quarta-feira, 9 de junho de 2010

Que bom te ver

Ele pegou minha mãe e disse: "que bom te ver". Vindo de um desconhecido, um desconhecido bonito, o qual tinha os olhos semi-mascarados por um cabelo sedoso, era um bom sinal em pleno domingo de eleição. Sorria como nunca vi alguém sorrir. Pediu que eu o esperasse, entrou em alguma loja. Sentei na mureta da vitrine e me perguntei "o que é isto? Quem é ele?". Saiu da loja com uma sacola de papel, me puxou pelo braço e correu pela rua comigo. Sua urgência pelo que eu desconhecia era animadora. Descemos escadas, subimos outras.
Abriu uma porta, era uma casa. Adentramos. Ele pôs a sacola em minha mão e indicou um cômodo apertado. Me fechei no reservado. Seja o que for, está divertido, pensei. Na sacola havia um vestido colorido por fitas trançadas, detalhes de renda em flor, vesti. Coloquei uma pulseira de contas vermelhas que encontrei.
Espiei pelo buraco da fechadura, ele sentara no sofá, a minha espera. Abria a porta para aquilo que desconhecia, com fitas e cores em meu entorno. Porque ele só sabia sorrir?


Sonho do dia 15 de maio. Sonhos não fazem sentido, às vezes...

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