sábado, 28 de fevereiro de 2009

Srta. Molina - Terceira parte

Perdeu-se a freqüência em que Fernando aparecia na casa da garota, mas, em compensação, mandava-lhe muitas cartas por meio dos serviçais. Trocavam duas ou três por dia e encontravam-se semanalmente sem a família saber. A desconfiança de Sra. Molina permanecia ao ver a filha sempre escrevendo ou recebendo correspondências. Havia interceptado algumas, mas falavam apenas de livros e do desejo de Fernando se tornar engenheiro.
Sr. Guerra jantava toda semana na casa de Marília, sua mãe começou a levá-la muito no alfaiate, sempre encomendando vestidos cheios de rendas e bordados para a moça ser atraente aos olhos do futuro noivo. Uma noite, com um de seus novos vestidos, Sr. Guerra foi deixado sozinho com Marília na sala, por insistência de Sra. Molina.
-Marília - disse o homem, culto como de costume, apesar do tratamento íntimo -, chame-me de Dirceu, somente. Já nos conhecemos a um bom tempo, não precisamos de tanta formalidade.
-Meu caro - ela foi mais polida ainda -, eu prefiro manter as formalidades, portanto, sugiro que conforme-se por me referir ao senhor como... Sr. Guerra.
-Então, vou chamar-te se Srta., novamente. Srta. Marília, saiba que aprecio muito como está vestida esta noite.
Na tarde seguinte, Fernando visitou Marília, depois de vários dias sem vê-la. Levou-a para ver o mar, que tanto adoravam. Apesar do sapato inadequado e o longo vestido, logo chegaram a praia vazia. Sentaram-se em uma pedra e conversaram sobre a noite anterior.
-Fernando - ela disse triste -, eu não suporto mais a presença daquele homem. Minha mãe quer me casar logo com ele, parece até que ela quer fazer isso antes mesmo que Helena e o Sr. Figueiredo fiquem noivos.
-Minha querida, eu não gosto do rumo que as coisas tomaram. Eu fiquei tão distante de você! Fico dias sem te ver. E aquele homem se jogando sobre você.
-Fernando, eu acho que isso não vai dar certo...
-Marília, isso vai dar certo! Eu vou fazer dar certo. Eu quero ficar com você.
Fernando abraçou sua cintura e aproximou seu rosto do dela. Deu beijinhos em sua face, aproximando-se cada vez mais de sua boca, até que tocou seus lábios. Marília hesitou por alguns segundos, mas correspondeu ao beijo, abraçando-o também.
Poucas semanas mais tarde, Sra. Molina convidou novamente Sr. Guerra para jantar. Marília fora obrigada pela mãe a usar um vestido ainda mais caro, menos simples que seu gosto e com um sutil decote. Ela mal podia respirar usando aquele espartilho apertado; tinha certeza que era alguma ocasião muito importante, era a segunda vez que o usava, a primeira fora numa festa do governador.
Após o jantar, Marília ainda estava com fome, estava tão apertada que mal conseguira engolir. Foi deixada a sós com o nobre senhor na sala de jantar, enquanto a família conversava na sala.
-Está deslumbrante esta noite - ele comentou -, Srta. Marília.
-Fico lisonjeada - ela disse pausadamente -, Sr. Guerra.
-Srt.a Marília, eu considero agora um momento muito oportuno para pedir-te novamente que essas formalidades sejam esquecidas.
-Sr. Guerra...
-Srta. Marília - ele a interrompeu -, eu a aconselho a esquecer este tal de Sr. Guerra. Eu sou Dirceu. E, após todos esses meses freqüentando sua casa, descobrindo o quão encantadora você é, Marília, eu decidi não esperaram mais. Quero que aceite meu pedido de casamento.
-Sr. Guerra, eu...
-Dirceu - a interrompeu novamente.
-Sr. Dirceu, eu realmente aprecio seu gesto gentil e educado, mas não acho aconselhável noivar tão cedo com o senhor. Minha irmã mais velha ainda nem firmou o noivado com o Sr. Figueiredo, depois de tantos anos mantendo contato.
-Marília, eu conversei com a Sra. Molina, ela disse que não há problema.
-Desculpe-me, Sr. Guerra, eu...
-Dirceu.
-Sr. Guerra, eu recuso o seu pedido. Mas agradeço o gesto gentil de fazê-lo.
Marília retirou-se da sala e foi até o quarto, Sra. Molina a seguiu e exigiu uma explicação por abandonar deseducadamente o nobre senhor na sala.
-Mamãe, eu não desejo casar com aquele senhor!
-Marília, eu não quero saber dos seus desejos! Você tem que ficar noiva dele! É um acordo de anos na nossa família! Você sabe que Helena não foi a escolhida por que o Sr. Figueiredo demonstrou interesse por ela antes.
-Mamãe, o que a Helena vai pensar se eu noivar antes que ela?
-Se o seu problema é a Helena, eu vou fazer o que deveria ter feito há meses, você vai para o internato até sua irmã ficar noiva do Sr. Figueiredo.


Escrito por Mariana Guerra e Ariane Tamara Francisco

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Srta. Molina - Segunda parte

As visitas de Fernando ficaram cada vez mais constantes, sempre com algum motivo minucioso. Passeios na praça, comer uma fruta na mercearia do Sr. Dias ou até mesmo espiar o mar. Sra. Molina começou a não achar tão agradável a presença do garoto na casa, sempre tão atencioso e cobria a garota de elogios. Apesar de ser improvável ao ver de Sra. Molina, começou a desconfiar de algo anormal no comportamento dos dois. Chegou a pensar até que era para tentar destruir o futuro casamento de com o Sr. Guerra.
Sra. Molina convidou o nobre senhor para juntar-se à família na festa da paróquia, ele o fez. Mas Marília, apesar do constante acompanhamento do futuro noivo, dava uma real atenção apenas para o primo. Fernando elogiava seu vestido, sua fita, a combinação perfeita entre a simplicidade do penteado e a beleza do bordado do vestido, todos os minuciosos comentários fazia quando estavam afastados do grupo e, inexplicavelmente, Sr. Guerra os repetia depois de algum tempo. Isso irritava Fernando e fazia com que Sra. Molina realmente precisasse intervir na situação.
Várias noites o pretendente de Marília era convidado para jantar ou almoçar; algumas vezes até o Sr. Figueiredo estava presente, por insistência de Helena. Margarida, a caçula, notou o movimento constante na casa e comentou com Marília a respeito do primo não ser mais convidado constantemente como era antes e o Sr. Guerra sempre estar lá.
-Você acha que tem alguma relação? - a menina perguntou.
-Acho, Margarida. - ela respondeu triste - O pior é que eu tenho certeza disso.
-O que você quer dizer com isso? Irmã, eu noto como você começou a manter uma proximidade com o Fernando...
-É verdade...
-Marília, está acontecendo alguma coisa?
-Margarida, minha irmãzinha, se eu te contar, você jura por tudo que jamais vai falar isso para alguém?
-Claro!
-Margarida, o Fernando gosta de mim.
A menina ficou assustada, não compreendia o quanto aquela simples frase era verdade. Marília explicou-lhe os comentários que Fernando fazia sobre ela. Apesar de saber que aquilo era errado, jurou realmente que ninguém saberia daquilo.


Escrito por Mariana Guerra e Ariane Tamara Francisco

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O primeiro capítulo da vida alheia.

Os mistérios são melhores que as meias descobertas. Não há como evitar. Se você se sente levada(o) por algo que ainda não se revelou, não queira que ele se revele. Pior que sofrer por curiosidade, é sofrer por arrependimento. Se você se deparar com alguém que não tem nome até o referido momento, não procure dar nome. Tente deixá-la completamente no escuro. Não se deixe cair nos pensamentos.
Quando o seu mistério é algo delicioso, não tente desvendá-lo. Deixe seu mistério existir eternamente. Sem tocá-lo ou olhá-lo. Deixe-o longe. Caso contrário, seu mistério não será tão mistério assim e você irá se arrepender do resultado.
Mas isso não não impede que você seja um meio-mistério para alguém. Como meu horóscopo da Folha disse outro dia, preserve sua intimidade. Deixe que as pessoas te descubram. E jamais se abra para o seu mistério, esse foi o pior erro que eu pude cometer. Principalmente pelo meu mistério ter sido mistério duas vezes. A primeira descoberta foi aceitável , mas, quando o mistério-descoberto se escondeu novamente, tentando tornar-se novo, foi muito mais... sem graça.
Deixem seus mistérios alheios serem mistérios. Eles que se revelem, não procure desvendá-los. Porque, como disse meus devaneios em histórias, "eu adoro ser seu mistério".

E, então, pessoa que vai escrever o primeiro capítulo de sua incrível vida cheia de anônimos e mistérios-descobertos-decepcionantes, acha que os meus pontos também são proveitosos para um capítulo de livro de auto-ajuda-irrelevante?
Talvez a recém-chegada com seus autistas e garfacos possa opinar sobre o assunto!
Quem sabe convidar a fotógrafa de carnavais na rede para tomar um chá conosco? Eu posso fazer um de maçã. E eu posso tomar numa certa caneca nova e perfeita.

(um post um tanto familiar demais)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Tudo de Blog Dois Mil e Nove - rima, e rima MUITO bem!

Meu queridos leitores! Finalmente o tão merecido momento em que eu espalho a minha alegria pelo mundo!
Talvez vocês se lembrem no ano passado que eu participei do concurso que a revista Capricho realiza para escolher algumas várias blogueiras para publicaram na revista(três de cada vez, mas tá valendo). Ano passado não rolou. Mas, felizmente, este ano a coisa rolou muito bem!
Como prometido ano passado, eu ia agradecer o momento a algumas pessoas: Juliana Bonetti(BFF),Caio Caprioli e Juliano Calisto. Me ajudaram muito a amadurecer.
As coisas acontecem na hora que é para elas acontecerem. Minha mãe sempre fala isso. É verdade. Acho que eu tô BEM mais madura que ano passado pra encarar o TDB!
Assim que eu me perder o vazio do Blog, eu posto o texto sobre os sete pecados capitais!
:D

Obrigada a todos vocês que acompanham esse blog e ajudam essa pessoa aqui a se tornar o que ela mais deseja, escritora!

(desabafo: a coisa foi tão intensa que eu até fiquei com taquicardia)

Srta. Molina - Primeira parte

Atendendo aos pedidos do Sr. Mario Cau por mais textos autoriais, espero que ele não fique bravo por não ser só meu, vou postar meu último trabalho da escola que, por acaso, é o meu texto mais recente. Para deixá-los a par de tudo e não estranharem como o texto é estranho, tenho que dizer que é uma história que se passa na era romântica(se você já leu "Memórias de um sargento de milícias", é dessa época que eu estou falando) e a professora deu várias ordens loucas. Eu tentei. Espero que vocês gostem e espero que a gente receba nota máxima!



De todas os dias frios do Rio de Janeiro, aquele era o mais gelado. Não era muito comum dias como aquele, principalmente pelos acontecimentos na família Molina. Sra. Molina falava alto, como de costume, com Sr. Molina na sala, este achando que as garotas não ouviriam, apesar daquele assunto não ser sigiloso.
-Sr. Molina - dizia Sra. Molina -, temos que apresentar Sr. Guerra logo para a Marília, nossa menina já completou seus 17 anos, se ela não casar logo, ficará encalhada.
-Não há pressa - disse Sr. Molina, calmo -, minha senhora, Marília ainda é jovem, não há porque ter pressa.
-Sr. Molina, você não compreende as necessidades das garotas! Imagine Helena! Ela tem seus 20 anos e ainda não se casou com o Sr. Figueiredo. Sr. Molina, eu avisei para conversar logo com o moço. Ai se ele resolve se casar com aquela garota horrível da família Lisboa.
-Acalme-se, minha senhora, suas filhas são muito bonitas e prendadas, não será difícil para elas casarem...
Marília ouvia tudo ao lado de Margarida, sua irmã mais nova. Não se preocupava tanto em casamentos, afinal, Helena teria realmente que casar-se antes para o tal de Sr. Guerra ser seu noivo. Ela levantou-se da cadeira da cozinha e foi em direção à sala, havia programado ir a cidade, e ouvir aquela discussão era inútil.
Ao chegar na porta da sala a campainha tocou e Marília aprontou-se para receber, não esperavam ninguém, mas desejava que não fosse alguém importante.
-Marília! - disse Fernando, sorrindo ao vê-la - Eu queria mesmo falar contigo.
No final das contas, era alguém que ela desejava ver. Fernando, seu primo e amigo, era a visita mais desejável o possível; eles sempre passeavam juntos pela cidade.
-Fernando! - ela disse contente - Eu estava de saída, vou à cidade. Quer me acompanhar?
-Claro!
-Que maravilhoso, Fernando! - disse Sra. Molina - Sempre em casa quando Marília precisa! Imagine, uma mulher de família saindo de casa desacompanhada!
Despediram-se de Sr. Molina e Sra. Molina, que voltaram a falar sobre o futuro casamento das filhas. Fernando falava nos livros sobre engenharia que leu na última semana.
-Tia Lurdes ainda pensa em te colocar no seminário? - Marília perguntou, cautelosa.
-Claro - ele perdeu o ânimo -, ela ainda não desistiu da idéia, pensa até em me levar lá no próximo mês.
-Você disse a ela o que realmente gosta?
-Sim, mas você sabe, como meu pai não está aqui, eu não tenho apoio.
-Eu posso pedir para papai falar com ela, você sabe como eles se dão bem. E ele aprecia muito o progresso.
-Eu adoraria.
Caminharam mais um pouco. Marília morava na orla do Rio de Janeiro, junto das casas das pessoas mais importantes da cidade. Fernando morava no bairro ao lado, também uma área rica. Ambos cresceram pulando corda no grande quintal da família Molina. Eles sempre deram-se muito bem. Mas, sem um motivo específico, o carinho de Fernando aumentou quando mais velho. Especialmente naquelas últimas semanas em que passavam horas conversando na praça da igreja.
Entraram na loja de armarinhos, entre tantas fitas coloridas, Fernando ajudava a garota a escolher uma. Haveria uma festa da paróquia dentro de alguns dias, o adereço iria ajudá-la no penteado.
-Pode me perguntar sobre várias - Fernando dizia rindo -, eu vou sempre dizer que todas ficariam lindas no seu cabelo. Leve todas e as use, dê a esses pobres objetos uma alegria na vida.
-Fernando, assim não me ajudará. - Marília dizia ruborizada - Eu preciso de somente uma, não posso colocar todas de uma vez! Iriam me achar leviana por estar tão chamativa.
-Sua beleza já é chamativa, Marília.
Decidiram pela lilás, que combinava com os pequenos bordados do vestido que ela tencionava usar. Fernando a cobria de elogios, mais que o normal; antes elogiava apenas sua inteligência ou abilidade no jogo do ciso.
Alguns dias mais tardes, logo depois do almoço, o primo apareceu na casa da garota, que o recebeu. Passaram horas no quintal conversando sobre livros e jogando ciso, ao qual Marília venceu todas as partidas. Ela sentia-se um pouco mais vermelha que o normal, talvez por estar lisonjeada todos os minutos que passava ao lado do garoto. Ela decidiu entrar em seu jogo, lhe disse alguns elogios que sempre reparou, mas jamais teve coragem de citá-los.
A noite já chegava quando Sra. Molina chamava a garota para dentro, mandando ir se vestir; afinal, Sr. Guerra jantaria com eles naquela noite. Fernando fora convidado também, relutou um pouco, cedeu ao pedido quando o tio o fez.
Após algumas horas esperando na sala, Marília desceu as escadas e juntou-se ao primo na sala. Suas irmãs ainda arrumavam-se e seus pais conversavam na sala de jantar.
-Gostei da renda do vestido - Fernando comentou, gentil como costumava ser.
-Obrigada, eu gosto muito dela também. Mamãe me obrigou a usá-lo, disse que eu tenho que estar adorável para esse tal de Sr. Guerra me conhecer.
-Mal posso esperar para conhecer este homem - Fernando foi, inexplicavelmente, irônico.
No jantar a garota fora obrigada a sentar-se do lado de Sr. Guerra, seu primo fora posto muito longe dela, o que não a agradou. Era perfeitamente visível que aquele senhor havia gostado dela, não apenas por sua beleza, mas também por ter uma conversa de assuntos inesgotáveis. Ela desejou imensamente que não fosse tão inteligente como o primo ressaltava.
-A renda de seu vestido é adorável, Srta. Molina - Sr. Guerra comentou, sua dicção era muito culta, digno de um português de nascença -, lembra-me muito as rendas as senhoras de mais alta classe de Portugal.
-Obrigada, Sr. Guerra - a garota tentava ao máximo não demonstrar seu desgosto -, aprecio seu gesto gentil.
Quando não sorria ao nobre homem, sua mãe lançava-lhe alguns olhares descontentes. Se sorria à ele, Fernando parecia desconfortável. Ela não sabia a quem agradar. No final da noite foram feitos muitos convites para Sr. Guerra voltar a jantar com eles o mais breve possível, coisa que Marília não gostaria que desse certo.
Todos aprontavam-se para dormir enquanto a garota e o primo conversavam baixo na sala, falando do jantar e de como o convidado era inconveniente. Apesar de altamente polido, ambos achavam aquilo insuportável, como se só o fizesse para tentar impressionar a moça.
-Eu queria poder estar no lugar dele - Fernando disse, podia-se ouvir um pouco de vergonha em sua voz -, sentar ao seu lado, fazer planos de casar-se com você.
A palavra "casar" assustou Marília. Ela olhava assustada para o primo e após alguns segundos conseguiu responder-lhe.
-Fernando! Não diga isso! Nós somos primos, lembra-se?
-Marília, eu falo sério. Eu não suporto ver um homem tão presunçoso querer casar contigo, porque eu gostaria de ser esse homem!
Ela fez um silêncio constrangedor; estava assustada, mas seus mais profundos sentimentos a contestavam. O primo tocou em sua mão e a segurou levemente, levantou-a na altura no rosto e a beijou.
-Fernando, eu... acho isso um tanto impróprio. O que diriam meus pais? O que diria sua mãe e a idéia de te fazer padre?
-Marília, esquece essa idéia de padre, eu não desejo isso. Eu desejo você.
-Fernan...
-Marília - ele a interrompeu -, eu sei que você não é indiferente a isso! Eles não precisam saber.
-Fernando - ela levantou-se do sofá -, vá, está tarde. Amanhã nós conversamos.
E assim o fez. No dia seguinte ali estava o primo, no jardim de sua casa. Ele contou que não havia dormido direito, apenas pensava no que a garota diria. Marília estava mais calma, confessou que ele realmente sabia sobre os pensamentos dela.
-Você os leu - ela disse tímida -, e os leu quando eu contestava comigo mesma sobre isso. Nós devíamos sentir vergonha disso, sabia?
-Não se preocupe com isso, Marília... porque eu não me sinto nem um pouco envergonhado.
Beijou-a no rosto, o que a fez ruborizar. Resolveram jogar ciso, o passatempo favorito de ambos. Marília perdeu várias partidas, aqueles olhares a deixavam sem concentração.

Escrito por Mariana Guerra e Ariane Tamara Francisco

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Princess on the brink

O Micheal contou pra Lilly. Eu sei que ele contou porque, quando paramos na frente do prédio dos Moscovitz para pegá-la para ia à escola hoje de manhã, ele estava lá com ela, segunrando um chocolate quente grande(com chantilly) do Starbucks para mim.

M. Cabot


Omg, eu simplismente amo o Mike!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Trecho final de "Vazio."

Saiba que vou continuar sentindo sua falta! (ou seria: saiba que vou continuar, sentindo sua falta)
Srta. Kurcis

Eu prefiro crer no final alternativo...


domingo, 15 de fevereiro de 2009

I'm yours

Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find love love love
Listen to the music of the moment maybe sing with me
I love peaceful melody
It's your godforsaken right to be loved, love, loved, love, love
So I won't hesitate no more, no more
it cannot wait, I'm sure
There's no need to complicate
Our time is short
This is our fate, I'm yours


Jason Mraz

Meia manhã

Em metade da manhã
metade dos sonhos dormem
metade das pessoas acordam.
Metade das vidas se encontram.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Skoob - eu amei

A minha queria Jusa me recomendou um site que eu acabei de viciar, o Skoob. É um orkut de livro. Você adiciona os livros que você leu, vai ler, está lendo, dá até pra trocar o livro!
É muito divertido!
Se quiserem me add lá, é só procurar Mari Jane!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Nicks de MSN

Mr. Pattinson said to me: without me you got it all // and I said to him: you should never think

Mr. Pattinson said to me: I'll be your man // and I said to him: I should never think

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Maranduba

Eram dez horas da noite, eu e o Will caminhávamos descalços na orla da praia; depois de tantos anos sem mar, eu vim para Ubatuba - nessa época é bem movimentada, tanto que encontrei o Will, um conhecido do colégio, ele e os primos estavam fazendo passeios ecológicos. E eu, com dezessete anos, finalmente pude viajar só com as minhas amigas.
Nós jantamos - sozinhos - peixe num quiosque à beira mar. A lua iluminava as ondas agitadas e nós andávamos em direção a minha pousada, aonde ele havia estacionado o carro. Eu me sentia estranho naquela situação, não tinha muita intimidade com ele - apesar dele ser bem interessante -, o que induzia a questionar sobre o que eu fazia ali.
-Que dia agitado, hein? - eu tentei quebrar o gelo - Não esperava nunca encontrar um conhecido em Picinguaba!
-Há! - esse riso irônico que ele adora dar - É muito comum no verão, alta temporada!
Eu não tinha mais sobre o que puxar assunto. Algumas idéias passavam inutilmente pela minha cabeça, nada se encaixava naquela situação. Nem entendo como jantamos juntos. Eu pude perceber que ele parecia inquieto, abria a boca mas nada dizia, até que...
-Dani - ele disse, engolindo seco -, eu preciso dizer que... - parou de caminhar e me fitou; a sinfonia das ondas aumentou o clima - eu te convidei para sair porque eu sempre te achei interessante.
A praia aumenta o clima de "amor de verão". O Will é um cara legal, eu sempre gostei das nossas mini-conversas que pouco aconteciam. Acho que esse foi o motivo para eu aceitar o convite.
-A gente se encontrou aqui - ele fez uma pausa; então o poste de luz de alguma pousada se apagou, indicando que era bem tarde -, resolvi não desperdiçar a chance.
Acho que a pressão de 1 atm me fez entrar naquele clima, embora todo o ambiente também colaborasse. Um bom verão pedia uma noite única, como aquela.
Sem luz alguma, ele se aproximou e me abraçou. Todo o ambiente mais essa situação - sua mão quente envolvendo minha cintura.
-Ei, vamos chegar mais perto do mar? - sua voz era tranquila e sedutora. Podia jurar que ele era algum tipo de boto de água salgada tentando me levar até sua casa submarina aonde eu me afogaria -, para colocar os pés na água.
Demos alguns passos - de mãos dadas - até o mar, foi a primeira vez que eu fiz isso à noite. E ele era meu primeiro "namorado de praia". Sentir a água a noite era ainda melhor. Levei um susto quando ele me abraçou por trás.
-Eu gostei muito dessa noite juntos - e gostei mesmo, o peixe estava ótimo -, ainda mais caminhando aqui. O mar é lindo.
-É maravilhoso! - ele disse calmo - Mas devo acrescentar que, apesar de tudo, não é tão incrível quanto você.
-Will - eu mal pensei antes de dizer -, vamos ser sinceros, você mal me conhece!
-Há! - de novo o riso irônico - Dani, só de ver o teu jeito, como você fala, sua voz linda - ele, o cantor, disse isso. Eu ouvi dizer que ele era vocalista de alguma banda do colégio -; seu olhar adocicado de mel e intenso, penetrante - eu me senti completamente envolvida naquela abraço -; e sentir de perto teu calor, teu toque - era impressão minha ou todo o conjunto da obra me fez revelar tudo isso? - teu cheiro; não me dá dúvidas de que você é incrível, mais que o mar - eu me senti sem chão, literalmente, porque a maré começou a levar a areia debaixo dos meus pés.
-Will... -eu me perdi em palavras. Mas uma vez, eu não soube o que que dizer.
Talvez se eu comentasse que ele também era interessante. Mas ele foi mais rápido. Girou em torno do meu corpo e, com os pés no mar infinito, me beijou. Podia-se ouvir apenas o som das ondas quebrando.
Caminhamos alguns metros, fazendo planos para a manhã seguinte, e logo chegamos na pousada. Na frente do meu quarto havia uma rede, onde deitamos para tentar prolongar a noite.
Eram seis e meia da manhã quando eu acordei com o Sol no rosto, o mar ainda tocava sua interminável sinfonia. Eu percebi que ainda estávamos com os pés cheios de areia, deitados na rede.



Cenário real, história imaginária. Depois de tantos anos sem mar, eu fui para Ubatuba. Dormi tarde por ficar deitada na rede, escrevendo até acabarem as idéias(que voltaram quando deitei na cama, lá fui eu, à luz do celular debaixo do lençol, escrever novamente). Acordei cedo para ver o Sol nascer - num vermelho florescente que jamais achei que existia.
Foram apenas 24 horas ao som da sinfonia constante das ondas.