sábado, 9 de janeiro de 2010

A falta de

Minha mãe me perguntou se não era ruim ficar sozinha, porque, afinal de contas, eu poderia fazer alguma coisa para mudar isso, não era difícil, segundo ela, era só eu parar de passar o intervalo com fones de ouvido, tentar prestar mais atenção ao mundo ao meu redor e largar um pouco dos livros(eu até ando até a cantina enquanto leio). Não, mãe, é bom estar sozinha. É totalmente preferível estar sozinha com meus livros à estar com um bando de idiotas que só sabem falar da vida alheia.
Ela deveria olhar pelo outro lado, a conta de telefone baixou absurdamente. Antigamente eu ficava pelo menos meia hora no telefone todo dia. Hoje eu uso telefone uma vez por semana. Antes eu saia todo final de semana e chegava tarde em casa. Minha diversão atual é assistir DVDs, escrever e, talvez, dar uma volta no parque.
A vida sozinha é bem melhor. Eu sou poupada de gastar dinheiro com presentes de aniversário, poupada de ouvir os desabafos dos rebeldes sem causa, poupada de fazer favores que, na verdade, eu não estava nem um pouco afim de fazer, poupada de sair com o casal amigo e segurar vela. Não preciso ir no cinema e ficar dez minutos travando a típica batalha do que vamos assistir.
Eu faço muito mais coisas em um dia só, graças ao meu novo estilo de vida. Eu leio um livro inteiro em menos de uma semana, eu consigo assistir um filme toda tarde. Eu total recomendo esse estilo de vida, é uma ótima oportunidade para você se conhecer melhor. Há um ano eu podia criar uma situação na minha cabeça e prever o que minha amiga faria, pode acreditar, ela faria exatamente daquela maneira, mas a minha reação era um mistério. Felizmente, hoje eu me conheço melhor do que conheço qualquer outra pessoa.
No dia que eu fiz meu primeiro piercing, mostrei à minha prima, ela ficou surpresa e perguntou se eu fiz sozinha. Disse "claro que não! Você acha que eu sou louca de me furar sem a menor habilidade?!", ela riu e perguntou se eu fui ao tatuador(pois é, os tatuadores de hoje são bom-bril) sozinha, sem ninguém para me acompanhar. "Sim, eu fui sozinha", disse, "sem ninguém para eu apertar a mão", pensei. Pensando bem, quando eu estava sentada vendo a "arminha" que colocara o piercing no meu nariz, eu apertei forte a minha bolsa, por coicidência, justamente o meu diário. Ele que estava comigo há anos(não bem aquele, mas os diários, de uma forma geral). É quase como aquele "ditado" que nós mulheres dizemos(sabe aquele do "para que você precisa de um marido se tem um carro e um cachorro?"?), para que você precisa de amigos se tem um diário? Está certo, diário não é tudo aquilo. Acho que o cachorro também serve nessa.



Esse texto é meio totalmente de ficção, então, se você é meu amigo, não esquanta a cabeça.

Um comentário:

And Yoshi disse...

annn o piercing também é fictício? xDDDD

agora que fui ler esse post que me veio essa pergunta! ASHUEASEAUASEUHSE

e que bom que teve esse fim de post com o comentário! xD

já ia perguntar! saHUAHUHUSAEUSH

beijos Mari! =D

Caaara to amando esse blog todo dia atualizado! *q*