domingo, 18 de julho de 2010

Doce

Ele acendeu um cigarro. Eu andei, descalça, até a garagem, onde ele estava. As nuvens cobriam o céu, eram seis da manhã e queria ver o Sol nascer. Ele concordou que teriamos um dia cinza pela frente. Olhei para as suas costas, um grande dragão vermelho tatuado perto de seu ombro direito. Sentei ao seu lado e ele me mostrou suas duas outras tatugens. Meus pés tocavam o chão frio, mas eu não me importava com a temperatura. Vinte e quatro horas insone, tudo parecia diferente. Ele tragava enquanto conversava, porque o cheiro do seu cigarro era mais doce do que eu estava acostumada?
Ele olhava para mim como se eu realmente exstisse. Ria como se palavras realmente saissem da minha boca. Disse que estava frio demais para ele. Eu fiquei ali, olhando cinza e preferindo a realidade do frio a estranhesa do calor entre nossos corpos.

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