domingo, 5 de julho de 2009

Um duelo e um dueto

Eu sempre quis fugir com alguém que eu amo. Isso é de infância, coisa de menina que se inspira em rebeldes determinadas e apaixonadas. Hoje eu sou uma adolescente a beira de uma possível maioridade, a emancipação. Que seja, eu quero fugir disso tudo. Eu considero grandioso um casal de namorados que vai morar em outro lugar e não dá notícias para a família, corajosos de o fazerem com menos de 18 anos. Eu quero fazer isso, eu preciso. Não como realização de rebelde sem causa, mas como ser humano. Eu quase cheguei a esse ponto, sem permissão de adulto algum(só do motorista do ônibus), eu fui para a cidade vizinha conhecer um amigo de internet. Por fim, aquilo foi considerado uma mentira sem tamanho(pelos adultos, claro), e não de minha desejada fuga.
Um dia desses eu vi um circular de um bairro distante que eu não conhecia. Eu quis entrar naquele ônibus, mas a razão tomou conta, "tenho que ir para casa, estudar e fazer trabalho". Mas um dia eu poderia... escolheria uma tarde calma, com a desculpa de tomar um café ou ir na biblioteca(coisas que demoram uma tarde toda). Mas, um bairro distante nessa cidade sem graça?
São Paulo. Cidade grande que amo. Meu sonho, minha meta. Não apenas minha, mas também de uma pessoa a qual estou, singelamente, apaixonada. Ambos desejamos morar lá. E viver lá.
Mas, hoje, como meros estudantes, a quantidade de livrarias, galerias, cafeterias e bares que poderíamos conhecer, sozinhos, ninguém sabendo onde estamos. A fuga. O encontro com a paz interior. Com a inspiração palpável. Com tudo que nós desejamos ao nosso redor. Tudo que nos excita e incita a querermos mais. Que fuga.
Mas, como eu volto para casa depois de tudo isso? E o medo de enfrentar as consequencias? Enquanto menor de idade, não poder vê-lo; a proibição, a censura dos meus responsáveis. É certo reprimir a fuga? É certo criticar e penalizar alguém que precisa se por para fora? Que precisa fazer todo o seu interior sentir o que somente a pele sente? É justo? Os adultos nunca se esgotaram? Nunca quiseram chutar tudo longe e se jogar no desejo? Eu quero. Eu preciso.
Eu me sinto no momento correto, quando eu terei o máximo de aproveitamento. Eu preciso viver isso. Eu preciso respirar a vida. Eu preciso sentí-la no meu íntimo e comparti-lha. Mas as consequencias, eu sei que serão terríveis.
Então?

3 comentários:

Golfinho disse...

Tanto nervosismo nesse post. O Amor acalma e tudo vence, para quê essa ânsia? E voltou...

cla. disse...

sei o que você sente, eu moro aqui no inteiro de são paulo onde todo mundo é igual, e onde os destinos são os mesmos todos os dias.
e isso é um porre.

Loírah disse...

Lindo, adorei seu blog
passa no meu: mylive-gabi.blogspot.com
( to te seguindo )
Bjss