segunda-feira, 5 de abril de 2010

A música que poderia ter tocado

Teu sagrado e tua besteira
Teu cuidado e tua maneira
De descordar da dor
De descobrir abrigo entre tanto amor
Entretanto a dúvida
A música que casou
Um certo surto que não veio


Há uma alma em mim,
Há uma calma que não condiz...
Com a nossa pressa!
Com resto que nos resta
Lamentavelmente eu sou assim...


Um tanto disperso
Às vezes desapareço
Pois depois recomeço
Mas antes me esqueço


Nossa sina é se ensinar...
A sina nossa é...

Minha senhora diz:
Bons ventos para nós
Para assim sempre
Soprar sobre nós...


Apoei a cabeça em seu ombro, minha mão esquerda abraçava seu braço, meu outro braço descansava em seu colo. Meus receptores olfativos degustavam o seu perfume amendoado. Ouvia aquela música no piano e a respiração.
Dormir poderia até acabar com o clima. Mas dormir ali era tão bom...

2 comentários:

maayara disse...

amei o poema, muito lindo.
beijos

Mariana Guerra disse...

Lembrando que é uma música do Teatro Mágico.

Acabei esquecendo de colocar autoria...