quinta-feira, 26 de março de 2009

São SÓ dez dias...

Tudo pode acontecer na TPM; mas, o incrível é que tudo acontece na TPM. Tudo é motivo para chorar ou fazer juras de morte para a metade da nação. Eu já chorei porque perdi um ônibus e até fiz escândalo pelo professor não tirar minha dúvida em um plantão.
O remédio é sempre montes de chocolate ou brigandeiro. Chega a ser um ciclo vicioso, a sensação de culpa depois sempre pede mais chocolate ou, pior ainda, alface e dizer repetidamente "eu sou gorda".
E os fatores externos nunca são favoráveis. Tem sempre um ou outro perguntando "tá na TPM?", e, bom, todo mundo sabe que quando a resposta é rude é porque ela está sim na TPM.
Eu sou a favor do uso de camisetas com um "Tente Perturbar Menos" bem grande para a nossa vida nessa época ser um pouco mais agradável. E, claro, multa para todos os engraçadinhos que resolverem perguntar "vai descer quando?".


Texto para o site da Revista Capricho

domingo, 22 de março de 2009

Doce e irresistível

Algumas coisas são quase impossíveis de se fazer (por exemplo, conhecer Edward Cullen), outras são mais fáceis (como conseguir o e-mail dele). E essa foi a minha sorte; primeiro, pegar o e-mail de um vampiro, depois ele responder à algumas perguntas do "Questionário Proust". Agora a sorte é de vocês!
Como você se sente hoje? "Bom, se você visse meus olhos, poderia tirar suas próprias conclusões"
O que mais te irrita? "Essa é fácil, Jacob Black"
Quais são os seus personagens favoritos da ficção? "Vampiros!"
Qual é seu cineasta favorito? "Epa, já morreu..."
E seu músico predileto? "Robert Pattinson!"
Qual a característica mais forte de sua personalidade? "Protecionismo"
E a mais deplorável? "Indiferença ao próximo que não é a Bella"
Onde você gostaria de morar? "Arizona ou Rio de Janeiro, mas parece que a Bella agora foge do sol!"
O que te atrai? "O cheiro"
Qual sua comida favorita? "Han, sangue humano"
O que você define como felicidade? "Estar em êxtase e estar sempre com quem se ama, seja pela eternidade ou não"
E, para fechar, você toma banho todos os dias? "Ei! Claro que sim!"



Este é um texto totalmente de ficção para a Revista Capricho

Há, eu quero!

quinta-feira, 19 de março de 2009

English classes...

What would you like to be doing now? - Telma aked

Han... I'd like to be taking a "broa" and some a lot of coffee - I said

:D

terça-feira, 10 de março de 2009

Às escondidas...

Todos os dias nós vemos casos - ou o mesmo caso todos os dias - de relações "não-assumidas". Geralmente os motivos das pessoas famosas são diferentes dos simples mortais. As celebridades, provavelmente, omitem para a mídia o relacionamento para proteger sua privacidade ou até mesmo porque tudo não passa de uma simples ficada.
Já as pessoas comuns têm como motivos a proteção de uma terceira pessoa, que pode magoar-se ou sentir-se traída, ou até evitar uma briga; no caso de algumas adolescentes, os pais proíbem o envolvimento com aquela ou qualquer pessoa, conheço o caso - o meu caso, por acaso - também de um parente qualquer(tio, primo, irmão...) ter essa atitude repreensiva.
Seja qual for o tipo de pessoa ou relação, o direito de privacidade deve prevalecer. Até o senso comum defende o fato de ninguém poder se meter na vida dos outros. Mas que a gente fica curioso, a gente fica!


Texto para o site da Capricho.

Percebam, agora eu tenho selo de colaboradora :D
O orgulho!!!

domingo, 8 de março de 2009

Direito das Mulheres

I'll be your man
I'll understand
And do my best
To take good care of you
Yes I will
You'll be my queen

I'll be your king
And I'll be your lover too
Yes I will

http://www.youtube.com/watch?v=Hgkx5E1zcA8

Toda mulher tem o direito de ouvir o Robert Pattinson dizendo que ela vai ser a rainha dele.

Homenagem ao nosso dia :)

Sem-nome

O anonimato é tentador em muitas situações, desde desabafar sobre um momento ruim até criticar algo que incomoda. Escrever, opinar e apontar defeitos ou qualidades sem medo e sem consequências me deixa com água na boca. O único porém dessa liberdade é, quando o assunto é relevante, a ausência de nome para defender o argumento o deixa sem valor; como a minha professora diz, anônimo é só admirador secreto e terrorista. Sem dúvida, se eu fosse escrever tudo aquilo que preciso, eu seria covarde demais para assinar; portanto, eu fico calada.


Texto para a Revista Capricho, ed. 1066

quinta-feira, 5 de março de 2009

Cores

Eça de Queirós escreveu:
Alguém observou já que a França por dentro e por fora é cinzenta. Pelo menos é toda em tons neutros. O seu céu, mesmo no Julho mais ardente, nunca é rasgadamente azul, mas discretamente azulado. A sua vegetação nunca brota vivamente verde, mas de uma cor sóbria e moderada de reseda. As mesmas flores silvestres, e por isso mal-educadas, como a papoila, o botão-de-ouro, que em toda a parte rutilam com descarada magnificência, não ousam, nas campinas desta terra comedida, vestir o seu escarlate e o seu ouro. São assim, em tons neutros e pardos, as suas cidades, os trajes do seu povo. São assim, em tons neutros e finos, a sua literatura e os seus sentimentos.
E seus olhos são cinzentos. Azul acinzentados. Perfeitos. Profundos.
Eles me enfeitiçam assim como a mágica da França me prende. Você me domina.
Acabo de perceber como o cinza - principalmente se misturado com o azul - é minha cor favorita.

Una mentira e un trote

Trienta centímetros, cabellos verdes e una piel laranja; estes san los Oompa Loompas. Bellos hombrezitos que despiertam me intensa pasión e me levam à enajenación mental. También trabajam en una fabrica de chocolate, podendo dar chocolate como presente. Mucho chocolate! O que es Robert Pattinson comparado a un Oompa Loompa? Él es apenas un hombre magrelo e blanquelo, él non ten una graça naquela piel tranparente. E, ainda más, mujerengo, pegas todas as mujeres de Hollywoodi! Entre un Oompa Loompa e un Roberzito, sin dúvida, yo escolher un hombrezito bellito e sensual. Yo niem pouesso imaginar un de aquel cobierto de chocolate.



(Descreva o sexy appeal dos Oompa Loompas e defenda porquê você prefere um Oompa Loompa como namorado do que o Robert Pattinson. No maior Portunhol do mundo!)
(Desculpem por ter que mentir o post inteiro, trote é trote, né?)
(Rob, don't care, baby, it's just a joke!)

(Oba, primeiro post trilingue!!!)

quarta-feira, 4 de março de 2009

Srta. Molina - Quinta parte - Fim

De volta a casa, Marília estava vestida de preto, um luto da família. Sua mãe pouco parecia abalada, o que Margarida comentou. O Sr. Molina estava desconsolado. Após o enterro de Fernando, ao qual Marília passou mal e desmaiou, ela foi até a casa da tia, que sentia-se sozinha e gostaria de trocar algumas palavras com a sobrinha, Tereza sabia de sua afeição pelo garoto. A tia lhe ofereceu chá e alguns biscoitos. Elas conversaram muito sobre como Fernando era esperto e alegre, ambas se emocionaram muito na conversa.
Margarida, quando desceu de seu quarto para tomar um pouco de água, ouviu a mãe conversando com o Sr. Guerra sobre o infortúnio daquele dia.
-Obrigada, Sr. Guerra - disse Sra. Molina -, eu aprecio sua demonstração de carinho pela minha filha e por mim, principalmente.
-Sra. Molina, não há o que agradecer - ele disse, culto e presunçoso -, foi um prazer tirar aquele rapaz da vida de Marília, eu tenho muita afeição por aquela garota. Mal posso esperar para que os nossos laços se aproximem.
-Não sabe a alegria que me dá ao ouvir isso! Foi muito preocupante ver minha filha se beijando com o próprio primo! Você salvou a alma daquela garota!
Margarida se assustou com a naturalidade com que falavam da morte de seu primo, saiu pela porta da cozinha e correu para a casa da tia, Marília precisava saber daquilo. Ao chegar no final da rua, avistou a irmã que vinha, mas ela parou e caiu ao chão.
Quase uma hora depois o médico chegou na casa de Marília, que estava na cama, e constatou, ela havia morrido. Não havia causas aparentes, mas o médico disse que podia ter sido o choque pela perda do primo querido.
Na manhã seguinte Sr. Guerra juntou-se cedo a família, sentia muito pela perda de Marília. Mas Sra. Molina, como se perder uma filha não fosse a pior do mundo, levou-o para conversar a sós na sala.
-Sr. Guerra - ela disse calma -, eu sinto muito por Marília ter partido. Foi um infortúnio que ocorreu em nossa família. Espero que possa mesmo assim estreitar os laços com nossa família.
-Perdão - sempre educado -, como disse?
-Tínhamos um acordo há anos, casar-se com uma de nossas filhas. O Sr. Figueiredo está demorando demais com o pedido. Então quero que proponha Helena em casamento, se não se importar, logicamente.
-Sra. Molina, não compreendo sua pressa em afrouxar os laços...
-Eu não quero perder mais uma filha soleira. Se preferir pela calma, pode propor Margarida dentro de alguns anos...
Na casa de Fernando, Tereza estava vestida de preto. Sem se ocupara de pensar em ir no velório da sobrinha, tinha suas próprias dores. Ela lia uma carta, enquanto balançava em sua cadeira.
-Querido Fernando - lia ela em voz alta -, esta semana que se passou não pude fazer outra coisa se não perder nos meus pensamentos e sonhos sobre você. Mas espero para ir à Europa contigo. Meu maior sonho é poder me ver livre do Sr. Guerra e poder casar-me logo com você. Eu não consigo esquecer nossos beijos e do quanto o meu amor por você me tira o ar... - ela concluiu - Sim, Marília, tira-te o ar.

Escrito por Mariana Guerra e Ariane Tamara Francisco

terça-feira, 3 de março de 2009

Vá ser perfeito assim lá no meu quarto

Quando eu acordava de manhã eu via o rosto mais lindo desse mundo, me fitando. Era daquela maneira protetora, todas as manhãs, às 5h50 eu despertava com a voz dele e logo me envolvia completamente nos olhos cor de ouro líquido. Minhas manhãs eram quase perfeitas, exceto pelo horário ao qual eu tinha que me sujeitar de acordar.
Hoje minha vida é totalmente perfeita, eu acordo e vejo os olhos dele me acolhendo, me enfeitiçando de todas as maneiras possíveis(sexy, protetor e, ainda por cima, aquela cara de mal que me enlouquece logo cedo). A voz dele canta para mim frases mais lindas ainda, ele diz que eu serei a rainha dele.
Furutamente, espero que seja mais perfeito ainda. Que a voz que canta para mim não seja simplismente uma gravação do celular e que os olhares não sejam simplismente de posters.

Eu não me importo... seus olhos são lindos de qualquer jeito. Sejam eles dourados, vermelhos ou - os que me dominam - azul acinzentados.

Pieces




Pra dar um apoio ao Brother!
:D
Ow, gente, não é por nada não mas, eu já vi a revista, tá demaaaais! Melhores HQs do Sr. Cau!
E, se você não puder ir...
Para contato, informações e compra de exemplares: mariocau@gmail.com
Mário, parabéns!!!

segunda-feira, 2 de março de 2009

O glorioso poder das Poses de Deusas

Como a gloriosa Pose de Deusa poderia redefinir os limites geopoliticos no oriente médio, de forma a diminuir os conflitos políticos, culturais e religiosos?


A gloriosa Pose de Deusa pode acabar com os conflitos no Oriente Médio de uma maneira muito simples: fazer um vídeo de todas as Deusas, inclusive as Deusas Veteranas, postar no youtube e manda o link para todas as pessoas que tem email cadastrado em algum país do Oriente Médio. O processo de paz é rápido, depois de todos aqueles Oriante-medianos verem as fotos das mais belas Deusas, vão pedir para a Guerra acabar para poderem viver mais e passar horas na frente do computador. Por conseguinte, as Deusas deveriam escrever uma carta de apelo à paz religiosa, já que as diferenças são coisas boas e que devem ser respeitadas. Já os conflitos culturais seriam facilmente interrompidos depois que eles perceberem que as Deusas tem como prazer ler e não fazer guerra e intrigas.

Srta. Molina - Quarta parte

Sra. Molina cumpriu a promessa, na semana seguinte Marília estava de malas prontas. Teve uma tarde para se despedir de algumas poucas amigas, todas dos bairros próximos. Quando voltava para casa, decidiu fazer o caminho pela rua do primo. Encontrou a tia na varanda fazendo bordado, ela avisou-lhe que Fernando estava na biblioteca lendo. A garota entrou na casa e foi até lá, ele levou um susto quando percebeu que ela encontrava-se a sua frente.
-Marília! Que saudade, minha querida!
-Você parece tão mais velho... lendo como se já fosse um homem.
Ele riu, timidamente. Ela aparentava tristeza, nem parecia sadia. Ele entendeu que era pela ida ao internato, chamou-a para sentar em seu colo.
-Eu não quero ir! Vou ficar tanto tempo sem te ver, Fernando!
-Não importa, eu te amo, Marília. É isso que vai me fazer resistir a distância.
Fernando tocou levemente seu rosto, olhou-a. Marília era linda, ele sempre soube disso, mas a apreciou como se fosse a última vez que se veriam. Seu cabelo era moreno, comprido e ondulado, parecia até que ela tinha descendência espanhola; seus olhos eram redondos e profundos, desarmava qualquer defesa do garoto; os lábios eram desenhados perfeitamente com o tom mais vermelho que qualquer tinta de pintor renascentista; suas maçãs eram rosadas e o queixo tinha uma forma perfeita. Fernando gravou cada detalhe em sua memória e a beijou.
-Vou te escrever sempre - ele disse, ainda abraçando-a.
-Eles não aceitam cartas de quem não é da casa, mas Margarida prometeu me visitar toda semana, você pode enviar por ela. E eu vou voltar a cada duas semanas, para manter contato com o Sr. Guerra... mas eu vou pedir a Margarida que sempre insista por sua presença nos jantares.
-Vou procurar te ver sempre!
No dia seguinte Marília estava instalada no internato. Haviam várias garotas também descontentes com a situação, estar longe de casa era ruim, mas estar longe dos namorados era pior ainda. Várias delas estavam lá pelo mesmo motivo que Marília, um relacionamento indesejável.
Logo na primeira semana Margarida a visitou levando uma carta de Fernando, a qual ela não demorou a responder. Os dias iam passando devagar, ela fez amizade com duas garotas, mal conversam por conta do desgosto de Marília por aquele local.
As semanas iam se arrastando; Margarida fazia-lhe visitas, a garota jantava sempre com Sr. Guerra, poucas vezes podia ver Fernando. Depois de muito tempo presa naquele local, Sr. Guerra teve um compromisso no dia em que ela estaria em casa, e passou a tarde com ela no quintal, jogando ciso e brincando com o cachorro que Helena pediu para adotarem.
Fizeram planos para quando ela pudesse sair do internato. Sr. Molina havia conversado com Tereza, mãe de Fernando, e ela aceitou, após muita insistência, que o garoto se tornasse engenheiro. Ele iria estudar na Europa no próximo ano, levaria Marília consigo para se casarem lá, a família aceitando ou não. O primo não se importou de beijá-la várias vezes, mesmo sabendo que o quintal era um local perigoso.
A semana seguinte foi perfeitamente normal, e a carta entregue por Margarida dizia justamente sobre a provável viagem para a Europa. Marília contou a irmã sobre os planos e conversaram a tarde toda sobre Fernando.
Um dia antes da eventual volta de Marília para casa, Margarida foi buscá-la com uma notícia. Fernando havia sido encontrado morto na praia no dia anterior. Sem motivos, sem pistas e sem despedida. Elas passaram algumas horas sozinhas no quarto, Marília não conseguia pronunciar uma palavra. Margarida tentava palavras de consolo, mas a irmã olhava para o vazio.
-Eu acho que foi o Dirceu Guerra - Margarida disparou timidamente.
-Trate aquele homem por Senhor, Marga... - Marília disse sem pensar - Você disse que o Sr. Guerra matou o meu Fernando?
-Eu disse que acho! Jamais ouvi coisas boas sobre ele, tirando os elogios que mamãe faz. A melhor coisa que ouvi foi sobre o dinheiro dele. Mas teve um dia na mercearia que o Sr. Souza disse que ele já tinha matado dois escravos, só chicoteando. Ouvi até boatos que ele matou um homem lá em Portugal, que ele não é flor que se cheire, é corrupto. Não duvido que ele tenha sentido ciúmes e foi logo acertar as contas com o Fernando.
-Margarida, você tem certeza?
-Irmã, a mamãe até deixou que você volte definitivamente para casa. Não desconfio que foi ela tenha algo a ver com isso.
-Margarida! Cuidado com o que diz de nossa mãe!
-Marília, eu só uma criança de 13 anos, eu sei. Mas eu não sou boba.

Escrito por Mariana Guerra e Ariane Tamara Francisco