quarta-feira, 8 de julho de 2009

As poltronas marrons estavam ocupadas pelos dois, os olhos dele estavam dispersos no ambiente enquanto os dela o fitavam com receio. Nenhuma palavra irrompia da boca de ambos. Não queria trocar expressões com ela, ou perderia seus pensamentos. Ele decidiu por observar os contornos de sua blusa preta de cetim contrastando com o tom branco da pele dela.
Mesmo calma, ela lhe fez uma pergunta que deixou-o ansioso:
-Não confia em mim?
-Confio - ele respondeu, atento aos botões pregados naquele tecido delicado.
Ela se curvou em direção à ele, olhando-o insistentemente, desarmando-o.
-Então? - ela jogou tais palavras no ar.
Ele respirou estas, e, simplesmente, expirou-as.

6 comentários:

Golfinho disse...

Mar... :| voltou ao mesmo :|

J. disse...

Vim parar sem quere aqui, e ja to amando. Amei o blog e os textos.
Se puder e quiser passa lá no meu blog.
bjbj
J.

Mário Cau disse...

É preciso um auto-controle enorme.
Ou um certo desinteresse.

Ou admitir que vc nao deve agir em nome do bem do outro, o que dói demais.


Todas as três já foram experimentadas. A última dói mais. 8- /

Bjão!

cla. disse...

não tenho auto-controle.
não tenho nada.
muito menos o seu talento pra escrever.

Katharine B. disse...

Amo o modo que você brinca com as palavras. É perfeito, ardente, e doçe.

Suh Redman disse...

olaa, soh passei pra dizer que adoreii seu blog, acompanho o site da capricho, e agora tou visitando alguns blogs :]

dê uma passadinha no meu e deixe seu recadinho, ficarei muitoo feliz em fazer novas amizades :] um grande beijoo :*