domingo, 20 de março de 2011

Amor de Perdição

Bibliotecas carregam dentro de si uma quantidade exorbitante de informações, ou seja, cair nos encantos de uma é como respirar cultura. Visando justamente isso, em 1900, jovens amparenses decidiram fundar um gabinete de leitura, para oferecer aos seus sócios uma boa leitura. Eram necessárias vinte assinaturas, porém, em poucos dias, foram coletadas oitenta e uma. Julio Vasconcelos, eleito primeiro tesoureiro do grêmio, sugeriu homenagear Carlos Ferreira, poeta gaúcho dirigente de um colégio da cidade. A primeira reunião aconteceu no Clube 8 de Setembro, no dia 12 de maio de 1900, onde elegeram Manuel de Mattos Azevedo como primeiro presidente e Carlos Ferreira foi aclamado sócio honorário. Em junho de 1929, iniciou-se a construção da sede, na praça Barão de Rio Branco (atual praça Monsenhor João Batista Lisboa). 

O grêmio, tornando-se a Biblioteca Municipal “Carlos Ferreira” por meio de uma lei em 1970, ampliou o objetivo dos sócios fundadores, dando acesso à população para também apreciar essa boa leitura. Atualmente com mais de 2400 de títulos tombados, ela é o melhor ponto de encontro com os clássicos da literatura brasileira e nacional da região. Também oferece jornais e revistas para leitura no local, um telecentro, empréstimo de livros, livros infanto-juvenis e uma sala para estudos e leitura. Na qual me diverti explorando um almanaque do primeiro centenário de Amparo, de 1929, buscando a origem desse lugar que admiro tanto. 

Um dos meus lugares favoritos em Amparo é ela, minha confessa paixão por livros explica o porquê. Consigo perder horas admirando as lombadas de todos aqueles livros, tirando alguns da prateleira para tocar neles e observar melhor. Meu humor melhora quando estou entre livros, pareço até uma criança numa loja de doces (sempre uma decepção ter que escolher apenas um para levar pra casa). 

No prédio de fachada típica do início do século 20 reside esse meu espaço atemporal, onde o tempo apenas existe na idade dos livros e, claro , no piso de madeira que range. Para um momento mais casual, tem até um sofá ao lado da janela, no piso inferior, permitindo uma viagem pela leitura mais confortável. 

Fiz muitos amigos nessa biblioteca, como Jane Austen, Clarice Lispector, Álvares de Azevedo, Vinícius de Moraes, George Orwell, Aluísio Azevedo... muitas outras pessoas interessantes estão lá todos os dias, esperando para nos conhecer.

Apresento a vocês: minha coluna!
O blog Amparo News(o nome já diz, notícias de Amparo, minha cidade) me convidou para ser colunista, e lá fui eu, escrever sobre cultura!
Confira no Amparo News :)

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