sábado, 30 de maio de 2009

Um vida que eu mal conheço

Ele acorda todos os dias às sete horas da manhã com o despertador, acende o abajur, levanta-se e abre a janela do quarto para ver a cidade logo de manhã. Abre o armário e escolhe uma camisa, uma calça e um casaco, veste-os tranquilamente, coloca o sapato, apaga o abajur e parte para o banheiro, onde lava seu rosto e olha sua imagem pelo espelho, ajeita o cabelo com a escova. Na cozinha ele põe a cafeteira para verter a água quente sobre o pó fresco de café, pega o açúcar na dispensa e uma xícara no armário. Desliga a cafeteira, tira o bule e se serve de café, duas colheres de açúcar são o suficiente. Levanta a xícara na altura do rosto e assopra o líquido enquanto anda pela cozinha procurando algo para comer, encontra uma broa que havia comprado no dia anterior. Toma o café intercalado com algumas mordidas na broa, assim que termina lava a xícara e o bule na pia. Vai para o banheiro e escova os dentes. Ao passar pela sala pega sua maleta em cima da poltrona, as chaves em cima da TV e sai pela porta, trancando-a. Entra do elevador, aperta o botão do térreo, desce e pára no primeiro andar, uma mulher entra, se cumprimentam, e segundos depois chega ao seu destino. Saí pelo saguão, o porteiro abre o o portão dando-lhe bom dia.
Caminha algumas quadras ao norte, sempre olhando os jardins dos prédio e casas. Chega a estação de metrô, desce alguns degraus, passa pela catraca e espera na área de embarque. Tira o blackberry de dentro da maleta e verifica seus e-mails. Entra no vagão assim que chega, vazio, senta no banco mais próximo. Acessa o twitter e responde alguns recados. Alguns minutos e sete paradas depois, desce do metrô, passa pela catraca, sobe a escada rolante e anda por uma grande avenida.
Atravessa algumas ruas e chega a um prédio grande e medieval, entra e caminha por extensos corredores iluminados pelo nascer do Sol. Chega a uma sala, com poucas pessoas, senta-se na primeira carteira que encontra. Tira da maleta um livro e um caderno, confere a previsão do tempo no blackberry e confere os e-mails de novo. Mais pessoas entram na sala junto do professor. Assiste a duas horas de aula ininterruptas, fazendo anotações no caderno. No intervalo vai a cantina e toma um suco. Volta para a sala, outro professor entra e tem mais duas horas ininterruptas de aula. Sai da sala, atravessa os corredores extensos, chega a avenida, caminha de volta para a estação o metrô, desce a escada rolante, passa pela catraca e entra no vagão que acabou de parar. Após 5 paradas, desce, passa pela catraca e chega a uma outra avenida, a atravessa e entra em um restaurante, tira o casaco. Senta-se em uma mesa pequena, pede um prato executivo de frango grelhado com manjericão, arroz e creme de milho. Toma água enquanto espera. A refeição chega, come, intercalado com alguns goles de água. Ao terminar, pede a conta, entrega o cartão ao garçom, assina a nota, coloca o casaco e sai do restaurante. Anda pela avenida no sentido oeste, entra no prédio de uma grande empresa, entra no elevador e aperta o botão do quarto andar, lá atravessa alguns corredores e chega no RH.
Tira o casaco, senta-se a mesa, liga o computador, abre a maleta e tira alguns papéis de dentro. Confere os e-mails, entra no twitter e responder a outros recados. Trabalha durante horas, lendo e-mails, recebendo mais papéis, escrevendo e-mails. Recebe pessoas de outras áreas da empresa, conversa com algumas, entrega papéis a outras. Levanta-se, vai até a cozinha do quarto andar, pega uma xícara em cima do balcão, serve-se do café recentemente passado. Vai com a xícara até a mesa, trabalha intercalando com alguns goles do café. O sol ameaça a se por. Desliga o computador, fecha a maleta, coloca o casaco e sai pelo elevador. Chega no térreo, despede-se de algumas pessoas. Sai do prédio, atravessa a avenida, anda duas quadras no sentido leste, vira ao norte e segue por mais três quadras. Avista a costa e caminha mais rápido.
Passa por uma praça, atravessa uma rua, anda pela calçada e chega a areia. Tira o casaco e o coloca sobre o braço, tira o sapato e a meia, sente o solo diretamente em seu pé. Caminha em direção a um porto medieval, sobe na mureta de pedra, caminha pelo cais e se senta observando o mar. O Sol deita-se sobre a água e é logo consumida por ela. Veste a meia, o sapato e o casaco. Atravessa a calçada, a rua, a praça, algumas ruas e a avenida, entra no metrô, passa pela catraca, entra no vagão lotado, 5 paradas depois desce, passa a catraca, sobe alguns degraus e entra em um bairro residencial. Caminha algumas quadras ao sul, o porteiro abre o portão enquanto lhe deseja boa noite, ele entra no elevador, aperta o botão do sexto andar, entra no apartamento.
Coloca as chaves em cima da TV, coloca a maleta na poltrona, liga a TV, acende a lareira, tira o casaco e o deixa no quarto. Entra na cozinha, lava as mãos, pega na geladeira a comida feita no dia anterior, tira um prato do armário, aquece a comida no micro-ondas, senta-se na mesa e come. Levanta-se e lava a louça, seca as mãos e deita no sofá. Troca de canal algumas vezes, pega o celular na maleta, confere os e-mails, entra no twitter. Desliga a TV, entra no quarto, pega o pijama, vai para o banheiro. Tira a roupa, joga-a no cesto de roupa suja, liga o chuveiro e coloca-se debaixo da água quente. Lava o cabelo com o shampoo, pega o sabonete e lava-se. Desliga o chuveiro, pega a toalha pendurada do lado de fora do box, seca-se e coloca o pijama. Pendura a toalha, vai para a cozinha, pega uma xícara e um bule no armário, coloca água no bule e coloca a água para ferver. Pega um sachê de chá de maçã na dispensa, coloca na xícara, retira o bule do fogo e verte a água sobre o chá. Espera alguns minutos, tira o sachê e coloca açúcar. Deita no sofá, liga a TV e coloca no telejornal. Termina o chá, desliga a TV, deixa a xícara na pia da cozinha, vai para o banheiro, escova os dentes, entra no quarto, acende o abajur, fecha a janela, pega um livro na estante, senta na cama, lê um pouco. Fecha o livro, coloca-o o chão, apaga o abajur. Cobre-se com o cobertor, fecha os olhos. Ele sonha.

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito perto, muito perto :)
Nada de café :) Suminho de laranja :)
Escova e pente, com gel e espuma para cabelo moreno, ainda de criança rebelde. Açúcar, népia :) Broa, sua espertalhona ;) Escova os dentes? Creio q escova tudo :) Exactamente, sim ao metro, não à poluição - esta "MIÚDA É DAS MINHAS". Como vce sabe q é blackberry? nao gosto de I-Phone :) Ah, tu viste o prédio da Faculdade há pouco, isso n vale :-P
Respondo, sim senhora, 1º aos recados do twiter, dp começo a fazer confusao :) Por acaso, sao 4 aulas seguidas, q acabaram na passada 6ª feira :) E, sao livros com mais de 600 paginas cada um, para 8 disciplinas.
Adoro milho, sou vegan :)
Nao trabalho nos RH, nem em nenhuma empresa, aqui trabalho em e-work; em inglaterra trabalho numa organização de D.H., basicamente, um partido político, que não é político, mas que faz pressão sobre os políticos para que não se repitam ou continuem a suceder as torturas de Guantanamo, Tibete, Iraque, China, Sudão, etc., mas como Jurista.

Vce é linda.

Hadassah disse...

Gostei muito do texto.Me senti bem pertinho, como se eu estivesse vivenciando tudo aquilo, parabéns.
bjs

And Yoshi disse...

me senti na pele dele! =D

omg... se não fosse as interrupções da lan, eu teria viajado na batatinha xDDDD

foi legal! =D