quinta-feira, 30 de abril de 2009

Testemunho do meu mundo

Eu sempre pensei de um jeito. Só daquele jeito. Acho que é coisa de família, ou melhor, era. Porque agora eu ando pensando diferente.
Para certas pessoas eu adotava uma postura, mas com outras minha postura era totalmente oposta, o que me incomodava era que as situações eram as mesmas. E eu me achava uma vendida pela opinião dos outros.
Ás vezes eu posso até ir com o fluxo, mas isso tá mudando.
Ninguém faz idéia do como eu quero pegar meu celular e ligar pra uma pessoa que todos os meus amigos me chamariam de burra por fazê-lo(sim, eu confirmei, eu desabafei sobre a possibilidade com a minha amiga, ela disse que eu era muito burra).
Decidi seguir o coração e deixar a razão no mute. Sei lá, acho que é porque ele tá gritando isso a muito tempo e ela comandou o bastante.
Basta, eu vou regredir um pouco. Quem sabe voltar uma casa não vai me dar de brinde uma carta de avançar 3.

domingo, 26 de abril de 2009

Horóscopo, final de semana e os assuntos de sempre

Vamos começar pelo assunto feminino: horóscopo! O meu durante essa semana foi o mais legal possível, dizendo coisas incríveis sobre o meu dia. Principalmente sexta, que o dia nasceu lindo e perfeito, com neblina por todos os lados e um frio na medida certa. Eu quis viver aquela manhã para sempre sentada no banco no pátio externo da escola. E eu me entreguei tanto a esse prazer que, depois do primeiro intervalo, eu perdi a noção do tempo e me atrasei uns 10 minutos para a aula.
Bom, daí meu horóscopo se relaciona com os assuntos de sempre, primeiro motivo: inferno astral. Estou naquela bela época em que se reflete sobre passado, presente e futuro, até agora as conclusões foram boas, mas preciso pensar melhor no assunto. E eu já li o meu horóscopo de maio! Alguém me explica porque os signos que mais combinam comigo serão áries e câncer? Porque não pode ser capricórnio?
Meus assuntos de sempre continuam os mesmos, mas eu entendi algumas coisas na aula de física, "a atração supera a repulsão". Tá, mas daí eu fiz outra pergunta: querer descobrir por conta própria supera o que os outros dizem?
Espero que sim.
Eu realmente conto com isso.
Daí isso refletiu no meu final de semana. Minha escola e o meu curso de inglês se fundiram nos meus embalos de sábado a noite. Não rola convidar gente conhecida sem antes passar a lista de nomes para o anfitrião. Você pode acabar passando a noite com pessoas que você não gosta muito.
E lembre-se: se beber, jante antes. As coisas podem ficar engraçadas demais, e segunda vai rolar um monte de boato idiota.
E meu querido amigo dos os claros vai achar estranho me ver sentada do lado dele, mas, saibam de uma coisa, eu não quero ser assunto da sala.
Eu vou tentar concentrar meus dedos e meu vocabulário em histórias mais concretas e não simplesmente em frases jogadas.

Realização deste final de semana: muito café. E um cappuccino mara hoje a tarde.

Garotos, ouçam ela!

Eu estava respondendo aos comentários dos leitores desta casa de chá, quando me deparo com um nome de blog legal: Como perder aquela garota. Me lembrou aquele filme legal, "Como perder um homem em dez dias", recomendo demais.
Eu li um só post e já concordei que todos os garotos deviam se ligar nas dicas dela, o porque é simples: as regras não são padronizadas. Cada garota é uma garota diferente.
E ela vai aconselhar vocês, garotos, a entender isso.
Agora siga o meu conselho: clica aqui!

terça-feira, 21 de abril de 2009

O novo e o velho

O que se faz quando o velho não desbota e quando o novo é tão atraente?
O que se faz quando não se sabe o que fazer?
Engole o orgulho ou a vergonha?

Eu deveria ter as minhas respostas. Mas só sei que eu ajo antes de me responder.

sábado, 18 de abril de 2009

Tudo que é sólido pode derreter

Depois de ver vááárias propagandas na TV e notas no jornal, eu lembrei de assistir a nova série da Cultura, "Tudo que é sólido pode derreter". Apesar do nome um tanto estranho, tudo nele é legal. Fala da vida de Thereza(interpretada por Mayara Constantino), uma viciada em livros que vive imagiando coisas engraçadas e, o mais interessante, o que ela aprende na aula de literatura se relaciona sempre com sua vida.
Lógico, eu me identifiquei horrores com ela.
O melhor da série é a verossimilhança, pode reparar que a maioria das novelas e séries adolescentes brasileiras não se encaixa na realidade, sempre tem alguma coisa exagerada, "Tudo que é sólido" não é assim, é perfeitamente normal acontecer tudo aquilo na vida de uma garota(ok, exceto o Padre Vieira aparecer na escola, mas ela deixou claro que era imaginação).
Já se passaram dois episódios(que dá pra assistir facinho na internet, procura no youtube), "Auto da Barca do Inferno" e "Os Sermões".
Bom, pra quem não sabe, ou pra quem matou aula de literatura, "Auto da Barca do Inferno" foi escrito por Gil Vicente em 1517, durante o Humanismo. Essa escola literária tinha como característica o antropocentrismo; Fernão Lopes iniciou-a quando assumiu o posto de guardador-mor da Torre do Tombo em Portugal, escreveu várias crônicas históricas baseadas nos documentos que guardava.
Este auto foi escrito em forma de peça teatral, retratando as figuras típicas de sua época. Vicente considerava uma obrigação escrever sobre os valores da Igreja, então, segundo a justiça católica, é feito o julgamento dos personagens, podendo serem levados ao paraíso ou ao inferno.



Tudo que é sólido pode derreter passa na Cultura todas as sextas às 19h30
O próximo episódio é "Canção do Exílio"

terça-feira, 14 de abril de 2009

Rascunhos para o meu livro de auto-ajuda

Quando você comprar algo de uso pessoal, não diga simplismente que comprou tal coisa.

Exemplo:
Eu comprei uma necessaire, eu estava precisando muito de uma.

O correto, de acordo com essa dica, seria:
Eu me presenteei com uma necessaire rosa-choque mara!






Mariana para um mundo melhor :D

Lembranças remendadas

Quando terminei um namoro pela primeira vez eu conheci alguns dos vários tipos de ex-namorados(sim, um cara conseguiu essa façanha). Com poucos segundos de recém solterisse, ele pediu que fossemos amigos, então no dia seguinte eu me obriguei a continuar na rotina e fui ver o ensaio da banda dele. Primeiro erro, essa fase deveria começar longe, tipo por MSN, porque vê-lo foi uma caixinha de lembrança dos bons tempos.
Descobri então outro tipo de ex, aquele difícil de esquecer. Então o garoto não é o problema, nós somos o incomodo. Eventualmente rolaram aquelas ligações pedindo, aos prantos para voltarmos, porque "sem você eu não existo". Bom, depois de eu ser um estorvo, ele acabou sendo grosso comigo.
Então o caso piorou, aquele ser desprezível começou a estudar na mesma escola que eu, todos os intervalos eu tinha que dar de cara com ele e até passar algum tempo juntos por termos a mesma turma. Sem dúvida, quando ele passou no vestibular fui eu que fiquei mais feliz!
Com os garotos seguintes(observação: nenhum foi namorado, já que não tiveram a decência de oficializar) eu aprimorei meus conhecimentos, digamos que "com os relacionamentos anteriores eu aprendi" que é para ser mantido longe e eu não me dou bem com a tal "entidade ex". Acredito que relembram não é viver, como diz meu amigo, relembrar é a estagnação da vida. É só que sofrer por alguém, me basta uma vez.
Tá certo que por aí as coisas se contradizem, provando que vale tudo nos relacionamentos. O melhor exemplo disso é um nick de MSN do protagonista do romance mais remendado que eu já acompanhei, "eu te amo, mas não sei o quanto", estou curiosa para saber que tipo de ex ele virou.


Texto para o site da Revista Capricho

sábado, 11 de abril de 2009

Decode

What kind of man that you are
If you're man at all
Well, I figure this one out on my own
I'm screaming "I love you"
But my thoughts you can't decode


For my blue eyes friend

domingo, 5 de abril de 2009

Chiclete de menta

Fazia muito tempo que eu não passava a tarde no quarto do meu primo, o Guilherme. Era um quarto normal de garoto, tinha apenas uma cama, um computador, um armário simples e vários CDs espalhados pelos cantos. Enquanto conversávamos sobre as mais diversas coisas, ele jogava GTA(que eu adorava, mas só sabia bater o carro). Fomos interrompidos pela campainha, o Gui foi abrir a porta e poucos segundos depois Marcos entrou no quarto. Ele era um amigo em comum entre eu e o Gui. Mas para mim não foi só um amigo.
Marcos me disse um "oi" e sentou-se na frente do computador, ele também adorava GTA. Eles trocaram vários comentários sobre jogos, mas eu estava ocupada demais para entender o que Driver significava. Me perdi completamente na nostalgia os antigos dias. Nós naquele quarto, os três no video game, sempre competíamos no GuitarHero(eu nunca perdi a 2° posição).
Então eu senti o cheiro que levou minha nostalgia para um patamar mais elevado. Marcos estava mascando Trident de menta, como sempre. Nem era um vício, já era uma marca. Eu comecei a me afundar nas lembranças, tudo que visemos enquanto ele mascava Trident. Principalmente as tardes e, eventualmente, noites que passamos juntos no meu quarto. Todas elas tinham cheiro de menta. Outras, algo a mais.
-Bruna! Ei! - Gui me acordou, devia estar me chamando há um tempo... não era minha culpa. Porque o Marcos tinha me mascar esse Trident justo aqui? - Eu vou fazer pipoca, quer alguma coisa?
-Han, não, obrigada - eu respondi meio perdida.
O Gui saiu do quarto e imediatamente o Marcos virou-se para mim, com aquele costumeiro jeito de dizer "é, estamos sem supervisão".
-Quanto tempo sem te ver... - ele disse com um sorriso tão meigo que o meu cérebro quase travou com tanta informação(ouvir e compreender o que ele dizia enquanto eu admirava seus olhos negros) - sinto falta dos nossos dias juntos, principalmente quando a gente...
-Marcos! Se o Gui te pega falando isso! - eu tive que impedi-lo antes de completar a temida frase. Eu também sentia falta, mas ele não precisava me lembrar disso.
-Você sabe que ele não tem mirco-ondas.
-Sim, sei - respondi confusa, enquanto ele sentava do meu lado na cama -, e?
-Pipoca na panela demora - eu senti seu hálito em meu rosto - e você sabe que ele come muita, vai demorar mais - eu adorava isso no Marcos, ele era muito observador, seus comentários sempre melhoravam meu ânimo. - Ele vai lembrar da sua compulsão por pipoca, leva muito mais tempo - ás vezes o excesso de observação era meio constrangedor.
Mas eu tinha que admitir, eu comia muita pipoca. Toda era uma boa hora para comer. Nas férias isso era mais críticos.
-Eu lembro que nas férias você comeu todo dias - ele disse se inclinando para frente -, principalmente aquela rosa e doce na praça.
Com Marcos falando com tal convicção eu pude sentir o gosto daquela, engoli a saliva doce que me desconcentrava e tentei me afastar dele. Me segurou. Inclinou-se mais, o hálito de menta infestou meus pensamentos.
-Pipca na panela... - foi difícil terminar a frase - não demora, Marcos.
-Bruna, nós ainda temos tempo.
Ele levantou meu queixo com a mão direita - a outra ocupava-se de brincar com o bolso da minha calça, deslizou os lábios pela linha do meu maxilar, abriu a boa quando se aproximou da minha, inalei todo o ar que ele havia expirado, tentando absorver todo aquele aroma viciante. Marcos sabia o que me fazia enlouquecer. Hesitava para tocar em meus lábios, eu sabia que não ia demorar para nos esquecermos de todo mundo ao redor.
-Vocês vão querer co... - Gui entrou no quarto com a boca tão cheia de pipoca que, depois que ele deixou a tigela cair no chão, eu mal entendi tudo o que ele gritou.

sábado, 4 de abril de 2009