segunda-feira, 24 de maio de 2010

I don’t care

Sério, não ligo mesmo. Você pode passar por cima do meu orgulho, da minha paixão, da minha força de vontade, do meu interesse, da minha vida. Você pode sair com outras, tratá-las da maneira linda como você me tratava, eu sei que você é mestre nessa ladainha.
Você é um Dom Juan com muito potencial. Você merece todas as garotas do mundo. Assim você engana todas elas e acaba sozinho.

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sábado, 22 de maio de 2010

Cólera

Eu aprendi essa palavra em um mangá, achei estranho a personagem falar que um garoto estava com cólera, só de olhar para o rosto dele. Procurei no dicionário e entendi que cólera não era só uma doença. Hoje eu sei o que é essa palavra, é a que mais descreve.
Cólera.
Eu tenho que entender que a Summer não é cem por cento boa. Ela tem suas partes ruins. Ela tem várias partes ruins. Ela enganou o Tom. O Tom era só o segundo dela. Ela esmigalhou os sentimentos dele. Passou por cima deles.
Sei lá se ela fez por mal ou nem reparou. Não importa, isso não se faz.
Hoje uma pessoa contou toda a história da minha vida. Mas não era minha história. Era a história dela.
Perceba, ela sentiu o que eu senti. O que tem dentro de mim não é novo, autêntico, ímpar, singular, subjetivo.
É a mesma merda que uma outra pessoa já sentiu.

Então todo os meus vários dias com ele pararam de ser cor de rosa. Ou de qualquer outra cor. Ganhou uma cor com um nome específico(ao menos isso é singular). O nome dessa nova cor é cólera.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

(500) days of summer

"Divertido, verdadeiro e deliciosamente surpreendente, este olhar único e hilário sobre paixão, namoro, sexo e separação vai alegrar seu dia" (sinopse atrás da caixa do DVD)

"hilário". Percebeu? Não é hilário! Sofrimento(suffering) não é hilário. Pode parecer, quando você não viveu algo parecido. So much suffering. Concordo que é único. Mas não hilário.
Um sentimento desse é exageradamente singular.
Eu saí daquele filme com uma iluminação boa em tudo que via na rua. Senti por não ter minha câmera. O sol era tão terno em um dia tão frio. A névoa de chuva beijou toda a face da cidade, um longo beijo, que durante toda a manhã.
A fotografia do filme é incrível. Tudo parece retrô, vintage, antiguidade. De repente, alguém aparece jogando Wii, ouvindo The Smiths no computador.
Não é trágico, mas não é hilário. É somente real. "Real" é uma palavra que funciona no português, no inglês e... aí acaba o meu conhecimento em línguas. Dizer "real" talvez ultrapasse o sentido de dicionário e te faça compreendê-lo. Talvez.
Eu nunca senti o que outros filmes retrataram. Mas já senti 90% de "(500) dias com ela". 10% foi o novo primeiro dia com um novo alguém.
E eu não somente digo isso porque sou azarada com relacionamentos. Eu só sinto demais. Eu devo sentir o que ninguém sente. Porque sentimento é pessoal, ninguém sente igual.
Ninguém observa a parte superior das fachadas, eu amo as casas dos anos 50 no Brasil. Eu escrevo no ônibus. Eu saí daquele filme tentando compreender as coisas, os meus vários dias com ele. Saiba, não é hilário.
Eu senti uma urgência. De copiar o filme, colocar na caixa de correio da casa dele e fazer ele perceber, eu senti isso. Uma urgência. Me fez desfazer meu caminho e seguir outro, olhando a fachada das casas e o céu.
Eu céu tão terno, misturando-se com uma cor que beirava o calor.
Não é hilário, é real.
Agora, por favor, não diga que você sentiu isso, se não meus vários dias com ele jamais farão sentido.