quarta-feira, 4 de março de 2009

Srta. Molina - Quinta parte - Fim

De volta a casa, Marília estava vestida de preto, um luto da família. Sua mãe pouco parecia abalada, o que Margarida comentou. O Sr. Molina estava desconsolado. Após o enterro de Fernando, ao qual Marília passou mal e desmaiou, ela foi até a casa da tia, que sentia-se sozinha e gostaria de trocar algumas palavras com a sobrinha, Tereza sabia de sua afeição pelo garoto. A tia lhe ofereceu chá e alguns biscoitos. Elas conversaram muito sobre como Fernando era esperto e alegre, ambas se emocionaram muito na conversa.
Margarida, quando desceu de seu quarto para tomar um pouco de água, ouviu a mãe conversando com o Sr. Guerra sobre o infortúnio daquele dia.
-Obrigada, Sr. Guerra - disse Sra. Molina -, eu aprecio sua demonstração de carinho pela minha filha e por mim, principalmente.
-Sra. Molina, não há o que agradecer - ele disse, culto e presunçoso -, foi um prazer tirar aquele rapaz da vida de Marília, eu tenho muita afeição por aquela garota. Mal posso esperar para que os nossos laços se aproximem.
-Não sabe a alegria que me dá ao ouvir isso! Foi muito preocupante ver minha filha se beijando com o próprio primo! Você salvou a alma daquela garota!
Margarida se assustou com a naturalidade com que falavam da morte de seu primo, saiu pela porta da cozinha e correu para a casa da tia, Marília precisava saber daquilo. Ao chegar no final da rua, avistou a irmã que vinha, mas ela parou e caiu ao chão.
Quase uma hora depois o médico chegou na casa de Marília, que estava na cama, e constatou, ela havia morrido. Não havia causas aparentes, mas o médico disse que podia ter sido o choque pela perda do primo querido.
Na manhã seguinte Sr. Guerra juntou-se cedo a família, sentia muito pela perda de Marília. Mas Sra. Molina, como se perder uma filha não fosse a pior do mundo, levou-o para conversar a sós na sala.
-Sr. Guerra - ela disse calma -, eu sinto muito por Marília ter partido. Foi um infortúnio que ocorreu em nossa família. Espero que possa mesmo assim estreitar os laços com nossa família.
-Perdão - sempre educado -, como disse?
-Tínhamos um acordo há anos, casar-se com uma de nossas filhas. O Sr. Figueiredo está demorando demais com o pedido. Então quero que proponha Helena em casamento, se não se importar, logicamente.
-Sra. Molina, não compreendo sua pressa em afrouxar os laços...
-Eu não quero perder mais uma filha soleira. Se preferir pela calma, pode propor Margarida dentro de alguns anos...
Na casa de Fernando, Tereza estava vestida de preto. Sem se ocupara de pensar em ir no velório da sobrinha, tinha suas próprias dores. Ela lia uma carta, enquanto balançava em sua cadeira.
-Querido Fernando - lia ela em voz alta -, esta semana que se passou não pude fazer outra coisa se não perder nos meus pensamentos e sonhos sobre você. Mas espero para ir à Europa contigo. Meu maior sonho é poder me ver livre do Sr. Guerra e poder casar-me logo com você. Eu não consigo esquecer nossos beijos e do quanto o meu amor por você me tira o ar... - ela concluiu - Sim, Marília, tira-te o ar.

Escrito por Mariana Guerra e Ariane Tamara Francisco

2 comentários:

And Yoshi disse...

bom, foi um fim trágico, mas não tão triste...

eu achei que pro final ela ia ter que acabar casando-se com o Sr. Guerra...

apesar de trágico, gostei do texto! =D ficou perfeito! ^^

beijos May! (L)

Marina disse...

Sr. Guerra MALVADO
Sra. Molina SEM NOÇÃO!

(os nomes me incomodam, são muito familiares...)

Que bom que o fim não foi tãaaao trágico assim!

Amo! Beijos