domingo, 28 de fevereiro de 2010

Comum

Começo a achar que estou perdendo minha identidade. Não passo mais meus intervalos lendo em algum canto da escola. Estudo antes das provas e faço todos os exercícios da tarefa. Assisto Friends diretamente da Warner. Uso a internet normalmente. Troco SMS loucamente com meus amigos. Eu brigo com a minha mãe por bobeira. Eu fito o garoto do outro lado da sala como se ele fosse o único da escola.
Essas normalidades estão me deixando meramente comum. Ser comum atrapalha para escrever.
Preciso lembrar como era ser um unicórnio.

Desculpa, post pessoal demais. Mas ser comum me faz escrever só o que é fácil de extrair.

3 comentários:

Mário Cau disse...

Acho que buscar o não-comum é essencial. Ou então, buscar oque há de poesia, de beleza, de interessante, no comum.
Às vezes as coisas mais legais são aquelas banais, que ninguém pega pora ver.
Isso pode ser uma armadilha, tornar-te uma pessoa comum que não tem nada de mais para acrescentar no mundo; ou tornar-te uma cronista., uma observadora desse mundo, uma fonte de opinião, de algo diferente.
Grande beijo, maninha!

Anônimo disse...

Escrever não é se destacar, ser diferente ou excluída. Escrever é perceber sutilezas do comum e passar isso, com certa genialidade, para o papel.

Você talvez precise ser nerd para ser o melhor em Física na sua turma, mas em redação não existe fórmula mágica e você bem sabe isso.

Você fala como se escritores não fizessem parte deste mundo...

And Yoshi disse...

Uma parte de mim concorda com o comentário do anônimo...

Mas eu penso que escrever, faz parte de cada um, a criatividade está em cada um e cada um se sente melhor em determinadas situações o que no seu caso, parece ser o: não ser normal.

Beijos Mari!