terça-feira, 28 de julho de 2009

Copy cola

Alguns dias bastaram para eu adotá-la como amiga, via Thereza toda sexta-feira à noite(quando desencontrávamos, sempre tinha uma compensação durante a semana). A The é parecidíssima comigo, leitora compulsiva, preocupada em ajudar os outros, pensa e imagina demais, sensata, dedicada. Descrevê-la é complicado, pois até parece que estou mesmo falando de mim. Não sei se a The é minha amiga, minha cópia ou se eu sou cópia dela, ainda não tive muito tempo de pensar a respeito. O que posso dizer sobre isso é que ela e seu tio abriram meus olhos para coisas que eu precisava aprender e não sabia como. Líamos juntas e, além de aumentar minha devoção por literatura, expandiu meu auto-conhecimento. Já que "Tudo o que é Sólido Pode Derreter", a The derreteu! Quem é de carne e osso sou eu, ela é apenas minha personagem favorita.


Texto para o site da Revista Capricho
A série "Tudo o que é Sólido Pode Derreter" é da TV Cultura, você pode assistir os episódios pelo site.

Tudo o que eu sei sobre livros

Foi a coisa mais divertida que eu descobri, muito melhor que biblioteca! Bookcrossing é como um "progama" de libertação de livros.
Por exemplo, encontrei "O Ateneu" de Raul Pompéia na Central das Artes. Gostei da idéia e vou lê-lo. Peguei até alguns colantes para colocar mais um livro para rodar...
Vou tentar explicar melhor: o objetivo do Bookcrossing é fazer livros livres, que passam de pessoa a pessoa de forma inusitada e de graça.
Tem vários postos, na Bahia, DF, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Aqui no estado de São Paulo tem apenas em Atibaia e na Capital. Mas que sabe você, ai em qualquer lugar de SP/Brasil/mundo não procura fazer um posto de Bookcrossing??
Entre no site e saiba mais sobre essa diversão!
Falando em livros, tem mais dois outros sites muito legais sobre. O primeiro, que eu já fiz merchã aqui, é o Skoob. É um orkut dos livros, mas, pode ter certeza, com um nível melhor. Você adiciona os livros que leu, quer ler ou está lendo, e ainda pode descobrir vários outros para ler. Digamos que é um orkutzinho de intelectuais. E eu estou nele :D
Outro site muito bom é Estante Virtual, de sebos e livreiros. Dá para achar livros de sebos físicos e virtuais, comprar online ou na loja. Tem preços ótimos! Hoje eu estava no Corsarium(na Augusta) e comprei "O Mercador de Veneza"(Shakespeare) e "Os Cadernos de Malte Laurids Brigge"(Rainer Maria Rilke) por 15 reais cada. No livreiro da travessia da Consolação tinha títulos ótimos por preços ótimos, exemplo, em Amparo achei "O Morro dos Ventos Uivantes"(Emily Brontë) por 30 reais, nesse da Consolação achei a mesma edição por 15. Ou seja, muito legal.
Falando assim profundamente de livros/sebos, quem viaja bastante pela região de Campinas/Circuito das Águas deve conhecer a loja do Doces David em Morumgaba. Agora ali tem um café lindo e muito bom(me arrependi de pedir um cappuccino pequeno, deveria ter pedido um grande) e encontrei uma estante de sebo. Na promoção de férias, qualquer livro ou vinil por 5 reais, acabei comprando "Lolita"(Vladimir Nabokov).
Outro sebo que eu faço questão de fazer propaganda é a Livraria C&D em Amparo, antes era a primeira livraria propriamente dita da cidade, hoje é um dos dois únicos sebos. Se você estiver na região de Campinas/Circuito das Águas e não souber onde encontrar, vá na Galeria Treze na Rua Treze de Maio(Amparo-SP).
Falando mais em livros, essa semana acabei de ler "Razão e Sensibilidade"(Jane Austen) depois de meses, não sei como consegui demorar tanto. Recomendo o filme também. Falando em Jane Austen, tem uma mulher que restaura livros por hobbie, tem um site sobre isso, o Restaure, ela fez uma capa muito linda para "Emma"(Jane Austen), ela é apaixonada pela escritora e tem o site Jane Austen em português, dá para tirar muitas informações de livros e adaptações em vídeo sobre as obras. Ela, ainda por cima, vende umas bijus lindas no site da Restaure no Elo7, artesanais e com ar antigo.
Nossa, acho que agora esgotei todo o meu conhecimento sobre livros, sebos e afins. Espero que vocês aproveitem todos os links. E, de quebra, eu atualizei a barra aqui do lado, coloquei alguns links úteis de blogs, sites e afins. Confiram!
Boa leitura :D

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Um pouco diferente e um pouco mais igual

"Junte uma adolescente esperta e confusa, pais super equivocados, um colégio cheio de coleguinhas chatos e pronto: Hamlet renasce outra vez!"

Um pouquinho diferente da Thereza na série(até outro nome), mas um pouquinho mais igual a mim.
O curta "Tudo o que é Sólido Pode Derreter" é, ao contrário do que eu imaginava, um pouco diferente da série "Tudo o que é Sólido Pode Derreter".
A Débora tem características determidas por meios externos iguais as minhas, mas a Thereza tem características inatas iguais as minhas.
Portanto, o curta é tão importante quanto a série.







A Dé






e a The

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Conflitos inter e pessoais

Isso não é ponderável. Se a bateria do seu celular acabou, não é um motivo concreto. Existem outras linhas, outros lugares, outros meios. Se você não teve tempo é apenas um caminho para chegar na verdadeira resposta. Isso só mostra o quão você é fraco. Não sabe encarar. Assume de uma vez que esqueceu, que eu não sou importante. É mais direto, é mais fácil para você não inventar desculpinhas. Seja coerente com o que sente.
Eu sei que eu não preciso falar dura assim com você, mas não tive escolhas. Não posso ser compreensível. Se você não é sincero, então eu tenho que ser e colocar tudo o que eu tenho para fora. E se é tudo, que seja do jeito grosso. Eu só quero te entender.
E daí que a última coisa que você quer é me magoar? Eu me recupero depois disso. Como todo o ser humano. Mas parece que você não age como um. Fica aí parado vendo as horas passarem. Você não tem vontade de fazer algo a mais?
Mudou tanto. Entendo que são épocas diferentes na tua vida, mas ambos temos que aceitar isso. Eu tenho que aceitar que você mudou. Você tem que me ajudar nisso. Não adianta fazer diferente e pronto. Você tem que aceitar que mudou e parar de falar no passado.
Não sei se ainda somos uma unidade. Não sei se você quer que continuemos sendo. Não sei se você achou que éramos. Talvez devemos deixar de ajudar um ao outro e começar a ajudar a nós mesmos.

sábado, 18 de julho de 2009

Nota: falar disso no divã

Há alguns anos eu sempre me arrependia das besteiras que eu falava. Eu dizia o que queria e nem sempre era o correto, mas eu nem me importava com isso. Me arrependia bastante de não fazer o suficiente do que eu queria, talvez fosse mais fácil ficar em casa vendo TV ao invés de ir passear.
Hoje eu me arrependo de não dizer sempre o que precisa ser dito, mesmo que o certo seja dizer. Me arrependo de não me expressar como fazia antes. Sinto uma angústia quando saio de casa apenas para fazer o gosto de alguém enquanto o que eu realmente queria é ver TV.
São momentos diferentes da minha vida. Arrependimentos completamente opostos. E eu me arrependo todos os dias por não saber o que fazer.


Texto para a revista Capricho.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Conversas


Se conhecer é conversar consigo mesma todas as noites. Mas não basta apenas conversar, é necessário entender a si mesmo. Indecisões são prova de que a pessoa que você enxerga no espelho todas as manhãs não é tão companheira assim.
Olhar para si mesmo não é necessário. Você jamais enxergará a realidade. Ou você verá um reflexo ou uma simples foto. É preciso mais.
Perguntar à alguém quem é você só atrapalhará. Quem é de fora conhece o lado externo. Mas não o interno.
Como é possível se conhecer então?
Aprender a aprender é um bom começo. O aprendizado é uma parte da descoberta sobre si mesmo.
É uma navegação no escuro sem GPS. Sem auxílio.
Você e você mesmo enfrentam as ondas. Você é o capitão e você é o tripulante. Não adianta terceirizar a tripulação. Fazer isto é quebrar o navio ao meio.
Não digo que a solidão, então, é a solução. Pois na maioria das vezes você não está sozinho. Sempre alguém te ouvirá. Você.


Eu, a solidão e eu

Durante anos me vi repleta de amigos, nunca passava um intervalo sozinha. Sempre ia à cantina com minhas amigas, se o papo estava chato, sentava no banco com alguma outra turma. Nem nos meus 3 primeiros dias no 1° colegial em uma escola nova fiquei sozinha, tinha a uma colega do outro colégio e, de sobra, um garoto que pegava ônibus comigo. Depois desses dias, voltei para a escola antiga, continuei com vários amigos. Até no final do ano mudar novamente, então eu percebi quantos amigos furados eu tinha. Ninguém se importou em mandar um scrap ou convidar para sair. Continuaram vivendo, saindo, se divertindo, nunca me ligaram.
Decidi não pensar no assunto. Deixar rolar. Percebi que os poucos amigos eram bons. As férias passaram, sozinha ou com primas. As aulas voltaram, tinha amigas na escola nova, então estava tudo bem. Conversávamos sempre no intervalo, como sempre, não estava sozinha. Acabei até fazendo amizade com uma outra garota que sentava na minha frente. Estava tudo bem. Saia sempre com a minha prima, nunca com amigos.
Um dia, sem aviso ou razão, uma das minhas amigas do colégio parou de falar comigo. Era insuportável, ela sentava do meu lado mas não trocava uma palavra comigo. Ela só conversava com a garota da frente e eu também só falava com esta. Comecei a passar os intervalos sozinha, fui achando normal ouvir música e ler livros no intervalo. Eram 40 minutos meus, só meus.
Chegava na escola, deixava minha mochila na sala, ficava meia hora na frente da escola ouvindo música e sentindo o frio da manhã, sempre sozinha. Até a única amiga da escola antiga parou de se importar, deixou de ligar e mandar recados. Então deixei de visitá-la.
Me isolei porque me isolaram. Percebi que a única amiga que tinha, a única que poderia contar para sempre, a única que jamais deixaria de me receber era a minha prima.
Senti a solidão pura. Fazia tudo sozinha. Passava as tardes sozinha. Deixei de receber telefonemas e, consequentemente, deixei de fazê-los. A vida era só minha. Aprendi a enfrentar todos os problemas sozinha. O maior desafio foi enfrentar sozinha a solidão. Por mais estranho que pareça. Naquele momento a solidão era ruim, mas hoje a vejo com outros olhos.
Eu não precisava mais fingir para agradar os outros, eu não precisava agradar ninguém, só a mim mesma. Eu não me vestia para os outros, eu apenas agradava a mim mesma.
A solidão me libertou. Eu só tinha a mim, então eu era a única que precisava ouvir, ajudar e divertir. Sozinha eu aprendi a me conhecer melhor, já que era comigo mesma que eu passava a maior parte do tempo.
Parei de escrever, se escrevia, não era bom. Eu não precisava escrever para mim mesma. Eu contava as histórias para mim mesma em pensamento. Eu vivia as minhas histórias.
A parte ruim da solidão é que, depois de alguns meses, virei um lixo. Eu tinha que me ajudar, mas não conseguia me ajudar, e eu não me ajudava, ninguém me ajudava. Eu tinha minha prima, mas não conseguia contar da minha companheira solidão. Então permaneci quieta até me destruir.
A chegada do meu aniversário mudou as coisas mas nem tanto. Passei meu aniversário com minhas primas, uma amiga que eu dizia que me importava e meu melhor amigo(e a namorada dele, essa foi a melhor mudança, nós duas na mesma sala por horas...).
A solidão está indo aos poucos. Estou me renovando com cuidado. Mas ser livre será eterno.

Selos

Olá!
Hoje é dia de selinhos!! Muitos deles!
Obrigada Joy e Hadassah.
A Joy me indicou os dois últimos e a Hadassah os dois primeiros.
Pra fazer uma coisa rápida, eu dediquei 8 pessoas para os dois primeiros e 7 para os dois segundos, tirei um amigo do meio porque as regras obrigavam blogs femininos. Te livrei dessa, hein, Mario!?
Eu realmente recomendo que entrem nos blogs que eu indiquei! São ótimos!
Aí vão os selos, regras e tudo mais!




Regras:
1.Dizer oito características suas
2.Convidar oito amigos

Minhas oito características
-Esquecida
-Viciada em café
-Leitora compulsiva de horóscopo
-Baixinha
-Colecionadora de um monte de coisa
-Chocólatra
-Fazedora de pérolas
-Escritora compulsiva






Regras:
1-colocar o selo no blog
2-Indicar 10 blogs que você adore
3-Informar aos "premiados"
4-Dizer 5 coisas que você adore na vida

Cinco coisas que adoro na vida!
1. Dormir
2. Comer
3. Escrever
4. Sair com amigas/primas
5. Viver



Dedico esses selinhos:
Submarina
My Colorful World
Feche os Olhos
oohmygod
Reflecting a Mind of Stories
Meio Bossa Nova e Rock 'n Roll.
To be or not to be. That's the question!
Mario Cau

(Clique aqui para ver o selinho, não consegui anexá-lo)

Regras do Selinho:
1ª Deve exibir o selinho em seu blog.
2ª Postar o link do blog que te indicou.
3ª Listar 05 desejos de consumo que a deixariam mais glamourosa.
4ª Indicar 10 amigas glamourosas e avisá-las que foram escolhidas.

Isso de desejo é muito engraçado. Cadê o Gênio da lâmpada? Vamos Lá:

-Um cartão de crédito ilimitado
-Várias pessas da Triton
-Algumas sacolas cheias na Contem 1g
-Uma peep toe da Melissa
-Um bikini da Rosa Chá



As regrinhas deste selinho são:

1. Colocá-lo no meu blog;
2. Indicar 10 blogs femininos que eu adore;
3. Avisar aos blogs indicados que receberam o selo;
4. Dizer 5 coisas que eu adore na minha vida e porque.

1. Dormir, porque todo mundo sabe que é bom
2. Comer, sentir os sabores é um dos melhores prazeses da vida
3. Escrever, minha paixão mor
4. Sair com amigas/primas, passear é bom demais
5. Viver, que é o essencial na vida

AS INDICADAS PARA OS DOIS SELINHOS SÃO:
Submarina
My Colorful World
Feche os Olhos
oohmygod
Reflecting a Mind of Stories
Meio Bossa Nova e Rock 'n Roll.
To be or not to be. That's the question!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

As poltronas marrons estavam ocupadas pelos dois, os olhos dele estavam dispersos no ambiente enquanto os dela o fitavam com receio. Nenhuma palavra irrompia da boca de ambos. Não queria trocar expressões com ela, ou perderia seus pensamentos. Ele decidiu por observar os contornos de sua blusa preta de cetim contrastando com o tom branco da pele dela.
Mesmo calma, ela lhe fez uma pergunta que deixou-o ansioso:
-Não confia em mim?
-Confio - ele respondeu, atento aos botões pregados naquele tecido delicado.
Ela se curvou em direção à ele, olhando-o insistentemente, desarmando-o.
-Então? - ela jogou tais palavras no ar.
Ele respirou estas, e, simplesmente, expirou-as.

domingo, 5 de julho de 2009

Um duelo e um dueto

Eu sempre quis fugir com alguém que eu amo. Isso é de infância, coisa de menina que se inspira em rebeldes determinadas e apaixonadas. Hoje eu sou uma adolescente a beira de uma possível maioridade, a emancipação. Que seja, eu quero fugir disso tudo. Eu considero grandioso um casal de namorados que vai morar em outro lugar e não dá notícias para a família, corajosos de o fazerem com menos de 18 anos. Eu quero fazer isso, eu preciso. Não como realização de rebelde sem causa, mas como ser humano. Eu quase cheguei a esse ponto, sem permissão de adulto algum(só do motorista do ônibus), eu fui para a cidade vizinha conhecer um amigo de internet. Por fim, aquilo foi considerado uma mentira sem tamanho(pelos adultos, claro), e não de minha desejada fuga.
Um dia desses eu vi um circular de um bairro distante que eu não conhecia. Eu quis entrar naquele ônibus, mas a razão tomou conta, "tenho que ir para casa, estudar e fazer trabalho". Mas um dia eu poderia... escolheria uma tarde calma, com a desculpa de tomar um café ou ir na biblioteca(coisas que demoram uma tarde toda). Mas, um bairro distante nessa cidade sem graça?
São Paulo. Cidade grande que amo. Meu sonho, minha meta. Não apenas minha, mas também de uma pessoa a qual estou, singelamente, apaixonada. Ambos desejamos morar lá. E viver lá.
Mas, hoje, como meros estudantes, a quantidade de livrarias, galerias, cafeterias e bares que poderíamos conhecer, sozinhos, ninguém sabendo onde estamos. A fuga. O encontro com a paz interior. Com a inspiração palpável. Com tudo que nós desejamos ao nosso redor. Tudo que nos excita e incita a querermos mais. Que fuga.
Mas, como eu volto para casa depois de tudo isso? E o medo de enfrentar as consequencias? Enquanto menor de idade, não poder vê-lo; a proibição, a censura dos meus responsáveis. É certo reprimir a fuga? É certo criticar e penalizar alguém que precisa se por para fora? Que precisa fazer todo o seu interior sentir o que somente a pele sente? É justo? Os adultos nunca se esgotaram? Nunca quiseram chutar tudo longe e se jogar no desejo? Eu quero. Eu preciso.
Eu me sinto no momento correto, quando eu terei o máximo de aproveitamento. Eu preciso viver isso. Eu preciso respirar a vida. Eu preciso sentí-la no meu íntimo e comparti-lha. Mas as consequencias, eu sei que serão terríveis.
Então?

sábado, 4 de julho de 2009

Alguns metros

Neste exato momento, não posso julgá-lo pelo que faz. São quatro e dez de uma quinta-feira aparentemente monótona. Todas s quintas eu tenho aula de inglês, às quatro. Menos hoje, sentada debaixo da minha árvore favorita nessa praça, matei aula. Então ele do outro lado do lago não faz algo pior.
O sol já está baixo, está tocando alguma MPB na rádio da cidade, a única coisa que me incomoda são os gritos das crianças em uma creche próxima. Eu vim aqui para ler, mas nem ao menos isso estou fazendo.
Ele pisa na bituca de cigarro que acabou de jogar no chão, ele usa aquele All Star de couro branco, como todos os dias. Logo acende outro, entre o indicador e o dedo médio, traga. Observa a pequena chama consumindo a ponta do cigarro. A fumaça sai lentamente de sua boca, está calmo.
Aquela é toda a sua diversão já faz um tempo. Ele sabe o que faz de sua vida. Sendo sincera, com aquela pose, com um cigarro de menta, não há uma garota bobinha que resista. Não tem reputação, nem dinheiro. Não importa, ele tem sua armadilha.
Então o artista incompreendido se levanta, coloca a mochila nas costas e caminha tragando mais um pouco, até sua casa cheia de problemas escondidos.