Café — Extra — O Início

Um café serve para pensar nas coisas. Sentar e tentar substituir o cheiro dele de ontem a noite pelo aroma marcante do café.
Ela se senta e pede uma torta de chocolate para acompanhar o café. Se serve do guardanapo para apagar as lágrimas dos olhos.
Aquelas lembranças ruins impregnavam a alma dela. Cada palavra que a machucou. Mas ela se lembra do telefonema, e se acalma comendo a torta.
O café a acorda daquele pesadelo. O riso dele a marcou(assim como uma boca após comer brigadeiro) e as palavras a consumiram(como a tristeza de um corpo após um banho de chuva).
Não consegue se esquecer do cheiro dele, do azul do lado e do gosto do chocolate derretido. Ele fez ela rir tanto, a fez tão feliz. Não entendia porque a outra a fez sofrer tanto.
Crente, tomava o café, tudo iria melhorar. Naquela tarde divertida de verão, ela foi feliz; mas na noite, ela chorou.


Escrevi isso há quase dois anos, quando passava por momentos ruins, como vocês podem observar. Há alguns anos que o café entrou na minha lista de melhores amigos eternos. Sem ele, não há porque sair da cama todas as manhãs.
Vocês vão cansar de ler sobre café. Faço isso como uma forma de bom presságio.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Orgulho, preconceito, razão e, principalnte, sensibilidade

O café fez parte de nossa história. Quando nós terminamos, eu sabia que era só voltar no mesmo lugar e sentar na mesma mesa, então eu lembraria de cada momento ali juntos. Ás vezes lembrava de outras ocasiões fora dali, principalmente as mais marcantes e palpitantes. Aquela cafeteria tornou-se o meu templo de nostalgia, apesar de sempre escrever novas histórias quando ia lá.
Completando um ano que nos conhecemos, fomos tomar um café, depois de tantos meses. O pedido foi o mesmo — ele, espresso; eu, cappuccino — e nossas vozes também. Em cada parte perfeita do olho claro, da pele macia, do cabelo desgrenhado, da roupa colorida e do sorriso sincero, não notei mudança, ele era praticamente o mesmo. Eu, nem tanto; meu cabelo havia mudado, minha pele começara a ficar sem imperfeições, minha cabeça e tudo o que se passava nela... eram irreconhecíveis.
Apesar disso, olhar para ele foi totalmente novo. Ver a mesma pessoa numa situação tão diferente! Ele estava mudando de cidade e, naquele momento, não tive medo. Uma pessoa que eu queria tanto ter ao meu lado, mas já havia a perdido. Ou melhor, nos perdemos. Ele confessou ter ciúmes de mim, ainda. Do que adianta um continuar querendo o outro se ambos não tinham coragem de se redimir?
É uma estupidez moderna ter esse orgulho se sobrepondo ao amor. Agora há regras! Quem deve ligar no dia seguinte é ele, quem deve se fazer de difícil é ela e quem não segue essas regras, caia fora, é apenas uma pessoa querendo viver.
Eu deveria parar de chorar por essa vontade e esquecer isso, deixá-lo ir e nunca mais vê-lo. Eu devo, sim, eu devo. Mas não vou.
Pessoas que são puro sentimento não conseguem se adaptar à sociedade. Quando tentam, sofrem. Quando não tentam, são vistos pelos outros, os racionais, como loucos, obsessivos e tapados. Como se livrar do desespero dos dois lados? Ser contaminado por regras gera mais sufoco. Pessoas que são puro sentimento só estarão em paz quando amarem outra pessoa que é puro sentimento.



Temos a arte para que a verdade não nos destrua
Nietzsche

domingo, 2 de agosto de 2009

O Retorno


Eu lembro que quando eu coloquei essa foto no álbum do orkut e um monte de gente comentou. Eu nuca entendi muito bem o porque. Mas a foto é legal.
Foto tirada em 2006

sábado, 1 de agosto de 2009

Homenagem


Uma das maiores certezas da minha vida é que eu sempre poderei contar contigo.
Feliz 53 anos, pai!
Te amo!

Crédito de imagem: Ney Hoffman
(Pai e colegas da FAU)

Piano

Eu passava naquela rua quase todos os dias, da casa de portão branco sempre saia um som de piano, eu lembrava do meu amigo, era a única pessoa que sabia tocar o instrumento. Nos últimos tempos continuei passando naquela rua, mas nunca mais ouvi o piano. Não vejo meu amigo faz um mês e não temos uma boa conversa há um ano. Semana passada me disseram que ele estava internado no hospital com bronquite, pneumonia ou água no pulmão, não sei, apenas sei que o estado é grave.
Hoje eu passei em frente a casa de portão branco, ouvi o piano sendo tocado. Mas estava diferente, parecia que as mãos que produziam aquela música não conhecia as teclas tão bem. Imaginei que, de alguma forma, aqueles erros tivesses relação direta com meu amigo. Eu tinha certeza que ele vacilou em algum momento para estar naquela cama de hospital.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Copy cola

Alguns dias bastaram para eu adotá-la como amiga, via Thereza toda sexta-feira à noite(quando desencontrávamos, sempre tinha uma compensação durante a semana). A The é parecidíssima comigo, leitora compulsiva, preocupada em ajudar os outros, pensa e imagina demais, sensata, dedicada. Descrevê-la é complicado, pois até parece que estou mesmo falando de mim. Não sei se a The é minha amiga, minha cópia ou se eu sou cópia dela, ainda não tive muito tempo de pensar a respeito. O que posso dizer sobre isso é que ela e seu tio abriram meus olhos para coisas que eu precisava aprender e não sabia como. Líamos juntas e, além de aumentar minha devoção por literatura, expandiu meu auto-conhecimento. Já que "Tudo o que é Sólido Pode Derreter", a The derreteu! Quem é de carne e osso sou eu, ela é apenas minha personagem favorita.


Texto para o site da Revista Capricho
A série "Tudo o que é Sólido Pode Derreter" é da TV Cultura, você pode assistir os episódios pelo site.

Tudo o que eu sei sobre livros

Foi a coisa mais divertida que eu descobri, muito melhor que biblioteca! Bookcrossing é como um "progama" de libertação de livros.
Por exemplo, encontrei "O Ateneu" de Raul Pompéia na Central das Artes. Gostei da idéia e vou lê-lo. Peguei até alguns colantes para colocar mais um livro para rodar...
Vou tentar explicar melhor: o objetivo do Bookcrossing é fazer livros livres, que passam de pessoa a pessoa de forma inusitada e de graça.
Tem vários postos, na Bahia, DF, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Aqui no estado de São Paulo tem apenas em Atibaia e na Capital. Mas que sabe você, ai em qualquer lugar de SP/Brasil/mundo não procura fazer um posto de Bookcrossing??
Entre no site e saiba mais sobre essa diversão!
Falando em livros, tem mais dois outros sites muito legais sobre. O primeiro, que eu já fiz merchã aqui, é o Skoob. É um orkut dos livros, mas, pode ter certeza, com um nível melhor. Você adiciona os livros que leu, quer ler ou está lendo, e ainda pode descobrir vários outros para ler. Digamos que é um orkutzinho de intelectuais. E eu estou nele :D
Outro site muito bom é Estante Virtual, de sebos e livreiros. Dá para achar livros de sebos físicos e virtuais, comprar online ou na loja. Tem preços ótimos! Hoje eu estava no Corsarium(na Augusta) e comprei "O Mercador de Veneza"(Shakespeare) e "Os Cadernos de Malte Laurids Brigge"(Rainer Maria Rilke) por 15 reais cada. No livreiro da travessia da Consolação tinha títulos ótimos por preços ótimos, exemplo, em Amparo achei "O Morro dos Ventos Uivantes"(Emily Brontë) por 30 reais, nesse da Consolação achei a mesma edição por 15. Ou seja, muito legal.
Falando assim profundamente de livros/sebos, quem viaja bastante pela região de Campinas/Circuito das Águas deve conhecer a loja do Doces David em Morumgaba. Agora ali tem um café lindo e muito bom(me arrependi de pedir um cappuccino pequeno, deveria ter pedido um grande) e encontrei uma estante de sebo. Na promoção de férias, qualquer livro ou vinil por 5 reais, acabei comprando "Lolita"(Vladimir Nabokov).
Outro sebo que eu faço questão de fazer propaganda é a Livraria C&D em Amparo, antes era a primeira livraria propriamente dita da cidade, hoje é um dos dois únicos sebos. Se você estiver na região de Campinas/Circuito das Águas e não souber onde encontrar, vá na Galeria Treze na Rua Treze de Maio(Amparo-SP).
Falando mais em livros, essa semana acabei de ler "Razão e Sensibilidade"(Jane Austen) depois de meses, não sei como consegui demorar tanto. Recomendo o filme também. Falando em Jane Austen, tem uma mulher que restaura livros por hobbie, tem um site sobre isso, o Restaure, ela fez uma capa muito linda para "Emma"(Jane Austen), ela é apaixonada pela escritora e tem o site Jane Austen em português, dá para tirar muitas informações de livros e adaptações em vídeo sobre as obras. Ela, ainda por cima, vende umas bijus lindas no site da Restaure no Elo7, artesanais e com ar antigo.
Nossa, acho que agora esgotei todo o meu conhecimento sobre livros, sebos e afins. Espero que vocês aproveitem todos os links. E, de quebra, eu atualizei a barra aqui do lado, coloquei alguns links úteis de blogs, sites e afins. Confiram!
Boa leitura :D

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Um pouco diferente e um pouco mais igual

"Junte uma adolescente esperta e confusa, pais super equivocados, um colégio cheio de coleguinhas chatos e pronto: Hamlet renasce outra vez!"

Um pouquinho diferente da Thereza na série(até outro nome), mas um pouquinho mais igual a mim.
O curta "Tudo o que é Sólido Pode Derreter" é, ao contrário do que eu imaginava, um pouco diferente da série "Tudo o que é Sólido Pode Derreter".
A Débora tem características determidas por meios externos iguais as minhas, mas a Thereza tem características inatas iguais as minhas.
Portanto, o curta é tão importante quanto a série.







A Dé






e a The

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Conflitos inter e pessoais

Isso não é ponderável. Se a bateria do seu celular acabou, não é um motivo concreto. Existem outras linhas, outros lugares, outros meios. Se você não teve tempo é apenas um caminho para chegar na verdadeira resposta. Isso só mostra o quão você é fraco. Não sabe encarar. Assume de uma vez que esqueceu, que eu não sou importante. É mais direto, é mais fácil para você não inventar desculpinhas. Seja coerente com o que sente.
Eu sei que eu não preciso falar dura assim com você, mas não tive escolhas. Não posso ser compreensível. Se você não é sincero, então eu tenho que ser e colocar tudo o que eu tenho para fora. E se é tudo, que seja do jeito grosso. Eu só quero te entender.
E daí que a última coisa que você quer é me magoar? Eu me recupero depois disso. Como todo o ser humano. Mas parece que você não age como um. Fica aí parado vendo as horas passarem. Você não tem vontade de fazer algo a mais?
Mudou tanto. Entendo que são épocas diferentes na tua vida, mas ambos temos que aceitar isso. Eu tenho que aceitar que você mudou. Você tem que me ajudar nisso. Não adianta fazer diferente e pronto. Você tem que aceitar que mudou e parar de falar no passado.
Não sei se ainda somos uma unidade. Não sei se você quer que continuemos sendo. Não sei se você achou que éramos. Talvez devemos deixar de ajudar um ao outro e começar a ajudar a nós mesmos.

sábado, 18 de julho de 2009

Nota: falar disso no divã

Há alguns anos eu sempre me arrependia das besteiras que eu falava. Eu dizia o que queria e nem sempre era o correto, mas eu nem me importava com isso. Me arrependia bastante de não fazer o suficiente do que eu queria, talvez fosse mais fácil ficar em casa vendo TV ao invés de ir passear.
Hoje eu me arrependo de não dizer sempre o que precisa ser dito, mesmo que o certo seja dizer. Me arrependo de não me expressar como fazia antes. Sinto uma angústia quando saio de casa apenas para fazer o gosto de alguém enquanto o que eu realmente queria é ver TV.
São momentos diferentes da minha vida. Arrependimentos completamente opostos. E eu me arrependo todos os dias por não saber o que fazer.


Texto para a revista Capricho.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Conversas


Se conhecer é conversar consigo mesma todas as noites. Mas não basta apenas conversar, é necessário entender a si mesmo. Indecisões são prova de que a pessoa que você enxerga no espelho todas as manhãs não é tão companheira assim.
Olhar para si mesmo não é necessário. Você jamais enxergará a realidade. Ou você verá um reflexo ou uma simples foto. É preciso mais.
Perguntar à alguém quem é você só atrapalhará. Quem é de fora conhece o lado externo. Mas não o interno.
Como é possível se conhecer então?
Aprender a aprender é um bom começo. O aprendizado é uma parte da descoberta sobre si mesmo.
É uma navegação no escuro sem GPS. Sem auxílio.
Você e você mesmo enfrentam as ondas. Você é o capitão e você é o tripulante. Não adianta terceirizar a tripulação. Fazer isto é quebrar o navio ao meio.
Não digo que a solidão, então, é a solução. Pois na maioria das vezes você não está sozinho. Sempre alguém te ouvirá. Você.


Eu, a solidão e eu

Durante anos me vi repleta de amigos, nunca passava um intervalo sozinha. Sempre ia à cantina com minhas amigas, se o papo estava chato, sentava no banco com alguma outra turma. Nem nos meus 3 primeiros dias no 1° colegial em uma escola nova fiquei sozinha, tinha a uma colega do outro colégio e, de sobra, um garoto que pegava ônibus comigo. Depois desses dias, voltei para a escola antiga, continuei com vários amigos. Até no final do ano mudar novamente, então eu percebi quantos amigos furados eu tinha. Ninguém se importou em mandar um scrap ou convidar para sair. Continuaram vivendo, saindo, se divertindo, nunca me ligaram.
Decidi não pensar no assunto. Deixar rolar. Percebi que os poucos amigos eram bons. As férias passaram, sozinha ou com primas. As aulas voltaram, tinha amigas na escola nova, então estava tudo bem. Conversávamos sempre no intervalo, como sempre, não estava sozinha. Acabei até fazendo amizade com uma outra garota que sentava na minha frente. Estava tudo bem. Saia sempre com a minha prima, nunca com amigos.
Um dia, sem aviso ou razão, uma das minhas amigas do colégio parou de falar comigo. Era insuportável, ela sentava do meu lado mas não trocava uma palavra comigo. Ela só conversava com a garota da frente e eu também só falava com esta. Comecei a passar os intervalos sozinha, fui achando normal ouvir música e ler livros no intervalo. Eram 40 minutos meus, só meus.
Chegava na escola, deixava minha mochila na sala, ficava meia hora na frente da escola ouvindo música e sentindo o frio da manhã, sempre sozinha. Até a única amiga da escola antiga parou de se importar, deixou de ligar e mandar recados. Então deixei de visitá-la.
Me isolei porque me isolaram. Percebi que a única amiga que tinha, a única que poderia contar para sempre, a única que jamais deixaria de me receber era a minha prima.
Senti a solidão pura. Fazia tudo sozinha. Passava as tardes sozinha. Deixei de receber telefonemas e, consequentemente, deixei de fazê-los. A vida era só minha. Aprendi a enfrentar todos os problemas sozinha. O maior desafio foi enfrentar sozinha a solidão. Por mais estranho que pareça. Naquele momento a solidão era ruim, mas hoje a vejo com outros olhos.
Eu não precisava mais fingir para agradar os outros, eu não precisava agradar ninguém, só a mim mesma. Eu não me vestia para os outros, eu apenas agradava a mim mesma.
A solidão me libertou. Eu só tinha a mim, então eu era a única que precisava ouvir, ajudar e divertir. Sozinha eu aprendi a me conhecer melhor, já que era comigo mesma que eu passava a maior parte do tempo.
Parei de escrever, se escrevia, não era bom. Eu não precisava escrever para mim mesma. Eu contava as histórias para mim mesma em pensamento. Eu vivia as minhas histórias.
A parte ruim da solidão é que, depois de alguns meses, virei um lixo. Eu tinha que me ajudar, mas não conseguia me ajudar, e eu não me ajudava, ninguém me ajudava. Eu tinha minha prima, mas não conseguia contar da minha companheira solidão. Então permaneci quieta até me destruir.
A chegada do meu aniversário mudou as coisas mas nem tanto. Passei meu aniversário com minhas primas, uma amiga que eu dizia que me importava e meu melhor amigo(e a namorada dele, essa foi a melhor mudança, nós duas na mesma sala por horas...).
A solidão está indo aos poucos. Estou me renovando com cuidado. Mas ser livre será eterno.

Selos

Olá!
Hoje é dia de selinhos!! Muitos deles!
Obrigada Joy e Hadassah.
A Joy me indicou os dois últimos e a Hadassah os dois primeiros.
Pra fazer uma coisa rápida, eu dediquei 8 pessoas para os dois primeiros e 7 para os dois segundos, tirei um amigo do meio porque as regras obrigavam blogs femininos. Te livrei dessa, hein, Mario!?
Eu realmente recomendo que entrem nos blogs que eu indiquei! São ótimos!
Aí vão os selos, regras e tudo mais!




Regras:
1.Dizer oito características suas
2.Convidar oito amigos

Minhas oito características
-Esquecida
-Viciada em café
-Leitora compulsiva de horóscopo
-Baixinha
-Colecionadora de um monte de coisa
-Chocólatra
-Fazedora de pérolas
-Escritora compulsiva






Regras:
1-colocar o selo no blog
2-Indicar 10 blogs que você adore
3-Informar aos "premiados"
4-Dizer 5 coisas que você adore na vida

Cinco coisas que adoro na vida!
1. Dormir
2. Comer
3. Escrever
4. Sair com amigas/primas
5. Viver



Dedico esses selinhos:
Submarina
My Colorful World
Feche os Olhos
oohmygod
Reflecting a Mind of Stories
Meio Bossa Nova e Rock 'n Roll.
To be or not to be. That's the question!
Mario Cau

(Clique aqui para ver o selinho, não consegui anexá-lo)

Regras do Selinho:
1ª Deve exibir o selinho em seu blog.
2ª Postar o link do blog que te indicou.
3ª Listar 05 desejos de consumo que a deixariam mais glamourosa.
4ª Indicar 10 amigas glamourosas e avisá-las que foram escolhidas.

Isso de desejo é muito engraçado. Cadê o Gênio da lâmpada? Vamos Lá:

-Um cartão de crédito ilimitado
-Várias pessas da Triton
-Algumas sacolas cheias na Contem 1g
-Uma peep toe da Melissa
-Um bikini da Rosa Chá



As regrinhas deste selinho são:

1. Colocá-lo no meu blog;
2. Indicar 10 blogs femininos que eu adore;
3. Avisar aos blogs indicados que receberam o selo;
4. Dizer 5 coisas que eu adore na minha vida e porque.

1. Dormir, porque todo mundo sabe que é bom
2. Comer, sentir os sabores é um dos melhores prazeses da vida
3. Escrever, minha paixão mor
4. Sair com amigas/primas, passear é bom demais
5. Viver, que é o essencial na vida

AS INDICADAS PARA OS DOIS SELINHOS SÃO:
Submarina
My Colorful World
Feche os Olhos
oohmygod
Reflecting a Mind of Stories
Meio Bossa Nova e Rock 'n Roll.
To be or not to be. That's the question!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

As poltronas marrons estavam ocupadas pelos dois, os olhos dele estavam dispersos no ambiente enquanto os dela o fitavam com receio. Nenhuma palavra irrompia da boca de ambos. Não queria trocar expressões com ela, ou perderia seus pensamentos. Ele decidiu por observar os contornos de sua blusa preta de cetim contrastando com o tom branco da pele dela.
Mesmo calma, ela lhe fez uma pergunta que deixou-o ansioso:
-Não confia em mim?
-Confio - ele respondeu, atento aos botões pregados naquele tecido delicado.
Ela se curvou em direção à ele, olhando-o insistentemente, desarmando-o.
-Então? - ela jogou tais palavras no ar.
Ele respirou estas, e, simplesmente, expirou-as.

domingo, 5 de julho de 2009

Um duelo e um dueto

Eu sempre quis fugir com alguém que eu amo. Isso é de infância, coisa de menina que se inspira em rebeldes determinadas e apaixonadas. Hoje eu sou uma adolescente a beira de uma possível maioridade, a emancipação. Que seja, eu quero fugir disso tudo. Eu considero grandioso um casal de namorados que vai morar em outro lugar e não dá notícias para a família, corajosos de o fazerem com menos de 18 anos. Eu quero fazer isso, eu preciso. Não como realização de rebelde sem causa, mas como ser humano. Eu quase cheguei a esse ponto, sem permissão de adulto algum(só do motorista do ônibus), eu fui para a cidade vizinha conhecer um amigo de internet. Por fim, aquilo foi considerado uma mentira sem tamanho(pelos adultos, claro), e não de minha desejada fuga.
Um dia desses eu vi um circular de um bairro distante que eu não conhecia. Eu quis entrar naquele ônibus, mas a razão tomou conta, "tenho que ir para casa, estudar e fazer trabalho". Mas um dia eu poderia... escolheria uma tarde calma, com a desculpa de tomar um café ou ir na biblioteca(coisas que demoram uma tarde toda). Mas, um bairro distante nessa cidade sem graça?
São Paulo. Cidade grande que amo. Meu sonho, minha meta. Não apenas minha, mas também de uma pessoa a qual estou, singelamente, apaixonada. Ambos desejamos morar lá. E viver lá.
Mas, hoje, como meros estudantes, a quantidade de livrarias, galerias, cafeterias e bares que poderíamos conhecer, sozinhos, ninguém sabendo onde estamos. A fuga. O encontro com a paz interior. Com a inspiração palpável. Com tudo que nós desejamos ao nosso redor. Tudo que nos excita e incita a querermos mais. Que fuga.
Mas, como eu volto para casa depois de tudo isso? E o medo de enfrentar as consequencias? Enquanto menor de idade, não poder vê-lo; a proibição, a censura dos meus responsáveis. É certo reprimir a fuga? É certo criticar e penalizar alguém que precisa se por para fora? Que precisa fazer todo o seu interior sentir o que somente a pele sente? É justo? Os adultos nunca se esgotaram? Nunca quiseram chutar tudo longe e se jogar no desejo? Eu quero. Eu preciso.
Eu me sinto no momento correto, quando eu terei o máximo de aproveitamento. Eu preciso viver isso. Eu preciso respirar a vida. Eu preciso sentí-la no meu íntimo e comparti-lha. Mas as consequencias, eu sei que serão terríveis.
Então?

sábado, 4 de julho de 2009

Alguns metros

Neste exato momento, não posso julgá-lo pelo que faz. São quatro e dez de uma quinta-feira aparentemente monótona. Todas s quintas eu tenho aula de inglês, às quatro. Menos hoje, sentada debaixo da minha árvore favorita nessa praça, matei aula. Então ele do outro lado do lago não faz algo pior.
O sol já está baixo, está tocando alguma MPB na rádio da cidade, a única coisa que me incomoda são os gritos das crianças em uma creche próxima. Eu vim aqui para ler, mas nem ao menos isso estou fazendo.
Ele pisa na bituca de cigarro que acabou de jogar no chão, ele usa aquele All Star de couro branco, como todos os dias. Logo acende outro, entre o indicador e o dedo médio, traga. Observa a pequena chama consumindo a ponta do cigarro. A fumaça sai lentamente de sua boca, está calmo.
Aquela é toda a sua diversão já faz um tempo. Ele sabe o que faz de sua vida. Sendo sincera, com aquela pose, com um cigarro de menta, não há uma garota bobinha que resista. Não tem reputação, nem dinheiro. Não importa, ele tem sua armadilha.
Então o artista incompreendido se levanta, coloca a mochila nas costas e caminha tragando mais um pouco, até sua casa cheia de problemas escondidos.

terça-feira, 30 de junho de 2009

domingo, 28 de junho de 2009

Eu sentava na primeira carteira

Eu tenho certeza de uma coisa, a maior parte dos professores são chatos para só alguns serem legais e se destacarem ainda mais entre os outros. Tive um professor que, durante o primeiro ano dando aula para mim, era o mais odiado. Mal lembro dos meus motivos, talvez porque fosse inexperiente.
Mas, depois de muita convivência e muita gramática, fui pegando gosto por ele. Fui vendo que aquele ruivo barbudo era da raça que eu mais admirava, os artistas.
O André acabou se tornando meu professor de literatura e me mostrou(sem querer) o que eu queria da minha vida: ser escritora. Cheguei a quase chorar em uma de suas explicações sobre coita d'amor. Digamos que depois disso ele se tornou um semideus para mim. Era a pessoa que detinha o conhecimento sobre as coisas que eu mais amava.
Todo mundo diz que professor bom é aquele que transmite da melhor maneira os ensinamentos. O André não fazia simplesmente isso, ele doava parte do amor dele pela literatura.

Texto para a Revista Capricho, mas que tem MUITO sentimento embutido!
Te amoooo, André!!

sábado, 27 de junho de 2009

King of pop


Todo mundo sabe que o Sr. Micheal Jackson morreu nesta quinta. Motivada por milhões de clipes, documentários, notícias e opiniões que eu vi na TV, pensei em escrever um post em homenagem a ele. Desde que eu nasci ele já era um cara estranho. Lembro do dia em que descobri que ele era negro, toda a minha infância ouvi falar dele e de suas músicas, do passinho moonwalker, mas até fazer 10 anos não sabia que ele era originalmente negro. Daí eu comecei a achá-lo mais estranho, além de se parecer com uma mulher.
Só quando eu cresci mais fui vendo outras coisas que o Sr. Jackson fez. Construiu Neverland, fez tratamento para mudar de cor, fez o maior sucesso com Thriller, quando eu tinha 13 anos me assustei quando ouvi um CD do Jackson Five e ouvi várias músicas que eu adorava, ele deixou o filho suspenso da sacada de um hotel. Por essas e outras comecei a não olhá-lo com bons olhos. "Micheal Jackson é um louco e se eu o visse na minha frente sairia correndo", era isso o que eu pensava, até o verbo "ser" começar a ser conjugado como "era".
Como já disse, depois de sua morte fui afogada por um 24h por dia de Micheal Jackson, então comecei a ter mais informações sobre a vida dele. Casou com a filha do Elvis, gravou o clipe "They don't care about us" com o Olodum em Salvador, era muito fofo quando tinha 11 anos, comprou o direito autoral de todas as músicas dos Beatles(ok, nessa eu fiquei com MUITA inveja), fez doações para instituições voltadas às crianças.
Micheal, assim como a nova Maísa, não teve a infância que todas as crianças tem. Começou a trabalhar com 5 anos e seu pai sempre o obrigava a ensaiar, entre 6 à 10 horas por dia. Depois de crescer transtornado, mudou completamente seu corpo e descobriu em Peter Pan seu sonho, o de nunca envelhecer. Acho que podemos dizer que isso nunca aconteceu, as cirurgias plásticas mantiveram o físico até morrer aos 50. Bom, dizem que a vida começa aos 50, não é mesmo?
Ontem que estava assistindo Band, um dos canais que passavam algumas imagens(naquele momento os outros passavam filmes ou propagandas), o apresentador começou a falar do Sr. Jackson. Disse que foi um péssimo exemplo para o mundo, que ele cometeu atrocidades, foi um louco, não vivia no mesmo mundo que nós, apesar de ter sido o rei do pop. Aquilo me deixou com raiva. O apresentador nem se explicou, assim como todo mundo que o criticava, não disse que, provavelmente, ele tinha problemas psicológicos. Deixou por isso e começou a anunciar outra coisa.
Foi isso que deu inicio a meu novo modo de pensar. Micheal era um louco! Assim como todos nós, assim como todos os outros artistas, a única a diferença é que ele era bem mais. Micheal não vivia no mesmo mundo que nós, porque isso tem que ser ruim? Ele tinha sorte de se entregar ao seu mundo, mas ao mesmo tempo azar por continuar vivendo nesse. Acho que deu para perceber que quando se trata de loucura, eu defendo o louco. Lógico que eu não concordo com tudo o que ele fez, foi péssimo ter abusado de crianças e não ter assumido o próprio corpo, mas parece meio claro para todo o mundo que foi por causa de seus problemas mentais.

Desde que me dei conta que ele era um artista louco, ao mesmo tempo gênio, comecei a admirar o Sr. Jackson. Eu ainda tenho excessões, admirá-lo quando criança, fofinho no Jackson Five, admirar o moonwalker(ainda quero aprender direito) e diferir o King of Pop da pessoa Micheal Jackson.
A morte dessa pessoa que sempre foi bem afastada da minha realidade, me ensinou muita coisa(isso porque aconteceu há menos de dois dias). Me ensinou que eu não devo continuar com os meus conceitos de quando eu era criança. Vou continuar tendo medo das fotos em que ele parecia uma mulher alterada, mas vou começar a vê-lo como seu sogro, um rei. E, também como seu sogro, ele não morreu, apenas voltou para seu planeta de origem.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Palavras

Ele é previsível de longe. Aquele cabelo jogado na cara pode o disfarçar, mas quando noto que usa óculos escuros e o de grau fica preso à blusa, eu sei quem é. Ele sorri de um jeito diferente, ele ri da maneira dele. Conheço suas fases, conheço suas doenças, conheço seus delírios.
Os traços que saem a partir de sua mão é algo que encanta, que copia seus desejos e suas verdades, ele mente bem. Mente tão bem que eu já o vi em vários cantos de páginas, talvez centralizado. Mas ele sempre está ali.
Suas palavras podem ser apenas letras, mas eu sei o real significado delas. Eu consigo ler em suas cartas o que o coração dele insiste em deixar quieto, mas eu espero nunca ter que desenvolver o assunto. Ele próprio me ensinou como decifrá-lo.
Quer saber quem eu sou para lhe contar os segredos? Talvez não seja tão mal assim. Porque eu sei como as coisas andam, eu sei quando eu tenho que ir junto. Então, o momento certo, é o momento que você o lê. Eu sou seu papel.

domingo, 21 de junho de 2009

Noite

Seus olhos se demoraram sobre os dela. Seus olhos vasculharam o corpo dela. Seu abraço a envolveu. Seu sorriso a convidou. E do convite, nada se seguiu.

Fim

Decidiu por tomar um copo de vinho, acabando com sua vida, porque aquilo seria a última coisa que poderia ter a coragem de fazer. O pior não era a mágoa, era a raiva, ela não queria sentir aquilo; vê-lo fazendo aquilo tirava sua coragem de recomeçar. Era a mesma roupa, aquela jaqueta que já lhe cobriu no frio; aquela boca que beijou a outra na boca, e, depois, no pescoço. Prestes a cometer uma traição, talvez sim; tinha fúria no olhar enquanto via a cena do filme que era a sua vida. Ele a amava, dizia isso todas as tardes frias em que a abraçava ou quando a levava para conhecer as montanhas, ele não mentia. E quando ela se deu por si, a vida reprisava em sua retina, como se o fim estivesse próximo. Mal chegou na festa e já se deparou que nada ia bem, a noite não ia ser longa, porque a noite acabara naquele olhar. Ela se arrumou tão bem, nunca se sentiu tão linda, e ia vê-lo, o amor de sua vida.

domingo, 14 de junho de 2009

Imigrações

Os gregos migram para o Brasil e seus descendentes nascem loiros de olhos azuis para tentar garotas comuns.

domingo, 7 de junho de 2009

sábado, 6 de junho de 2009

Capitu

Letra: Zélia Duncan
Foto: Tudo que é sólido pode derreter




Capitu
A ressaca dos mares
A sereia do sul
Captando os olhares
Nosso totem tabu
A mulher em milhares

Capitu
Feminino com arte
A traição atraente
Um capitulo a parte
Quase vírus ardente
Imperando no site
Capitu

terça-feira, 2 de junho de 2009

A Dido me entende




Thank you
Dido

My tea's gone cold
I'm wondering why I got out of bed at all
The morning rain clouds up my window
And I can't see at all
And even if I could it'd all be gray,
But your picture on my wall
It reminds me that it's not so bad
It's not so bad

I drank too much last night, got bills to pay
My head just feels in pain
I missed the bus and there'll be hell today
I'm late for work again
And even if I'm there, they'll all imply
That I might not last the day
And then you call me and it's not so bad
It's not so bad and

I want to thank you
For giving me the best day of my life
Oh just to be with you
Is having the best day of my life

Push the door, I'm home at last
And I'm soaking through and through
Then you handed me a towel and all I see is you
And even if my house falls down now
I wouldn't have a clue
Because you're near me and

domingo, 31 de maio de 2009

Ismália

Alphonsus de Guimaraens





Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar..

sábado, 30 de maio de 2009

Um vida que eu mal conheço

Ele acorda todos os dias às sete horas da manhã com o despertador, acende o abajur, levanta-se e abre a janela do quarto para ver a cidade logo de manhã. Abre o armário e escolhe uma camisa, uma calça e um casaco, veste-os tranquilamente, coloca o sapato, apaga o abajur e parte para o banheiro, onde lava seu rosto e olha sua imagem pelo espelho, ajeita o cabelo com a escova. Na cozinha ele põe a cafeteira para verter a água quente sobre o pó fresco de café, pega o açúcar na dispensa e uma xícara no armário. Desliga a cafeteira, tira o bule e se serve de café, duas colheres de açúcar são o suficiente. Levanta a xícara na altura do rosto e assopra o líquido enquanto anda pela cozinha procurando algo para comer, encontra uma broa que havia comprado no dia anterior. Toma o café intercalado com algumas mordidas na broa, assim que termina lava a xícara e o bule na pia. Vai para o banheiro e escova os dentes. Ao passar pela sala pega sua maleta em cima da poltrona, as chaves em cima da TV e sai pela porta, trancando-a. Entra do elevador, aperta o botão do térreo, desce e pára no primeiro andar, uma mulher entra, se cumprimentam, e segundos depois chega ao seu destino. Saí pelo saguão, o porteiro abre o o portão dando-lhe bom dia.
Caminha algumas quadras ao norte, sempre olhando os jardins dos prédio e casas. Chega a estação de metrô, desce alguns degraus, passa pela catraca e espera na área de embarque. Tira o blackberry de dentro da maleta e verifica seus e-mails. Entra no vagão assim que chega, vazio, senta no banco mais próximo. Acessa o twitter e responde alguns recados. Alguns minutos e sete paradas depois, desce do metrô, passa pela catraca, sobe a escada rolante e anda por uma grande avenida.
Atravessa algumas ruas e chega a um prédio grande e medieval, entra e caminha por extensos corredores iluminados pelo nascer do Sol. Chega a uma sala, com poucas pessoas, senta-se na primeira carteira que encontra. Tira da maleta um livro e um caderno, confere a previsão do tempo no blackberry e confere os e-mails de novo. Mais pessoas entram na sala junto do professor. Assiste a duas horas de aula ininterruptas, fazendo anotações no caderno. No intervalo vai a cantina e toma um suco. Volta para a sala, outro professor entra e tem mais duas horas ininterruptas de aula. Sai da sala, atravessa os corredores extensos, chega a avenida, caminha de volta para a estação o metrô, desce a escada rolante, passa pela catraca e entra no vagão que acabou de parar. Após 5 paradas, desce, passa pela catraca e chega a uma outra avenida, a atravessa e entra em um restaurante, tira o casaco. Senta-se em uma mesa pequena, pede um prato executivo de frango grelhado com manjericão, arroz e creme de milho. Toma água enquanto espera. A refeição chega, come, intercalado com alguns goles de água. Ao terminar, pede a conta, entrega o cartão ao garçom, assina a nota, coloca o casaco e sai do restaurante. Anda pela avenida no sentido oeste, entra no prédio de uma grande empresa, entra no elevador e aperta o botão do quarto andar, lá atravessa alguns corredores e chega no RH.
Tira o casaco, senta-se a mesa, liga o computador, abre a maleta e tira alguns papéis de dentro. Confere os e-mails, entra no twitter e responder a outros recados. Trabalha durante horas, lendo e-mails, recebendo mais papéis, escrevendo e-mails. Recebe pessoas de outras áreas da empresa, conversa com algumas, entrega papéis a outras. Levanta-se, vai até a cozinha do quarto andar, pega uma xícara em cima do balcão, serve-se do café recentemente passado. Vai com a xícara até a mesa, trabalha intercalando com alguns goles do café. O sol ameaça a se por. Desliga o computador, fecha a maleta, coloca o casaco e sai pelo elevador. Chega no térreo, despede-se de algumas pessoas. Sai do prédio, atravessa a avenida, anda duas quadras no sentido leste, vira ao norte e segue por mais três quadras. Avista a costa e caminha mais rápido.
Passa por uma praça, atravessa uma rua, anda pela calçada e chega a areia. Tira o casaco e o coloca sobre o braço, tira o sapato e a meia, sente o solo diretamente em seu pé. Caminha em direção a um porto medieval, sobe na mureta de pedra, caminha pelo cais e se senta observando o mar. O Sol deita-se sobre a água e é logo consumida por ela. Veste a meia, o sapato e o casaco. Atravessa a calçada, a rua, a praça, algumas ruas e a avenida, entra no metrô, passa pela catraca, entra no vagão lotado, 5 paradas depois desce, passa a catraca, sobe alguns degraus e entra em um bairro residencial. Caminha algumas quadras ao sul, o porteiro abre o portão enquanto lhe deseja boa noite, ele entra no elevador, aperta o botão do sexto andar, entra no apartamento.
Coloca as chaves em cima da TV, coloca a maleta na poltrona, liga a TV, acende a lareira, tira o casaco e o deixa no quarto. Entra na cozinha, lava as mãos, pega na geladeira a comida feita no dia anterior, tira um prato do armário, aquece a comida no micro-ondas, senta-se na mesa e come. Levanta-se e lava a louça, seca as mãos e deita no sofá. Troca de canal algumas vezes, pega o celular na maleta, confere os e-mails, entra no twitter. Desliga a TV, entra no quarto, pega o pijama, vai para o banheiro. Tira a roupa, joga-a no cesto de roupa suja, liga o chuveiro e coloca-se debaixo da água quente. Lava o cabelo com o shampoo, pega o sabonete e lava-se. Desliga o chuveiro, pega a toalha pendurada do lado de fora do box, seca-se e coloca o pijama. Pendura a toalha, vai para a cozinha, pega uma xícara e um bule no armário, coloca água no bule e coloca a água para ferver. Pega um sachê de chá de maçã na dispensa, coloca na xícara, retira o bule do fogo e verte a água sobre o chá. Espera alguns minutos, tira o sachê e coloca açúcar. Deita no sofá, liga a TV e coloca no telejornal. Termina o chá, desliga a TV, deixa a xícara na pia da cozinha, vai para o banheiro, escova os dentes, entra no quarto, acende o abajur, fecha a janela, pega um livro na estante, senta na cama, lê um pouco. Fecha o livro, coloca-o o chão, apaga o abajur. Cobre-se com o cobertor, fecha os olhos. Ele sonha.
Sombras misteriosas
no pátio dormem.
E ao som da meia noite
na tristeza ficam.
A dor, não se sente,
caído no sono
a apenas a calma sente.


Alguns rabiscos numa folha de fichário, por volta de 2006, aparentemente escrito durante a aula.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Eu olho para todos os cantos dessa cidade, procurando uma imagem.
Mas eu nem vejo você.


A minha foto não está aqui...

domingo, 17 de maio de 2009

Novidades

Hey, pessoas!
Eu vim agradecer os vários comentários, é mais gente do que eu estou acostumada, então fica difícil responder a todos os comentários.
Vim agradecer a Breda que me indicou um selinho, maior legal :D
Eu tenho que escrever uma lista com 8 características minhas e convidar 8 blogs para responder também.

-Esquecida
-Viciada em café
-Leitora compulsiva de horóscopo
-Baixinha
-Colecionadora de um monte de coisa
-Chocólatra
-Fazedora de pérolas
-Escritora compulsiva

E blogueiros para me acompanhar nessa:
-Submarina
-Oohmygod
-Mario Cau
-Caminho
-Juliana
-Augusto
-Yes, whatever
-Como perder aquela garota

Tem esse selinho, mas nem sei se é obrigatório...



Bom, é só isso!
Saindo do final de semana incrível!
Teve trilha sonora!!
Sweet Little Sixteen, The Beatles!
hahaha

Feliz aniversário atrasado para:
Robert Pattinson
Meu priminho, Tomaz!
Sivi, amiga alemã da família
Jessie
Mariana Guerra

Beijos galera

Porque o mar não se apaixona por uma lagoa?

Há um tempo atrás eu me peguei pensando no porque eu havia me apaixonado por aquele garoto(você sabe, aquele), a minha resposta foi a lembrança de um pequeno trecho de Crepúsculo, "o amor é irracional". Uma verdade tão bobinha mas que fez o maior sentido na minha vida.
Eu não parei de pensar no assunto, principalmente porque minha amiga me chamou de idiota depois de contar pra ela do garoto. Porque eu era uma idiota se aquilo não era consciente. É bem melhor o amor ser inevitável, imagina uma pessoa que não se interessa se apaixonar por ninguém, o que ela faz? Vive décadas sem motivo?
Eu até penso o contrário quando me perguntam "porque a gente sempre escolhe quem não deveria?". Lógico que devia! Nós deveríamos nós apaixonar sempre pela pessoa errada, é uma lição tão importante na vida se redimir a uma pessoa diferente.
Platão dizia que tudo que vinha dos sentidos não era válido, não aprenderíamos com aquilo, Aristóteles acreditava no contrário, a razão e o sentimento se complementavam. Este estava mais do que certo, evoluímos através dos sentidos. Tipo a Arte, o homem não conseguiria viver sem ela. Assim como nós não conseguimos viver sem se apaixonar.
Ninguém nunca vai descobrir "a fórmula do amor" e nem porque "meu coração bate feliz quando te vê". Sabe porque o amor é incrível? Porque ninguém consegue controlá-lo.



Texto para o site da Revista Capricho

quinta-feira, 14 de maio de 2009

A prática faz a perfeição

Graças a minha pouca idade, eu sempre soube muito das coisas apenas na teoria. Tendo prática zero. Eu até me surpreendo com isso. Você pode me perguntar qualquer coisa sobre sexo, eu saberei responder. Mas eu nunca vivi isso(é isso aí, assumindo blogosféricamente a minha virgindade).
Eu até percebo que entre as minhas amigas isso é um assunto pouco comentado. Apesar de achar legal saber o que elas pensam sobre, sempre que a gente chega perto, alguém lembra da prova de química e lá se foi a minha oportunidade.
Talvez, por falta da tal experiência, isso meio que ainda seja um tabu pra mim. Conversar com a minha mãe é ainda mais constrangedor, felizmente eu já passei pela conversa, e sobrevivi.
Sexo é uma palavrinha tão pequena mas causa tanto pavor, expectativa, medo, dúvida e, até mesmo, êxtase. Acredito que, se fazê-lo com amor, êxtase é pouca(apenas uma suposição de teoria).



Texto para o site da Revista Capricho
E que, no inferno astral, me fez pensar sobre a adolescência + idade. É, a gente amadurece nesse inferno astral.

domingo, 10 de maio de 2009

Faço essas as minhas palavras

Carinhoso, by Pixinguinha.

"Meu coração, não sei por que
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim
Foges de mim"

Eu gostaria de entender a razão pela qual, depois de tanto tempo, eu ainda sinto a mesma coisa. Essa era a minha música naquela época, eu cantava esses versos desde que te vi. Eu voltei a cantá-los.

"Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz"

Dizer que me devora o coração é muito pouco. Ela me extermina completamente. Eu não tenho mais vida própria enquanto isso que eu tenho aqui dentro não ter liberdade. Eu aprisionei esses sentimentos sem um motivo concreto, talvez para não me machucarem, do que adiantou? Eles me corroem. Eu preciso permitir a manifestação deles. A manifestação externa, e não apenas deixá-los comandando minhas ações e meus pensamentos.

"Meu coração, não sei porque..."

sábado, 9 de maio de 2009

Desabafo da Semana

Eu quero entender o que se passa na cebeça dos meus conterrâneos quando maio chega. Todo mundo fica animado, incluisive eu, que conto os dias para o meu aniversário. Mas o mundo ao meu redor só pensa em outra coisa: rodeio. Eu odeio. Sim, esse é o mais comum clichê dos vegetarianos, mas alguém tem que me explicar o que é tão legal em um rodeio. O que tem de tão legal em um show de sertanejo ou, o mais estranho de tudo, axé. Alguém me diz porque a Claudinha Leite toca no RODEIO? Eu jurava que rodeio era cultura do interior, e não do litoral baiano.
A frase que eu mais ouvi essa semana foi: "você vai o rodeio?". Nem EU escapei dessa(isso porque quando um professor critica o rodeio eu sempre dou uns gritinhos de "é isso aí, você tá certo"), estava, inocentemente, lendo jornal no intervalo e uma das loiras da minha sala perguntou isso. Eu sei que eu sou um pouco antipática, mas eu achei muito estranho aquilo. Eu disse que não, eu sou contra e que minha irmã vai e não gosta que eu vá junto. Eu só tive tempo de pronunciar o "não" e ela se virou para minha amiga do meu lado e fez a mesma pergunta. Ficaram 5 minutos falando do namorado que já foi pra Barretos.
Até na primeira aula de quinta, que o professor sempre fala de futebol, ficaram discutindo se a Claudinha(a essa altura ela já virou minha amiga íntima) cancelou ou não o show. O terceiro ano até ligou pra Red(quem não sabe, é a casa de shows onde se realiza o "evento") no meio da aula de matemática para saber das últimas.
Gente, na sexta parecia que a Gripe A tinha se alastrado pelo Brasil, tinham 7 alunos na primeira aula. Porque? Porque a maioria foi no rodeio quinta a noite. As garotas da minha sala pareciam cambistas, querendo vender as entradas do show da Claudinha que virou Banda Eva. Se ferraram.
Me desculpe quem gosta de rodeio, mas eu ainda quero entender qual é a diversão de ficar se esfregando no meio de um monte de caipira só pra assistir um show. Ah, eu acho que sei a graça, a entrada custa só 10 reais. Olha o nível do show!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Outro assunto manjado

-Tá frio - A diz.
-É - B diz.
-Vai fazer mais frio no inverno - A diz.
-É, pelo visto - B diz.

internamente:
VEM FRIO, VEM!!!



"Decode"? Acho que sim!
Cold...
Make you way to me... to me

terça-feira, 5 de maio de 2009

Assunto Manjado

-Quer um café? - A pergunta.
-Quero - B responde.

(espaço de tempo indefinido)

-Quer outro café? - A pergunta.
-Quero - B reponde.

(espaço de tempo indefinido)

-Quer mais um café? - A pergunta
-Quero - B respone.

(espaço de tempo indefinido)

-Quer

domingo, 3 de maio de 2009

SALE!!!

"Promoção" é uma das palavras que nos leva ao delírio, seja o que for, a vontade de olhar a vitrine é incontrolável! O problema é quando a vitrine é mara, mas nenhuma palavra do tipo "desconto" existe ali. E mil desculpas passam pela cabeça, por exemplo, "eu não tenho um vestido preto assim", "eu preciso mesmo comprar um casaco".
Todo mundo sabe que é saudável gastar o suado dinheiro, e, quando se está na adolescencia(definindo, quando se depende da mesada que os pais nos dão), é até proveitoso(educacionalmente falando) "falir" um mês ou outro(pronto, já dei uma desculpa para vocês usarem quando faltar dinheiro no meio do mês). Mas o ruim é torrar tudo que se tem(até o que não tem) no primeiro final de semena do mês.
Para a maioria da mulheres, pelo menos ao meu ver, é completamente comum comprar quase tudo que dá vontade, tipo, o que precisa e o que simplesmente quer. Só que os homens, muitas vezes, não entendem isso. Tenho certeza que foram eles inventaram essa fofoca de que mulher não sabe se controlar na frente de uma promoção.
Tá certo que é verdade, mas só sendo mulher para entender o que acontece. Não adianta ser gay, metro nem travesti, só as mulheres entendem o verdadeiro prazer de fazer compras. Seja delirando na loja ou sendo só o que é necessário. O sentimento de poder é tentador.
Claro, a gente quer sentí-lo o tempo todo.


Texto para o site da Revista Capricho.

Isso são horas, menina?!

Na adolescencia é assim: tem que seguir todas as regras que os nossos pais nos impõem. Até aí tudo bem, eles sabem o limite que devemos ter. Mas quando o governo determina o horário para voltar pra casa, não rola! Para evitar que menores de idade entrem em problemas, algumas cidades fazem o toque de recolher. Ótimo que eles se preocupam com a nossa segurança, mas é assim mesmo que se faz?
O que impede um garoto de 14 anos não se envolver com drogas às cinco da tarde? E o que garante que uma garota de 16 anos esteja a salvo indo para a escola logo cedo? Segurança não é uma questão de horário e lugar. Um adolescente pode andar sozinho por uma rua às duas da madrugada, se for tudo bem monitorado, não há porque não se sentir seguro.
Ao invés de irritar jovens menores de 18 anos essas medidas, deveriam mesmo era investir da educação deles. Com toda a certeza, se eles tivessem uma escola boa, se preocupariam mais em dormir cedo para poder aprender. Mas não há um estímulo para a "sede do saber". O que leva a maior parte deles passar suas noites de segunda a segunda na rua, procurando coisas mais interessantes, como drogas, por exemplo.
Digamos que há várias formas de manter os jovens seguros, uma forma, a mais fácil, é usar regras e toques de recolher. Outra é educá-los e eles mesmos percebem o que é certo e o que é errado. Bom, o governo usa a mais fácil!

Texto para a Revista Capricho

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Jogo: perguntas bobas, respostas boas – O Retorno

Pra quem lembra da primeira parte, acho que dá pra comparar as mudanças!

COMPLETE:
- Eu tenho: quase tudo que eu quero
- Eu desejo: ler muitos livros
- Eu odeio: adolescente que tá mais pra criança
- Eu escuto: todas as músicas do meu MP3player
- Eu tenho medo de: fogo
- Eu não estou: satisfeita
- Eu estou: escutando Rob Pattz
- Eu perco: minha juventude a cada dia
- Eu preciso: recuperar química
- Me dói: aindar gostar do ex

SIM OU NÃO?
- Tem um diário? Sim
- Gosta de cozinhar? SIIIM
- Gosta de tempestades? Não muito
- Há algum segredo que vc não tenha contado à ninguém? Sim, e eu não vou te contar!
- Acredita no amor? Claro
- Toma banho todos os dias? Ahhh, então, né?!
- Quer casar? Sim
- Quer ter filhos? Sim

QUAL É?
- A frase que mais usa no msn: omg
- Sua banda favorita: agora é Muse
- Seu maior desejo: não precisar fazer outro aparelho móvel
- 3 Lugares estranhos em que vc transaria: na lua, em uma campina de Forks e debaixo da Torre Eiffel

OUTRAS PERGUNTAS
- Signo: Touro
- Cor dos olhos: Castanhos claros
- Numero favorito: 157
- Dia favorito: todo dia, menos dia de prova e de faxina
- Mês favorito: Outubro
- Estação do ano favorita: Inverno
- Café ou chá? Café, café, café

VOCÊ
- Tem problemas de auto estima: não mais
- Abriria mão de ficar com alguém muito gato por respeito ao próximo: puuutz, complicou, hein?
- Iria a uma micareta: JAMAIS!
- Cuidaria de amigos bêbados: Sim
- Dá toco sem problema nenhum: Acho que sim

NAS ULTIMAS 24HS VC:
- Chorou? Não, mas quase
- Ajudou alguem? Sim
- Ficou doente? Não
- Foi ao cinema? Não
- Disse “te amo”? Sim (né, Juh?)
- Escreveu uma carta? Não
- Falou com alguem? Sim
- Teve uma conversa séria? Não
- Perdeu alguem? Não
- Abraçou alguem? SIM! (A estampa da minha blusa era: "Have you hugged my t-shit today?", daí um monte de gente respondeu)
- Brigou com algum parente? Sim
- Brigou com algum amigo? Não

ALGUMA VEZ VC PODERIA:
- Beijar alguem do mesmo sexo? Yep
- Fazer sexo com alguem do mesmo sexo? Não sei
- Saltar de paraquedas? Opa! Lógico!
- Cantar em um karaoke? Sim
- Ser vegetariano? Siiiim
- Se embebedar? Hoje a noite?
- Roubar uma loja? Nem
- Se maquiar em publico? Falta de educação!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Testemunho do meu mundo

Eu sempre pensei de um jeito. Só daquele jeito. Acho que é coisa de família, ou melhor, era. Porque agora eu ando pensando diferente.
Para certas pessoas eu adotava uma postura, mas com outras minha postura era totalmente oposta, o que me incomodava era que as situações eram as mesmas. E eu me achava uma vendida pela opinião dos outros.
Ás vezes eu posso até ir com o fluxo, mas isso tá mudando.
Ninguém faz idéia do como eu quero pegar meu celular e ligar pra uma pessoa que todos os meus amigos me chamariam de burra por fazê-lo(sim, eu confirmei, eu desabafei sobre a possibilidade com a minha amiga, ela disse que eu era muito burra).
Decidi seguir o coração e deixar a razão no mute. Sei lá, acho que é porque ele tá gritando isso a muito tempo e ela comandou o bastante.
Basta, eu vou regredir um pouco. Quem sabe voltar uma casa não vai me dar de brinde uma carta de avançar 3.

domingo, 26 de abril de 2009

Horóscopo, final de semana e os assuntos de sempre

Vamos começar pelo assunto feminino: horóscopo! O meu durante essa semana foi o mais legal possível, dizendo coisas incríveis sobre o meu dia. Principalmente sexta, que o dia nasceu lindo e perfeito, com neblina por todos os lados e um frio na medida certa. Eu quis viver aquela manhã para sempre sentada no banco no pátio externo da escola. E eu me entreguei tanto a esse prazer que, depois do primeiro intervalo, eu perdi a noção do tempo e me atrasei uns 10 minutos para a aula.
Bom, daí meu horóscopo se relaciona com os assuntos de sempre, primeiro motivo: inferno astral. Estou naquela bela época em que se reflete sobre passado, presente e futuro, até agora as conclusões foram boas, mas preciso pensar melhor no assunto. E eu já li o meu horóscopo de maio! Alguém me explica porque os signos que mais combinam comigo serão áries e câncer? Porque não pode ser capricórnio?
Meus assuntos de sempre continuam os mesmos, mas eu entendi algumas coisas na aula de física, "a atração supera a repulsão". Tá, mas daí eu fiz outra pergunta: querer descobrir por conta própria supera o que os outros dizem?
Espero que sim.
Eu realmente conto com isso.
Daí isso refletiu no meu final de semana. Minha escola e o meu curso de inglês se fundiram nos meus embalos de sábado a noite. Não rola convidar gente conhecida sem antes passar a lista de nomes para o anfitrião. Você pode acabar passando a noite com pessoas que você não gosta muito.
E lembre-se: se beber, jante antes. As coisas podem ficar engraçadas demais, e segunda vai rolar um monte de boato idiota.
E meu querido amigo dos os claros vai achar estranho me ver sentada do lado dele, mas, saibam de uma coisa, eu não quero ser assunto da sala.
Eu vou tentar concentrar meus dedos e meu vocabulário em histórias mais concretas e não simplesmente em frases jogadas.

Realização deste final de semana: muito café. E um cappuccino mara hoje a tarde.

Garotos, ouçam ela!

Eu estava respondendo aos comentários dos leitores desta casa de chá, quando me deparo com um nome de blog legal: Como perder aquela garota. Me lembrou aquele filme legal, "Como perder um homem em dez dias", recomendo demais.
Eu li um só post e já concordei que todos os garotos deviam se ligar nas dicas dela, o porque é simples: as regras não são padronizadas. Cada garota é uma garota diferente.
E ela vai aconselhar vocês, garotos, a entender isso.
Agora siga o meu conselho: clica aqui!